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PENSANDO ...

por Francisco Galego, em 05.03.18

Como um dos princípios  base da crença cristã, encontramos a doutrina do Livre Arbítrio que, em várias partes da Bíblia, está enunciada, acentuando ser vontade de Deus que os homens orientem as suas acções segundo um correcto e justo comportamento, pois que, se Deus  criou a humanidade dotando-a da capacidade de, segundo a doutrina do Livre Arbitrio  tão claramente expessa por Santo Agostinho –  arcebispo de Hipona que viveu na transição do séc. IV para o séc. V –, o homem tem o poder de escolher entre o bem e o mal, tornando-se, portanto, responsável pelos seus pensamentos e pelas consequências dos seus actos e das suas decisões.

Daí advém que o homem não é presdestinado para as decisões que toma, sendo, portanto,  responsável pelo seu próprio destino. Esta é a base para a compreensão de dois conceitos estruturantes da nossa identidade: a liberdade na tomada das nossas decisões e a responsabilidade de prevermos as consequências que delas possam resultar.

As coisas não acontecem porque Deus quiz, mas porque nós assim as determinámos, por assim termos querido ou ou por não termos tido o cuidado de  fazer que tivessem acontecido de uma outra maneira.

Claro que o acaso existe. Mas, a própria maneira como lidamos com ele depende da nossa vontade, da decisão que tomamos ou da maneira como nos abstemos, não decidindo ou agindo de modo inadequado.

A maneira como assumimos esta responsabilidade é que vai moldando a nossa existência e a nossa personalidade. A consciência disto é tão fundamental que ela devia ser sempre o núcleo central da nossa educação e da nossa formação como pessoas.

A mim, ainda que agnóstico por convicção, não pode deixar de me impressionar fortemente, esta tão preclara doutrina.

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