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CAMPO MAIOR HÁ 150 ANOS ... (3)

por Francisco Galego, em 10.03.19

A gente é laboriosa, apaixonada pelo luxo do trajar, um pouco altaneira e imprevidente, geralmente bondosa e tratável. A educação pública e a polícia carecem todavia de cuidados que se não podem preterir.

Essencialmente agrícola, a povoação alimenta-se da uberdade da terra e só dela. Se a agricultura não constituiu exclusivamente, outrora, o lavor diário dos campomaiorenses, é hoje e vai continuar a ser, o mais valioso recurso para que podem apelar. Exporta muito trigo, legumes e azeite e, tendo o cultivo da vinha assumido nos últimos anos proporções inesperadas, as bebidas alcoólicas constituem já um grosso rendimento. Também exporta lã e alguma laranja(1).

Os habitantes de Campo Maior são laboriosos, como já se disse, especialmente os camponeses. Em parte alguma está tão garantido o trabalho braçal e não há país onde a existência da máquina viva e pensante de arrotear a terra seja mais cómoda e segura, enquanto lhe não falecem as forças para o trabalho.

A área do concelho é pequeníssima, pois, do lado de Espanha mede somente seis a oito quilómetros, apenas dois ou três do lado de Arronches (2), e pouco mais na direcção de Elvas. Este vício de divisão territorial faz com que muitos colonos dos termos de Elvas e de Arronches residam em Campo Maior.

 (Texto de João Dubraz, em obra publicada em 1868 e 1869)

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(1) Quanto à laranja, na 1ª edição, na página 7, era referido que se tratava de “cultura que esteve muitos anos descurada e que actualmente progride de modo esperançoso”.

(2) Convém tomar em consideração que a freguesia de Degolados, estava ainda integrada no concelho de Arronches.

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