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"DO POPULISMO..."

por Francisco Galego, em 15.12.19

Alguns dos leitores, tiveram alguma dificuldade em aceitar este conceito de "populismo". Talvez tenham alguma razão. Mas pareceu-me que, a sua leitura esclareceria o sentido que atribuo a este conceito. Queria eu referir a atitude dos que, sem cuidarem nem de acederem a uma informação bem fundamentada, nem de basearem os seus juizos numa prudente reflexão, assumem sempre a atitude de "justiceiros" em nome de uma atitude "moral" que apresentam como indiscutível. Foi este o "populismo" que eu tentei contestar pelos reflexos negativos que produz e pelas injustiças que chega a causar. Ou seja, porque somos seres dotados de inteligência, devemos analizar a sociedade e os seus elementos segundo uma perspectiva que designamos como "Politica".

Neste nosso tempo, vemos-nos frequentemente confrontados com atitudes, acções e manifestações de casos que incluimos no conceito de populismo. Este conceito, nas suas origens, apontava para uma avaliação positiva das atitudes que como tal eram referidas. Mas, são agora cada vez mais frequentes e têm uma avalição cada vez mais pesada e negativa. Em contrapartida, quanto mais negativa, mais atrai a colaboração e o apoio de um maior número de gente de pouca informação e de fraca formação. Foi nesta perspectiva que estre texto que agora repito, foi elaborado.

São os casos que implicam a exposição e humilhação de acusados, mesmo quando não existem ainda provas confirmadas de que existe culpa. São as reacções dos que, armados em justiceiros, inventam, clamam de longe, publicando acusações e comentários, por via directa, ou através dos meios de comunicação social. Se bem analisados, levam-nos a pensar que, ainda que os meios tenham mudado muito, são homens muito iguais aos que encheram os circos romanos para verem os cristãos serem acusados e lançados às feras, ou os que acorriam às praças públicas para assistirem à exposição e à morte na fogueira, dos acusados, - tantas vezes inocentes -, de crimes vários pela “Santa Inquisição”.

Onde é que, nestes casos de insano populismo, está a racionalidade que deve distinguir os homens dos outros animais? Como conciliar essas atitudes com a frequente proclamação de que os homens devem agir de modo virtuoso?

Porque os homem virtuosos devem pensar antes de agir. E agir bem, segundo regras que garantam a justiça e o bem comum da sociedade. Devem ser virtuosos e corajosos dominando os seus impulsos, sem se deixarem dominar pelos seus desejos e tendências.

O homem virtuoso deve, por condição, ser um ser social e a vida em sociedade deve ser organizada e mantida segundo as regras constituídas pelo direito, ou seja, pelo sistema normativo que garanta o bom funcionamento da sociedade. O direito existe para que a justiça prevaleça.

Atendendo a tudo isto, como explicar o populismo que por aí medra?

Medra porque é o reflexo da cobardia e da ausência de moralidade que revelam os que apoiam certo tipo de manifestações, porque os vilões só mostram coragem quando têm o pau na mão e, sendo muitos, enfrentam os mais fracos. E porque, - tal como as hienas -, só mostram ousadia e coragem quando têm a certeza de serem em maior número e mais fortes do que as suas vítimas.

Porque se aproxima o Natal, época que celebra uma nova atitude que deve gerar a tolerância, a justa consideração  e a predisposição para a caridade, devemos estar mais atentos e mais abertos na avaliação das situações que se nos vão deparando. 

 

 

 

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