Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




NO ANTIGAMENTE... UMA VIAGEM EM PORTUGAL EM 1866.

por Francisco Galego, em 04.11.18

Por Hans Christian Andersen (1805-1875): escritor e poeta dinamarquês de histórias infantis, peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido. É interessante realçar o modo como o autor, homem muito viajado, comparou Espanha com Portugal.

- Vindo de Madrid, aonde chegara em 1863, viajando três noites e três dias em diligência, chegou a Mérida. Aí começava o caminho de ferro que ligava a Lisboa, pela fronteira de Elvas-Badajoz.

Acentuou bastante o aspecto miserável de Espanha comparando-o com o que depois encontrou em Portugal: “Aqui haviam chegado também, como uma brisa, as comodidades dos tempos modernos de Inglaterra, ou do restante mundo civilizado... estávamos, pois no meio da civilização.

Descreve as terras em volta, desde Lisboa até Sintra. Desenha gráfica e literariamente, o Aqueduto das Águas Livres e evoca a monstruosidade do bandido Diogo Alves (o Pancadas, nascido na Galiza em 1810 e último condenado à morte da História de Portugal, em 1841) que lançava as suas vítimas do alto para o abismo, pelos meados dos anos cinquenta do séc. XIX.

Em Lisboa, não encontrou a desorganização e a sujidade de que lhe tinham falado; isso seria coisa de há trinta anos. As casas eram bem cuidadas, as ruas largas e limpas, havendo nelas vida e movimento. Nelas circulam os cabriolés, mas também pesados carros de bois, vacas que os leiteiros ordenham na rua. As esquinas das ruas ostentavam grandes cartazes de teatro. As óperas e operetas eram apresentadas no “Circo Price”. O belo Teatro de D. Maria II, ornado de colunas, no topo de uma praça com um elegante pavimento em moisaco, era o mais frequentado. Esta praça ligava-se, pela larga Rua do Ouro, à Praça do Comércio que se abre de um lado para a margem do Tejo. O centro da cidade é rodeado por colinas. Numa praça em sítio mais alto, está a estátua de Camões que vai agora ser apeada para ser substituida por uma nova que está a ser esculpida.

Um passeio público, no meio da cidade, é longo e estreito, ladeado por árvores em flor e, à noite, é iluminado para os concertos.

Como grandes vultos da cultura portuguesa, Andersen refere: Gil Vicente, Camões, António Ferreira, Bocage, Herculano; Garrett, António Feliciano de Castilho.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:05



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D