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O PALÁCIO DE OLIVÃ – III

por Francisco Galego, em 16.09.14

- Com a implantação do liberalismo, em 1820 e, sobretudo pelos efeitos que a guerra civil, que lavrou até 1832, teve sobre algumas das mais importantes famílias da tradicional nobreza portuguesa, as quais, por terem seguido o partido absolutista de D. Miguel, foram expropriadas dos seus bens, o palácio parece ter entrado num período de decadência.

Em meados do século XIX o Palácio Olivã (dito Palácio do Visconde, onde hoje se encontra a Biblioteca Municipal) foi adquirido por um tal José Vitorino Machado, natural de Olivença. O qual, através do comércio conseguiu enriquecer, tornando-se grande proprietário e chegando mesmo a ocupar cargos elevados na administração local. Foi este senhor que adquiriu o Palácio dos Menezes (Casa do Barata), no qual viveu como nobre, embora fosse apenas um abastado plebeu. Casou com uma senhora elvense muito mais nova, que foi sua herdeira universal.

Esta senhora, depois da morte do seu primeiro marido, casou em segundas núpcias, com Cristóvão Cardoso de Albuquerque Barata, oriundo de Paredes de Coura, sargento de brigadas que serviu na guarnição de Elvas e depois na de Campo Maior. Este senhor foi, durante muito tempo chefe do Partido Progressista, tendo sido, durante muitos anos, investido no cargo de Administrador do Concelho. Por ter assumido a defesa do concelho de Campo Maior que esteve na iminência de ser extinto em Janeiro de 1868, viu o seu nome ser dado ao largo onde se situa o palácio de sua residência que passou a chamar-se Largo do Barata. Devido à sua acção como político e à benevolência da sua acção para com os mais humildes, veio a ser agraciado com a Comenda da Ordem de Cristo.

Seu filho, Cristóvão Cardoso Cabral Coutinho de Albuquerque Barata que fez carreira, primeiro como advogado, depois na magistratura, atingindo o cargo de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, foi agraciado com o título de Visconde de Olivã.

A estes dois ilustres campomaiorenses se deve a restauração e conservação do palácio nos finais do século XIX e primeira metade do século XX.

                                              

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