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DA CORRUPÇÃO (4)

por Francisco Galego, em 28.11.09

A acção dos corruptos, quando associada ao poder político, é talvez uma das formas mais gravosa de corrupção pois que, usando o poder de que foram investidos, submetem os que estão na sua dependência à prática de actos ilícitos, sob ameaça de represálias ou em troca de benefícios. A corrupção ligada ao poder político premeia o crime, persegue os mais cumpridores, os mais competentes e mais zelosos, beneficiando os que se prontificam a consentir na violação da legalidade para eles próprios beneficiarem da mesma corrupção. A corrupção ligada à política inverte os valores, anula os bons princípios, viola as regras, instala a desordem, provoca a desmotivação, desmobiliza o empenhamento, premeia as incompetências e anula as boas vontades.

A corrupção não denunciada, não sujeita a julgamento, consentida em total impunidade, alastra rapidamente como epidemia corrompendo rapidamente sectores cada vez mais alargados da sociedade. Isto porque o povo que devia ser o principal elemento de vigilância, denúncia e repressão da corrupção, passa a consenti-la, havendo cada vez mais gente disposta a aceitá-la como fatalidade. Perante a complacência generalizada, a corrupção tende a instalar-se como se de coisa normal se tratasse.  

 

 

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DA CORRUPÇÃO (3)

por Francisco Galego, em 24.11.09

A corrupção parece estar a alastrar monstruosamente, perante a complacência conformada das populações. Em certos casos há mesmo mais do que complacência: há uma verdadeira cumplicidade. Se não, como explicar a votação massiva em políticos acusados e condenados pelos tribunais por actos de corrupção? Como explicar que a população, ou parte significativa dela, vote num autarca que mostra sinais exteriores de riqueza reveladores de uma acumulação de património que não possuía antes do desempenho dos cargos políticos e que não poderia ser adquirido com os seus legítimos vencimentos? Como explicar que se vote em políticos que favorecem descaradamente alguns em prejuízo dos interesses legítimos de todos os outros?

Infelizmente tudo nos leva a concluir que a corrupção não é uma característica dos políticos mas que se está a tornar num fenómeno que vai corroendo as estruturas da nossa sociedade. Vemos tratados publicamente como heróis indivíduos que deviam ser ostracizados e penalizados devido ao carácter criminoso da sua acção no desempenho dos cargos políticos. Esses que impunes se pavoneiam, alardeando uma esperteza que não passa de descaramento e indecorosa falta de princípios, deviam estar a responder pelas suas malévolas acções e não a receber o apoio dos seus concidadãos.

 

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DA CORRUPÇÃO (2)

por Francisco Galego, em 20.11.09

Não é apenas por ser ilegal que a corrupção deve ser entendida como um acto censurável. É que a corrupção pressupõe sempre uma degradação ou deterioração dos valores morais e dos bons costumes, pois que a vantagem que alguém consegue para si, resulta em prejuízo de outros. A corrupção está quase sempre associada, pelas suas consequências sociais, à usurpação e ao furto. Trata-se, em última instância de um roubo perpetrado contra a sociedade, contra o Estado, contra a comunidade, ou contra particulares, pois que desvia em benefício próprio aquilo que devia ser usado em benefício de todos ou de outros. 

Neste sentido, a corrupção torna-se, por natureza, o contrário do que se deve entender por política. Repare-se que este termo deriva da palavra grega “polis” que, à letra, tem o significado de cidade, mas que, na verdade, para os gregos, designava o que hoje designamos por Estado. Daí deriva que o político deva ser alguém que coloca a sua capacidade, competência e disponibilidade ao serviço do Estado. Assim sendo, a corrupção é a negação da política pois que quem, no exercício de um cargo político a pratica, desvia o que deve ser da comunidade ou do Estado, em seu próprio benefício. Logo, o que pratica acto de corrupção deve ser impedido de desempenhar funções políticas e deve ser punido pela ilegalidade das acções desenvolvidas contra os interesses colectivos que lhe competia defender.

Agora começam a causar escândalo os casos como este “Face Oculta” que tanto ocupa a opinião pública nos dias correntes. Bom seria que este caso que merece tamanho destaque fosse caso de excepção. Porém, se nos pomos a analisar a situação em toda a sua gravidade, começamos a crer que se vai tornando regra aquilo que é publicitado como se fosse pouco usual na nossa sociedade. É que este caso do âmbito da política nacional, leva-nos a pensar nos inúmeros casos que vão proliferando a nível da política local.

 

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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL

por Francisco Galego, em 28.10.09

 

Foi constituídoe empossado um novo governo para Portugal. Será que teremos novas condições de governabilidade, tão necessárias à resolução dos gravíssimos problemas que o país enfrenta neste momento?
   Em declarações recentes, José Sócrates tem vindo a expressar mágoa e ressentimento por ter sido atacado, constante e persistentemente, ao longo da passada magistratura. Sindicatos, partidos da oposição, órgãos de comunicação social, formaram uma frente de contestação, usando quase sempre o ataque pessoal contra o seu carácter, honestidade, clareza e lisura de processos e intenções.
Apesar destes ataques sistemáticos, manteve o apoio do povo português e, ainda que com algum desgaste em termos de resultados, a ele cabe dirigir o governo do país, na próxima legislatura. Será que os ataques vão persistir até conseguirem finalmente alcançar o objectivo que falharam no último acto eleitoral, sendo certo que só o conseguirão mediante um grande agravamento da situação interna de Portugal?
Político bem preparado e determinado na consecução dos seus objectivos, José Sócrates tem vindo a traçar as linhas mestras da sua actuação para o futuro próximo, como primeiro-ministro. Segundo as suas declarações mais recentes, no governo minoritário que lhe cabe dirigir, terá de dar prioridade ao combate à recessão económica pois, sem recuperação da economia, não será possível vencer a crise e alcançar a estabilidade social. Claro que, sem maioria absoluta, terá de proceder a uma negociação constante com as outras forças sociais e políticas, procurando os consensos necessários para alcançar as metas traçadas para vencer a crise.
Mas, tudo isto terá de ser feito sem perder de vista que o PS, partido mais votado, se apresentou ao eleitorado com um programa que não poderá, de modo nenhum, deixar de ser tomado como ponto essencial de referência. Tanto mais que, o segundo partido mais votado, o PSD, fiel às crenças neoliberais dos seus actuais dirigentes, baseadas nas virtudes auto-reguladoras da economia de mercado, com intervenção mínima do Estado, contestou ao longo da campanha eleitoral que, para assegurar a retoma e conseguir a estabilidade, se recorresse aos grandes investimentos pelo sector público, como via mais consistente para vencer a fase mais depressiva do ciclo de crise económica. Este partido passou quase a toda a campanha eleitoral a clamar contra o deficit, enquanto o PS sempre deixou claro que as condições actuais do país ditavam a necessidade de deixar em suspenso a questão do equilíbrio das contas públicas para uma fase posterior, quando o crescimento económico já estiver assegurado. Isto na condição de ter um grande cuidado para evitar perigosas derrapagens que poderiam colocar em risco as finanças do país no médio prazo.
Em conclusão: esta situação económica muito complexa e muito difícil, exige de todos uma congregação de esforços e uma grande capacidade de diálogo para gerar consensos, de forma a criar as condições que permitam ultrapassar as dificuldades que o país enfrenta na actual conjuntura.

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Descasos da Política II

por Francisco Galego, em 25.10.09

 

Tornou-se corriqueiro dizer mal dos partidos: que são todos iguais; que o que querem é o “tacho”; que são todos uns oportunistas desonestos; que se estão nas tintas para a justiça e para o bem-estar das pessoas. Mas, tomando em consideração algumas situações que se passaram nas últimas eleições, parece que os cidadãos votantes são bem mais merecedores de censura quando votam e elegem determinados autarcas. Senão vejamos: em Oeiras, Isaltino Morais foi eleito, embora condenado pelos tribunais; algo de semelhante aconteceu com Valentim Loureiro, em Gondomar; o mesmo teria acontecido com Ferreira Torres, em Marco de Canaveses e com Fátima Felgueiras, embora desta vez os povos destas terras tenham sacudido o jugo e encontrado forças para se libertarem destas figuras que tão má fama têm dado às populações que os elegeram.
Contudo, estas quatro personagens, tinham sido repudiadas pelos partidos (PSD; CDS; PS) e continuaram a ser votadas pelos eleitores. Por incrível que pareça, há quem despreze pessoas notáveis e de comportamento exemplar, homens e mulheres que se dedicam de alma e coração à causa pública, para apoiarem gente que se distingue por acções e comportamentos mais do que censuráveis. A democracia tem, por vezes, destas contradições. O remédio é continuar a lutar e a esclarecer para que deixem de acontecer situações destas e haja correcções como as que se verificaram agora no Marco e em Felgueiras.
 

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Razões de uma atitude

por Francisco Galego, em 18.10.09

 

Nunca gostei de convencer, de influenciar ou de doutrinar as outras pessoas. Creio que foi esta faceta da minha personalidade que me encaminhou para a minha inclinação profissional tornando-me professor. A minha grande preocupação foi a de ajudar os outros a saberem pensar. Mas a pensar criticamente, ou seja, a fundamentarem aquilo que pensam em bases sólidas que dêem razão a conclusões e argumentos que permitam desenvolver planos de acção úteis, exequíveis, dirigidos à resolução de problemas concretos e ao preenchimento de carências e necessidades reais.
Tenho uma visão ética da política e isso implica que a conceba como uma missão que alguém assume com o objectivo de se colocar ao serviço dos outros. Por isso, o que mais me repugna na política é a propaganda manhosa, a campanha intencionalmente feita de mentiras, calúnias boatos e deturpações da verdade. Numa palavra, a política como projecto pessoal de alguém que procura nela apenas maneira de se beneficiar e sair dela a ganhar, ainda que isso implique passar por cima de tudo e de todos, ignorando razões e princípios de ordem moral.
Ao longo da minha vida, embora nem sempre o tenha conseguido, sempre procurei não assumir cargos. Mas, sempre que cedi a pressões para que me envolvesse, acabei por me censurar e chegar à conclusão que há de facto coisas que nem faço bem, nem me dá gosto fazer.
 Há contudo situações políticas tão fora dos parâmetros da ética que eu não resisto ao apelo de nelas me envolver para tentar ajudar a que as coisas regressem à sua forma justa, certa e normal. Foi o que agora fiz e não me arrependo de o ter feito.
 

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Coisas que fui escrevendo VIII

por Francisco Galego, em 30.08.09

 

Felizmente vai crescendo o número dos que entendem que na nossa democracia há um excesso de representatividade e um enorme défice de participação. É sobretudo a nível do poder local que começam a surgir projectos políticos que pretendem governar congregando vontades e capacidades através da intervenção dos cidadãos.
Provavelmente as pessoas não estarão fartas da política, mas apenas de uma certa forma de exercício do poder político. Se não, vejamos: o que torna tão desesperantemente censurável a acção de certos políticos? Não é agirem sem terem como base da sua acção um sólido e consistente plano de ideias? Não é a sua obstinação em ignorarem deliberadamente os que se preocupam em reflectir sobre as condições de vida das populações e as suas necessidades? Há algo de mais reprovável e de maior pobreza política que exercer o poder apenas para satisfazer impulsos, interesses e apetências pessoais ou de grupos de influência?
Os homens com responsabilidades de governação, são tanto mais fiáveis quanto maior é a sua disposição para atenderem à opinião daqueles que se propõem governar. Até porque governar deve ser sempre uma forma de servir e nunca uma forma de servir-se.
Provavelmente, na conjuntura actual, a grande questão política não será tanto a da escolha entre esta ou aquela pessoa ou facção, mas a de avaliar os projectos que são apresentados pelos que se propõem ser escolhidos por nós para governarem através do processo democrático das eleições.
 

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Coisas que fui escrevendo VII

por Francisco Galego, em 25.08.09

 

Portugal é ainda um país profundamente marcado por uma dura ditadura que sufocou durante quase meio século as tentativas de real desenvolvimento. Os pouco mais de trinta anos de situação democrática não bastam para apagar por completo os estigmas de tão dominadora e duradoira situação de opressão.
Por outro lado, o mundo em geral passa por uma fase de contínua e alucinante série de transformações. Todas as épocas de transformações profundas são naturalmente épocas de crise: há um mundo que vai desaparecendo para dar lugar a uma nova etapa da civilização. Como conviver com estes tempos de tanta incerteza e de tanta instabilidade?
A tendência mais natural é para desistir, deixar de se interessar, deixar correr. Mas nenhum mal se cura depressa e bem deixando apenas o correr tempo. Compreende-se que o espectáculo dado pelos certos representantes políticos, seja de facto muito desanimador. Mas desistir de participar não será a melhor forma de contribuir para que se mantenham as situações que provocam o nosso desagrado?
Claro que dói verificar que muitos dos que desenvolvem e exercem o poder político, a todos os níveis da governação, parecem muito mais empenhados em abocanhar o máximo de poder, ignorando o interesse público, a vontade e bem-estar daqueles que os elegeram como representantes para que governassem segundo o melhor bem comum possível. É verdade que, causa desencanto constatar-se que, em vez de se unirem na busca do bem público, se consomem em questiúnculas e lutas de facções. Por vezes, essas lutas desenvolvem-se dentro de um mesmo partido, havendo também os que, cegos, surdos e mudos ao crescente e perigoso desinteresse das populações pela causa da democracia, pensam que assim conseguem instalar mais facilmente a arbitrariedade do seu poder pessoal. Ora, para bemdecidir, é preciso decidir com a participação e segundo o interesse das populações.

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Coisas que fui escrevendo VI

por Francisco Galego, em 20.08.09

 

Os partidos políticos são indispensáveis a um normal funcionamento do sistema democrático. Mas a democracia não deve limitar-se à acção política desenvolvida pelas organizações partidárias por mais que elas se identifiquem com a vontade dos que, através do voto, delegam nos partidos o seu poder de decisão.
Os partidos legalmente constituídos reúnem, em si, um máximo de representatividade mas, na maioria dos casos, desenvolvem a sua acção política recorrendo a um mínimo de participação cívica. Todas as acções são tomadas e desenvolvidas através de complexos aparelhos organizativos, sem praticamente recorrerem à consulta da vontade popular.
Uma democracia em que a vontade popular apenas se expressa através do voto para escolher os seus representantes, os quais vão exercer o poder através da estrutura do Estado, é uma democracia muito limitada.
Ao contrário do que muitos pensam, a democracia não pode ser entendida apenas como um regime político. A democracia é, acima de tudo, um grau de civilização que os povos e as sociedades humanas só podem alcançar quando atingem um determinado estádio de evolução. O poder concentrado em absoluto nas mãos de um chefe ou de uma elite minoritária, só subsiste em povos de fraco nível de desenvolvimento ou fortemente deprimidos por profundas crises sociais. Daí que, todos os ditadores tanto invistam na manutenção do subdesenvolvimento dos povos que pretendem dominar. Daí resulta também que o grau de democracia de que um país, um estado, ou um povo pode desfrutar, num dado momento, depende da capacidade que esse povo tem para a participação na tomada de decisões que dizem respeito a todas as comunidades que integram esse povo, estado ou nação.

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publicado às 18:13


Coisas que fui escrevendo V

por Francisco Galego, em 15.08.09

 

Permitam que coloque a seguinte questão:

Imaginemos um patrício nosso que, pelos acasos e necessidades da sua vida, foi obrigado a viver noutra terra e noutra comunidade nos arredores de Lisboa ou noutro país distantede de Portugal. Esse nosso patrício para aí levou a sua família, tendo-se os filhos e os netos enraizado na terra de acolhimento perdendo os laços que os ligavam a Campo Maior. Agora que a velhice se aproxima, gostará, por ventura, de regressar à sua terra natal. Mas, gostaria também que os seus filhos e netos o viessem visitar com alguma regularidade. Pois bem! Que poderá Campo Maior oferecer de diferente e aliciante que atraia as novas gerações para fazerem uma visita mais regular e mais prolongada?

Se tivéssemos o mar e as atraentes praias das terras do litoral, bastaria fazer muito pouco para os convencer a virem e a por aqui ficarem em tempo de férias. Mas, o que é que nós, aqui neste interior seco e árido, lhes poderemos oferecer?

Não temos praias é certo. Mas possuímos um riquíssimo património histórico e cultural que bastaria ser bem mostrado e explicado para atrair a atenção e o interesse de quem nos visitar.

Em Campo Maior há (ainda) vestígios de uma história militar que provam quanto esta terra foi importante para a defesa e manutenção desta identidade nacional que continuamos a venerar sob o nome de Portugal. Temos é de nos preparar para saber mostrar e explicar esses vestígios de um passado a todos os títulos significativo e motivo de orgulho justificado. Teremos, portanto, que ter uma política de conservação e dinamização desse património.

Mas o património cultural de Campo Maior não consiste apenas nos muros que restam do passado. Campo Maior não é apenas mais uma  uma terra. É, principalmente, uma terra habitada por um povo que tem uma história e uma cultura muito próprias e com aspectos bem importantes.

As Festas do Povo são a prova maior do poder de atracção que têm as manifestações duma legítima cultura local. Mas as festas não são a única realização própria da cultura campomaiorense. O “cantar e bailar as saias” constituiu, uma extraordinária manifestação da cultura campomaiorense. Infelizmente, a falta de cuidado que se está a verificar com a sua conservação e divulgação, faz com que esteja tão ameaçada de desaparecer da nossa memória colectiva como estão as muralhas das nossas fortificações que vão caindo sem que se recorra aos meios necessários para as salvar.

Sendo Campo Maior a única terra onde ainda há o hábito de cantar e bailar as saias, havendo tantos milhares de campomaiorenses a viver longe de Campo Maior, porque não se organiza um verdadeiro Festival de saias? Não um espectáculo de palco como se tem feito, mas uma autêntica animação das ruas e das praças como devem ser “as saias”. Um evento carregado de originalidade e interesse que sirva de pretexto para que os nossos emigrantes se sintam motivados e compensados ao visitarem a sua terra. Tenho a certeza de que muitos deles teriam tanto orgulho em mostrar esta manifestação cultural aos seus descendentes e aos visitantes como têm de ver e mostrar as Festas do Povo de Campo Maior. Só que o Festival das “saias” teria a vantagem de poder ser anual. E, acreditem: podia ser feito com muito menos despesa e muito maior retorno do que se obtém com o que se vem fazendo nos últimos anos.

Já agora permitam que coloque ainda uma outra questão: havendo já em Campo Maior serviços destinados ao apoio ao turismo, porque não desenvolvê-los de modo a dotá-los da capacidade de planificarem, programarem, promoverem e acompanharem visitas guiadas aos locais com interesse para a compreensão do passado de Campo Maior?

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publicado às 16:29


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