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AS “SAIAS” NOS CANCIONEIROS POPULARES ( I )

por Francisco Galego, em 26.02.14

Os Cancioneiros coligidos e publicados por António Tomás Pires

 

No número 128 de 22 de Junho de 1881, o jornal elvense “A Sentinella da Fronteira” começou a publicar o folhetim “Poesia Popular Portuguesa – Cantos Populares do Alentejo – recolhidos da tradição oral por António Thomás Pires”. A sua publicação foi interrompida quando já iam publicadas 950 cantigas. A publicação recomeçou no número 230 de 14 de Junho de1883, mantendo-se até ao último número do jornal, o nº 590, que se publicou em 30 de Outubro de 1891, sendo que a última quadra publicada tinha o número 3.224. Como a numeração teve alguns saltos, não terá sido tão elevado o número das que foram publicadas. Terão, contudo, sido publicadas mais de duas mil. Publicaram-se ainda mais quadras noutro jornal – O Elvense – em 1885, no Folhetim “Miscellanea Folk-lorica”, entre os números 470 e 480.

A partir das quadras publicadas nestes jornais, foi possível identificar, ainda que sem grande rigor, cerca de duas centenas de “cantigas” que foram cantadas às “saias” em Campo Maior. O que de modo nenhum permitirá afirmar que tenham sido, todas elas, produzidas pela gente de Campo Maior. Os contactos que regularmente se faziam, principalmente no São Mateus, promoviam as trocas de que resultava que cada um levasse, de regresso à sua terra, as cantigas que mais o tinham impressionado.

Mas a identificação dessas cantigas com o cantar as “saias” em Campo Maior, permite a conclusão segura sobre a sua antiguidade. Por outro lado, foi possível recordar com rigor a memória de algumas delas que já estavam de facto esquecidas.

Nesta publicação, A. T. Pires não faz qualquer referência ao local onde cada quadra terá sido recolhida.

Mais tarde, os “Cantos Populares Portugueses” seriam reunidos em 4 volumes, tendo sido o 1º e o 2º publicados em 1902 , o 3º em 1909 e o 4º em 1910. Estes quatro volumes contêm 10.600 quadras, recolhidas por todo o país. Em cada quadra está a indicação da província em que foi recolhida, mas não há indicação da povoação em que tal terá sido efectuado.

 



 

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