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NA CRISE DE 1383-1385  (1)
 

Nesta crise dinástica, Campo Maior, que estava muito ligada ao bispo de Badajoz, tomou o partido de Castela, tendo sido uma das últimas vilas a aceitarem D. João I como rei de Portugal.

 

A expugnação da vila por D. João I

 

“Na guerra que lavrou no reino depois do falecimento de D. Fernando, em 1383, os habitantes da vila seguiram o partido de Castela por influência do seu alcaide-mor, Paio Rodrigues Marinho.

D. João I em pessoa, cercou Campo Maior e, depois de quatro semanas de assédio apertado, rendeu-a por assalto em 13 de Outubro de 1388 e o castelo entregou-se-lhe por preitesia (capitulação) no 1º de Novembro, sendo alcaide-mor Gil Vasques de Barbuda”.

(Dubraz, opus cit. p. 192)

 

1580 - SOB O DOMÍNIO CASTELHANO

 

Monroyo, o Martim de Freitas de Campo Maio (2)

 

"O caso de Afonso de Monroyo, explicado, defendido com tanto calor ante D. João de Áustria, aconteceu a 19 de Junho de 1580. D. Jerónimo de Mendonça, portador de uma carta selada de Filipe II para o alcaide-mor, tendo feito já em câmara a aclamação, prendeu este no castelo por se recusar a entregar as chaves do mesmo sem ordem dos governadores do reino ou do fronteiro-mor. Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) respeitou a rigidez de Monroyo e, a homem tão leal, não duvidou mais tarde confiar um comando marítimo.”

(Dubraz, Op. cit. 192)

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(1)

Esta crise constituiu a primeira grande tentativa de unificar num só reino, os reinos de Portugal e de Castela.

  1. Fernando, rei de Portugal, casado com Leonor Teles, tinha apenas uma filha D. Beatriz, que casou com D. João I, rei de Castela.

Após a morte de D. Fernando, o reino dividiu-se entre os que aceitavam a unificação e os que queriam, a todo o custo, manter a indepência do Reino de Portugal. Esta facção era comandada por D. João, o Mestre da Ordem de Aviz, e militarmente tinha como principal comandante D. Nuno Álvares Pereira que conseguiria várias importantes vitórias para as armas de Portugal. Por outro lado,  o Dr. João das Regras que, nas cortes de Coimbra conseguiu justificar a razão de que fosse coroado rei de Portugal, D. João, mestre de Ordem de Aviz, porque, embora fosse filho natural de uma relação de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, era descendente directo dos reis de Portugal devendo, portanto, ser coroado como legítimo rei.

Depois de várias vitórias no campo militar, em 1411, foi assinada a paz, reconhecida a legitimidade de D. João I e a independência do reino de Portugal.

(2) Martim de Freitas, alcaide do castelo de Coimbra, recusou-se a entregar as chaves do seu castelo ao Infante D. Afonso que assumira a regência do reino depois da deposição de seu irmão, D. Sancho II, pelo Papa. Só o fez depois da morte deste e de D. Afonso III ter sido coroado como rei.

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