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DA EDUCAÇÃO ...

por Francisco Galego, em 05.11.15

A educação foi sempre um sector complicado de gerir politicamente. Os governos, provavelmente por falta de estudos ponderados geradores de consensos, optaram pelas soluções mais adequadas às opções preponderantes dos que tinham o poder de tomar decisões, mas inaquadas para responderem às necessidades reais da educação.

Os últimos anos foram particularmente demontrativos da falta de um projecto esclarecido e bem definido para os problemas da educação. A solução de um problema, raramente está em regredir nos procesos em curso, mas na procura de novas soluções. Ora, em muitos aspectos, a política educativa do anterior governo, consistiu fundamentalmente em processos de regressão.

Na tese de doutoramento apresentada, em 1986 , na “Faculté de Psychologie et de Sciences de l´Education de Genève, publicada, em versão integral, pelo Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa,  1987,  António Nóvoa usou o titulo muito significativo  “Le temps des professeurs: analyse socio-historique de la profession enseignante au Portugal: XVIII-XX siècle", para sublinhar a crescente importância e complexidade da educação escolar nas sociedades modernas.

Como agentes educativos de importância cada mais relevante, os professores e as escolas têm de estar em concordância com as necessidades educativas e com as circunstâncias em que se desenvolve a sua acção. Para isso, têm estar muito atentos e serem muito esclarecidos sobre o modo como devem definir a sua missão que, no essencial, parece dever ser estruturada, segundo três vectores:

- O da instrução que conduz ao conhecimento;

- O da educação que, modelando atitudes e comportamentos, forma o carácter;

- O da aquisição de competências que dotam da capacidade de agir com eficácia, enquanto cidadãos e na sua vida profissional.

Por outro lado, os professores na escola e os pais na família, devem ter consciência plena de que as suas funções não são, nem diferentes, nem separadas e muito menos divergentes. São complementares, pois concorrem para o mesmo objectivo que é a educação.

Aos governos compete, não apenas a imposição de regras, mas a gestão dos recursos disponíveis, a definição dos objectivos, a avaliação dos resultados e a criação das condições que possam melhor assegurar a resposta às necessidades da sociedade, em termos de educação.

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