Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

De certo modo, não podemos deixar de nos sentirmos incomodados por este holocausto que, já desde há bastantes anos  tem vindo a acontecer no Próximo Oriente.

Perante a atitude algo agressiva de uma parte dos países desta Europa que tanto gosta de se considerar como o luzeiro da civilização europeia, ocidental e cristã. Custa aceitar que isto aconteça em países que pertencem à tão proclamada União Europeia.

            Os argumentos de que não se pode acolher esta massa descontrolada de refugiados, para preservar a segurança e a estabilidade das populações dos nossos países, quase chegam a ser convincentes. Mas, torna-se arrepiante quando, analisando melhor, constatamos que, na sua grande maioria, se trata de grupos de homens, mulheres, velhos e crianças em fuga dos seus países completamente destruídos por uma guerra que coloca em extremo risco as suas fundamentais condições de vida e a sua sobrevivência.

Visto o problema segundo esta perspectiva, não estarão estas pessoas a tentar escapar a um novo holocausto?

Talvez fosse aconselhável pensarmos que, quando o fogo arde na casa do nosso vizinho, manda a prudência que vamos acudir-lhe, não vá o fogo  propagar-se à nossa própria casa. Porque, pode acontecer que, nessa altura, não tenhamos também ninguém que nos venha acudir.

 



publicado por Francisco Galego às 00:02
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