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CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( VII )

por Francisco Galego, em 10.11.13

Da minha rua eu levo,

Flores a São Joãozinho;

Uma p’ra pôr na bandeira,

Outra para o cordeirinho.

 

Há papoilas e há rosas,

Há de tudo o que é bonito;

Para pormos no altar,

De São João Bendito.

 

 

Com verdadeiro carinho,

Com amor firme e profundo;

Fizemos das nossas Festas,

As melhores festas do mundo.

 

Minha rua se vestiu,

De cores dignas de se ver;

E diz-me lá com franqueza,

Se não está linda a valer.

 

Se é mais bela ou menos bela,

Todas o são com certeza;

Importa é ver o esforço,

Desta gente camponesa.

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publicado às 17:30


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( VI )

por Francisco Galego, em 05.11.13

Amigo do seu amigo,

Povo muito hospitaleiro;

P’ras Festas dá o trabalho,

E também dá o dinheiro.

                                                       

As flores da minha rua,

Alegram-me o coração;

Só por pensar que as fiz,

Com gosto e satisfação.

 

 Com gosto e satisfação,

Fiz flores p’ra minha rua;

Mas olha que a “enramação”

Não é igual à da tua.

 

De beleza sem igual,

São Festas da tradição;

São feitas por este povo,

Que tira da terra o pão.

                                                       

Nesta terra alentejana,

Com suas espigas douradas;

Com gente trabalhadora,

De mãos bem calejadas.

 

De mãos bem calejadas,

Fazendo cravos e rosas;

Para criar um jardim,

Nestas ruas tão formosas.

 

De mãos bem calejadas,

Fazendo cravos e rosas;

Para criar um jardim,

Nestas ruas tão formosas.

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publicado às 10:51


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( V )

por Francisco Galego, em 30.10.13

Trabalham ricos e pobres,

Sem se fazer excepção;

É digna de apreciar,

Esta bonita união.

 

Por vezes pensando eu,

Digo de mim para mim,

Mas que força tem o povo,

P’ra fazer uma Festa assim.

 

Do mundo já viste tudo,

Do bom até ao melhor;

Mas Festas é que não viste,

Como as de Campo Maior.

 

Com carinho verdadeiro,

Coração e amor profundo;

Fazemos das nossas festas,

As melhores festas do Mundo.

 

As festas da minha terra,

Vou-tas dizer a cantar,

Tantas noites sem dormir,

Muitos dias sem parar.

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publicado às 10:48


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( IV )

por Francisco Galego, em 25.10.13

Quando se pensou nas festas,

Pensei logo em fazer quadras;

Mas desculpem meus senhores,

Se algumas saem erradas.

                                                       

Se algumas saem erradas,

O autor é taberneiro;

Faz quadras, vende vinho,

Assim passa o dia inteiro.

 

Maravilha e perfeição;

Não há festas como estas;

Digo à nova geração:

Não deixem morrer as festas.

 

Raparigas venham ver,

Esta rua tão mimosa;

Enfeitada com verdura,

E com flores cor-de-rosa.

 

Acabámos o trabalho,

Vamos todos p’ra folia;

Vamos ver as outras ruas,

Cantando com alegria.

 

Queremos cantar, ser alegres,

Queremos ter alegria;

Acabada a enramação,

Vamos todos p’ra folia.

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publicado às 10:42


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( III )

por Francisco Galego, em 25.10.13

Por entre flores à janela,

Espreita uma camponesa;

E o forasteiro se espanta,

Ao olhar tanta beleza.

 

Aqui a Campo Maior,

E às suas Festas do Povo;

Vem gente do estrangeiro,

Vem gente do mundo todo.

 

Dizia a minha avozinha,

Com uma grande comoção,

Não deixem morrer as festas,

Mantenham a tradição.

 

Às vezes penso comigo,

E digo de mim p’ra mim,

Mas que força tem o povo,

P’ra fazer festas assim.

                                                       

Camponesa, camponesa,

Eu sou de Campo maior;

Temos as festas mais lindas,

No mundo não há melhor.

 

Vou a fazer umas quadras,

Sempre com frases de novo;

Falando sempre nas festas.

Desta vila e deste povo.

 

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publicado às 10:40


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( II )

por Francisco Galego, em 20.10.13

Campo Maior, terra amada,

De beleza sem igual;

As festas da minha terra

São jardim de Portugal.

 

 

Campo Maior, terra bela,

Terra de trabalhadores;

De dia vão trabalhar,

À noite fazem flores.         

                                                       

Campo Maior tua fama,

Vai para lá das fronteiras;

Tens as festas dos artistas,

E tens boas cantadeiras.

 

Festas de Campo Maior,

Feitas com muito carinho;

Todos dão o seu melhor,

Desde a criança ao velhinho.

 

Minha vila alentejana,

Minha terra camponesa;

Tuas festas têm fama,

De tanto gosto e beleza.

                                                       

Cheguem a Campo Maior,

Ao romper da madrugada;

Venha ver as lindas flores,

Destas mãos abençoadas.

 

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publicado às 10:38


CANTAR AS SAIAS, CANTANDO AS FESTAS DO POVO ( I )

por Francisco Galego, em 15.10.13

O povo que agora canta,

Jamais cantará de novo,

Se um dia se perderem,

As nossas festas do Povo.

 

Campo Maior terra bela,

A terra dos meus amores,

Que bela és enfeitada,

Toda coberta de flores.

 

As tuas Festas do Povo

São no mundo sem rival,

Com toda a sua beleza

Dão fama a Portugal.

 

Olhem bem p’ra a nossa rua,

Não precisou d’arquitecto;

Vejam bem as nossas flores

Reparem no nosso tecto.

 

Primavera é em Abril

Se das estações me lembro,

Mas vem a Campo Maior

Ver Primavera em Setembro.

 

Festas de Campo Maior

Como elas não há igual,

São as festas mais bonitas

Que já vi em Portugal.

 

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publicado às 10:35

É nossa convicção que as “saias” que já foram uma forma de manifestação de cultura popular em grande parte das povoações do Alto Alentejo, principalmente no distrito de Portalegre, e que, nos nossos dias, só são cantadas e dançadas com alguma regularidade e intensidade no concelho de Campo Maior, têm aqui subsistido graças ao grande impulso que têm recebido desse grande fenómeno em que se tornaram as Festas do Povo.

Se estas desaparecessem, desapareceria também o “cantar e bailar as saias” de Campo Maior? Só o tempo, esse grande mestre, terá a resposta para esta questão.

Entretanto, façamos aquilo que está ao nosso alcance ser feito: deixemos aqui lavrado para as gerações futuras o que ainda podemos testemunhar como manifestação viva da cultura popular das gentes de Campo Maior.

Neste tempo que é o nosso, o povo de Campo Maior canta assim as suas festas:

 

Numa manhã de Setembro,

A vila acorda mais bela;

E a camponesa sorri,

Debruçada na janela.

 

Durante meses e meses,

Mãos rudes fazem magia;

Transformam papel em flores,

Para nos dar alegria.

 

Vila de Campo Maior,

Terra de grande beleza;

Toda composta de flores,

Pareces uma princesa.

                                                       

O povo que agora canta,

Jamais cantará de novo,

Se um dia se perderem,

As nossas festas do Povo.

 

Campo Maior terra bela,

A terra dos meus amores,

Que bela és enfeitada,

Toda coberta de flores.

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publicado às 10:00

São ruas cheias de flores,

De cravos, botões e rosas;

Todas feitas em papel

De cores esplendorosas.

 

Esta vila camponesa,

Está enfeitada a rigor;

Com lindas flores de papel

Que são poemas d’amor.

 

Povo de Campo Maior,

Como tu não há igual;

Estas tuas lindas festas,

São únicas em Portugal.

 

Cantar toda a gente canta,

Versos toda a gente faz;

Mas de festas como estas,

Ninguém mais é capaz.

 

Nós cá em Campo Maior,

Somos muito hospitaleiros;

Pomos cadeiras à porta,

P’ra sentar os forasteiros.

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publicado às 10:58

Como todos os fenómenos humanos, as Festas de Campo Maior vão de ter de evoluir adaptando-se a novas condições para garantirem a sua sobrevivência. Nota-se, neste tempo que vivemos, uma procura ainda imprecisa de novas soluções. Serão as mais adequadas?

            Do acerto das soluções e dos caminhos que se escolherem dependerá o seu direito a perdurarem ou a sentença da sua extinção. A lei da vida e da história não deixa lugar para as inadaptações.

           

É nosso desejo e nossa fé que haja um futuro ainda mais glorioso para as Festas do Povo de Campo Maior.

           

Campo Maior minha terra,

E terra dos meus amores;

Setembro Festa do Povo,

As ruas cheias de flores.

 

Foi o povo que as fez,

Com suas mãos carinhosas;

Cada rua é um jardim,

De flores maravilhosas.

 

Todos fizeram flores,

Todos cantaram cantigas;

Eram crianças e velhos,

Rapazes e raparigas.

 

Durante noites e noites,

Toda a gente fez as flores;

Sacrificando o descanso,

Esquecendo mágoas e dores.

 

Mas que ruas tão bonitas,

Já não sei qual a melhor;

Nunca mais esquecerás,

Festas de Campo Maior.

 

Mas que ruas tão bonitas,

Que flores maravilhosas!

São tantas, tantas as ruas,

Qual delas a mais formosa.

 

Novos velhos e crianças,

Numa labuta sem fim;

Transformaram estas ruas,

Num verdadeiro jardim.

 

 

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publicado às 10:47


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