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EM DEFESA DA DEMOCRACIA... (6)

por Francisco Galego, em 24.02.19

EM CONCLUSÃO ...

Não é difícil entender a História quando nos esclarece quanto à maneira como nasceram e como, ao longo dos séculos, evoluiram as instituições  de carácter democrático, e de compreendermos os princípios gerais que foram tomando essas organizações. Mas, torna-se bastante difícil entender como é que, ao fim de tanto tempo e de tantas experiências, os regimes ditos democráticos apresentam ainda tantas imperfeições e tantas incongruências, embora estejam claramente expressos os seus objectivos e a sua organização.

Veja-se, como exemplo, como uma organização internacional e de criação relativamente recente,  define com toda a clareza os objectivos que devem orientar a sua acção: 

A União Europeia consiste num projecto destinado a promover a formação de uma Europa Unida, segundo objectivos de paz, liberdade, justiça social, segurança e prosperidade, sustentadas por uma política de conjugação de esforços e de contributos de todas as Nações e Estados, que se congregam para a sua realização. 

Porém, muitas vezes, as organizações que estatutáriamente se definem como democráticas, comportam-se de tal forma e assumem tais atitudes e maneiras que nada ou muito pouco têm de democráticas.

É precisamente nas organizações do poder local, onde há menos reacções de protesto crítico e onde é mais frequente e directo o contacto  entre eleitos e eleitores, que mais frequentemente se encontram certos comportamentos e atitudes.   

Infelizmente,  há magistrados que, não têm um claro entendimento de que devem governar servindo as pessoas, pois que foi para isso que elas, com os seus votos, os elegeram. Invertendo a natureza da relação constituída, entendem que adquiriram o poder de se servirem e de serem servidos. Em certos casos chegam ao extremo de adquirirem um comportamento que se pode definir muito esquematicamente do seguinte modo: São humildes, reverentes e submissos com os mais fortes; são arrogantes, prepotentes e insolentes com os que consideram mais fracos.   

Quando isto acontece, deixa de existir o carácter democrático da governação, arredado pela prepotência de quem entende que se trata, não de servir, mas de ser servido,  de servir-se e de ser obedecido. No meu modo, talvez muito ingénuo,  de pensar, estas atitudes são dissonantes de um comportamento democrático. 

Trata-se apenas de duas maneiras diferentes de considerar isso a que alguns chamam a política? Eu acho que não. 

E entendo que será certamente por esta e por outras razões, que tenho tão pouca consideração por aquilo que eles entendem como a política. Eu, que só a entendo como um modo de governar para servir, não aceito que possa ser considerada como um poder que se pode usar em benefício próprio de quem o exerce

 

  

 

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