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EM TEMPO DE ESCOLHAS POLÍTICAS (2)

por Francisco Galego, em 27.09.15

Na sequência do meu texto anterior, a minha atenção fixou-se num texto, recetemente publicado na revista VISÃO, escrito por Freitas do Amaral, o fundador do partido que hoje dá pelo nome de CDS/PP, parceiro da actual coligação que agora de recandidata à reeleição.

 

À laia de conclusão, Freitas do Amaral escreveu no seu artigo de opinião intitulado:

Em quem votar?

 

            Já não acalento muitos sonhos. Sei mesmo que vou discordar de algumas medidas que o PS teima em querer fazer suas e que melhor seria deixar para pequenos partidos marginais.

            Mas espero – e exijo – que o PS mantenha o código genético que lhe imprimiu Mário Soares: Democracia; Europa; Estado Social. Tudo numa linha moderada de progresso, e nada na linha radical de regresso ao Estado Liberal – hoje infelizmente protagonizada pelo PSD que não nasceu com essa vocação. Onde paira o espirito progressivo e social de Sá Carneiro e de outros social-democratas que o acompanharam?

            Se houvesse uma verdadeira AD de carácter vincadamente social e progressista – como fizemos em 1980 – não seria, com certeza, necessário que tantos social-democratas e democratas cristãos (como eu) tivessem de votar nos socialistas.

            Mas há que ser pragmático: justiça social em democracia e na Europa, hoje, só com o PS.

            Como disse Churchill, “às vezes é necessário mudar de voto ou de partido, para não ter de mudar de princípios”.

 

            Acima de tudo, temos que ter consciência de que a política consiste fundamentalmente em saber escolher e fazer – não o que seria a mais perfeita das soluções –, mas em ter a preocupação de procurar fazer aquilo que – dadas as circunstâncias –, é possível, é necessário e é desejável que seja feito, tendo em vista o Bem Comum e que no essencial se traduz em: manutenção da Paz e da Ordem, para garantia da segurança de pessoas e bens;  uso de Liberdade para garantia da igualdade perante a Lei; acesso de todos à Justiça para garantia dos preceitos essencias do Estado Social e da Sociedade Democrática como o acesso aos cuidados de Saúde e de Educação e como garantia de usufruto de uma igualdade de oportunidades.

            Não basta falar da boa e da má moeda. Há que evitar a circulação da má e garantir que só a boa possa circular.

            Ou seja, no caso concreto da política, escolher, não os que se distinguem pelas bonitas palavras, mas os que apresentam as propostas baseadas numa análise realista dos problemas e num estudo apurado das soluções.

            Há que ter bem presente que, a má moeda serve apenas para a obtenção do maior lucro possível de quem a faz e de quem a põe a circular. A boa moeda tem em vista facilitar a circulação dos bens que vão satisfazer as necessidades de todos os elementos da sociedade.

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publicado às 08:39


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