Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

O compêndio é, como se sabe, a ciência sistematizada pelo método mais apto para ser transmitida pelo ensino. Por isso cumpre que o compêndio seja breve e preciso, sem ficar deficiente… Convém que os compêndios se correspondam, sem lacunas e sem obscuridade, ligando-se de modo tal que os primeiros sirvam de começo aos segundos.

 (…) entendemos que o governo, em lugar de abrir concursos para a confecção de compêndios destinados ao ensino das línguas que são professadas na instrução secundária, talvez devesse antes nomear uma comissão de homens de letras capazes de escrever os compêndios precisos, encarregando-lhe a homogeneidade possível nos preceitos, para ficarem bem patentes, nas ideias e nas palavras, os princípios de gramática geral comuns a todas as línguas e libertar-se assim o ensino das antinomias e contradições que o dificultam e confundem com grave prejuízo dos alunos e desvantagem dos próprios professores.

(…) Entende-se que os compêndios assim confeccionados não serão eternos… O governo ordenaria a sua revisão de tempos em tempos, para corresponderem sempre ao estado de adiantamento das ciências. E cremos que muitas vantagens se colheriam da uniformidade proposta, sendo uma delas, aliás importantíssima, facultar livros baratos aos alunos, pois que o governo mandando fazer avultadas edições e vendendo-os pelo preço de custo, evitaria a desordem que se nota nas províncias onde nas aulas públicas se não pode conseguir nunca o estado completo dos livros adoptados para as classes.”

 

João Dubraz – In, DEMOCRACIA PACÍFICA, Nº 17, Elvas, 4ª-feira, 30/1/1867

 



publicado por Francisco Galego às 00:03
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