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POEMA (7)

por Francisco Galego, em 10.07.19

 

Decidi publicar alguns poemas retirados de obras de autores reconhecidos como notáveis poetas, porque não sei responder com clareza a perguntas como as que assim expresso:

Afinal qual é a essência da poesia?

Amontoar palavras e informações?

Revelar muitos e profundos conhecimentos?

 

Ora, a poesia,

mesmo um pequeno poema,

dizendo em poucas palavras,

poucas coisas, quase nada,

pode sugerir tanto, tanto,

que consegue produzir,

um imenso sentimento ...

 

Para exemplificar:

 

São Silveirinha (1972)

 

MARCHA

 

QUE NINGUÉM

NOS TENTE TRAVAR O SONHO!

O alento que nos impulsiona.

 

QUE NÃO NOS CALEM A VOZ!

O arco dos nossos anseios.

 

QUE NÃO NOS APRISIONEM A ALMA!

A nossa força motriz.

 

QUE MÃO NENHUMA SUFOQUE O NOSSO GRITO!

O escape da nossa inquietude.

 

QUE NENHUMA CORRENTE DE FERRO

NOS IMPEÇA O CAMINHAR!

O nosso passo é firme, inabalável.

 

SOMOS DONOS DA NOSSA VONTADE

E COMANDAMOS O NOSSO DESTINO!

 

 

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publicado às 08:40


3 comentários

De Anónimo a 11.07.2019 às 05:56

Boa noite. Uma veia artística rica e fecunda. Parabéns.
Encontrei, casualmente, esta Sua janela para Além-Caia e para a Vida ao realizar uma busca sobre o Dr. Raquelino dos Reis Anastácio.
Com tristeza, deparei -me com uma alusão ao seu falecimento, deixado por um Seu Amigo, salvo erro, um Dr. Colaço.

Seria possível referir algo sobre esse distinto Médico, que conheci em Moçambique?
Eu, com 22 anos era Alferes Miliciano e ele seria uns anos mais velho. Durante um período breve, mas marcante, conversávamos na Messe de Oficiais.
Reiterando os meus parabéns,
Cordialmente,
Alberto
Tlmv. 96 51 41 563

De Anónimo a 11.07.2019 às 08:25

Talvez seja fácil inventar frivolidades acerca de coisas pouco importantes. Mas, que é podemos dizer acerca dos nossos verdadeiros amigos?
O Raquelino era parco nas palavras e muito cioso quando se tratava de verdadeiras e "velhas" amizades. Eu e ele fomos amigos durante toda a sua vida. Nascemos e vivemos boa parte das nossas vidas na vila de Campo Maior. Pouco dizia de si, porque entendia que, para os que o conheciam bem, não era necessário e para os outros, porque achava que não valia a pena. Grande como amigo, arisco com aqueles de quem não gostava, de grande dedicação aos seus deveres enquanto médico.
Foi daqueles que partiram deixando muita saudade.
Mas, é muito difícil falar de quem muito se gosta por muitas e variadas razões. Principalmente porque é difícil traduzir em palavras os verdadeiros sentimentos.
Eu e ele tínhamos a mesma idade e, fizemos os nossos estudos passando pelas mesmos sítios e situações, embora dedicados a diferentes estudos e percursos profissionais.

De Anónimo a 12.07.2019 às 02:28

Creio entender mt bem o espírito, a substância do Seu comentário.
Conheci o Raquelino enquanto paciente no Hospital Militar. Na altura, tinha um bigode que, com irreverência, era designado, por Colegas e Amigos, como "um bigode castiço ".
Fui tratado pela equipa a um problema do foro ortopédico.
E fiquei bem!
Era por isso que o Raquelino, sabendo que eu era um nadador apaixonado, me recomendava que nunca deixasse de praticar natação.
Conselho que sempre segui - muitas vezes, faco-o com sacrificio, de manhã mt cedo ou pelas 20 hrs. Mas, devido a isso, dobrei os 66 anos em boa forma.
Não fora pela natação, a minha vida teria sido, seguramente, marcada por mt pouca qualidade.
Ontem de tarde, enquanto fazia piscinas, como ê habitual o correr do pensamento vai anulando, em larga medida, a monotonia de se andar para ali "às voltas".

E recordamos momentos distantes, pessoas com quem se conviveu, analisamos o presente e tenta-se encontrar soluções para problemas... e pensamos nos filhos, na vida em família.
Infelizmente, minha mulher faleceu, muito nova, com um problema oncológico fulminante. Fiquei com 2 criancas pequenas, hoje ja formadas e com as suas vidas organizadas.
E, como referi, ontem emergiu, com nitidez, a imagem do Raquelino. Profissional, modesto, mas mt. cordial no trato. Eu não estava internado no Hospital, antes estando Hospedado na Messe de Oficiais. Ali conversávamos, umas vezes com colegas, outras vezes, a dois. Não sendo, talvez, extrovertido, cunha um discurso atento e mt rico. Eu fora para a tropa sem terminar Direito. Ele achava interessante comparar pontos de vista oriundos de Campos tão diferentes do saber.
Mas como era um Humanista, concluia--se qse sempre que a busca da Justiça tinha muito em comum com Medicina. Afinal, a doença e os acidentes acabam por ser uma forma de injustiça que deverao ser corrigidas e superadas. Tal como as injustiças do foro jurídico.
E cumpre referir que o considerava um ser humano calmo, sensivel e, pareceu-me, em paz com a Vida.
Lamento imenso não ter podido comunicar-lhe o quanto a Sua forma de estar me havia marcado.
E pelas Suas palavras, constato que, numa medida muito mais ampla, dado o convívio assíduo, terá certamente uma narrativa, uma muito vasta experiência de alguém tão grande e especial como ele era - É, aliás, o continua a ser na memórias de que teve o privilégio de o conhecer.
Grato pelas linhas que teve a simpatia de partilhar comigo.
Com mt estima e consideração,
Alberto
96 51 41 563

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