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O SÍTIO DE S. PEDRO NA HISTÓRIA DE CAMPO MAIOR (VI)

por Francisco Galego, em 24.01.08
FOGO NAS EIRAS DO ROSSIO
 
 “No dia 21 do corrente pelas 3 horas da tarde manifestou-se o fogo nas eiras públicas do Rossio de S. Pedro desta vila … naquele local havia próximo de 3 mil a 4 mil móios de trigo … sendo o Sr. administrador do concelho o primeiro que se apresentou no sítio do fogo à testa do qual se conservou…para evitar que o fogo se comunicasse aos mais celeiros contíguos, que não seriam menos de 800.
Não sendo menos dignos de iguais encómios e felicitações os mui nobres proprietários que correram de pronto ao lugar do incêndio… e ainda mais se deve ao geral da povoação que, ouvindo tocar o sino da câmara, abandonaram as suas casas, correndo da melhor vontade e voto próprio a acudir a um tão inesperado incidente…tornando-se muito distintos por esta ocasião os serviços prestados pelos senhores: subdirector da alfândega José das Dores; os artistas José António de Bastos, José Mendes da Mota, e Dâmaso de Albuquerque; os trabalhadores Manuel dos Santos Valadim, José Duarte, Manuel das Chagas e outros muitos cujos nomes ignoramos (…)”
 “A subscrição aberta pelo bondoso chefe da administração pública Sr. António César Lima Leitão em favor do infeliz António Rodrigues Valente a quem o fogo manifestado na eira no dia 21 do corrente reduzira à maior desgraça e miséria a quem o infortúnio havia roubado por meio das chamas, cerca de 20 moios e trigo.
Havendo 800 milheiros de trigo na eira, logo a fatalidade escolheu ser o do mais pobre que havia de arder. Devorando cerca de 20 moios de trigo que ficaram reduzidos a cinzas.          
O fogo foi lançado por descuido e pouca atenção. Ao que parece, alguém meteu uma caixa de fósforos no colete e, com o calor do sol, estes incendiaram-se.
Também, a força militar estacionada actualmente nesta terra é tão diminuta que não serve para qualquer eventualidade de maior alcance. Neste caso, apenas compareceram no incêndio 8 homens e 1 sargento, porque o resto do pessoal estava de serviço. E é com esta força disponível que se podem policiar entre 3 a 4 mil pessoas?
Não nos podemos conformar que, numa terra como Campo Maior onde já estiveram dois regimentos, se coloque agora um destacamento de 25 baionetas.”
(A VOZ DO ALEMTEJO, Nº 258 e 259, 25 e 29 de Setembro de 1863)
 

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publicado às 10:40


O SÍTIO DE S. PEDRO NA HISTÓRIA DE CAMPO MAIOR (VII)

por Francisco Galego, em 24.01.08
AS FESTAS DO POVO
            “As Festas do Povo tiveram este ano um brilhantismo desusado. Cerca de 5.000 pessoas aclamaram os briosos aviadores militares que visitaram a vila por ocasião das festas. (…) A nota mais animada das festas, foi a vinda de dois aviões do Grupo de Esquadrilhas de Aviação República, da Amadora, cuja chegada estava anunciada, no programa, para o primeiro dia das festas, tendo sido, à última hora, marcada para o segundo dia, por motivo dos mesmos aviões terem de inaugurar um campo de aviação, em Vila Real de Santo António.
            Manhã cedo, as estradas que conduzem ao Rossio de S. Pedro, onde se devia fazer a aterragem, ofereciam um aspecto curioso. Quase toda a população da vila e os forasteiros, afluíram aquele local para gozar o emocionante espectáculo da chegada dos aparelhos que, pela primeira vez, nos visitaram. A aterragem estava marcada para as 9 horas. A essa hora, encontravam-se já no Rossio cerca de 5.000 pessoas.”
(O CAMPOMAIORENSE, Ano III, Nº 62, 30 de Outubro de 1923)

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publicado às 10:37

O CAMPO DE FUTEBOL DO ROSSIO
“Existem algumas indicações de que, já antes do começo da Primeira Grande Guerra, tinham existido grupos de rapazes que ensaiavam os primeiros chutos na bola aproveitando as esplanadas dos antigos fortes do Cavaleiro e do Ribeirinho, o fosso terraplanado que viria a ser o Jardim das Viúvas,onde actualmente se situa o Lar Betânia, a terra batida do espaço onde se construiu o Jardim da Avenida,ou o Campo do Rossio, quando não estava ocupado com as eiras, pois era aí que a população fazia a debulha dos cereais e o apuro da palha. Este campo do Rossio foi arranjado pela Câmara, para a prática do futebol no começo dos anos vinte e foi o campo normalmente utilizado pelos grupos da terra quando disputavam entre si desafios ou quando recebiam grupos de terras vizinhas, principalmente Elvas, Portalegre ou Badajoz.
O campo que não dispunha de balizas fixas – improvisavam-se como dois paus a servir de postes ligados por uma corda a fazer de trave – nem sequer possuía as medidas regulamentares; mas foi o único espaço disponível para a prática do futebol até se tornar possível a utilização do Campo Capitão César Correia, no início dos anos 40.” (P. 19 do livro: Sporting Clube Campomaiorense – Das origens à actualidade (1926 – 2001), por F. Galego)
 

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publicado às 10:25


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA I

por Francisco Galego, em 13.01.08
NA PRÉ-HISTÓRIA
            Os vestígios mais antigos de presença de grupos humanos na área do concelho de Campo Maior foram datados como pertencendo à fase final do Neolítico ou, mais exactamente aos períodos designados como Calcolítico e Neocalcolítico.
Como pertencendo ao período Calcolítico estão referenciados os povoados de Farrusco, Atalaia da Figueira, Zebro e Santa Vitória. Este, por nós visitado, apresenta materiais que permitiram datá-lo entre 3.000 a.C. e 2.500 a.C. aproximadamente.
Como pertencendo ao período Neocalcolítico os povoados do Cabeço do Cubo, do Monte dos Surdos, do Monte do Altinho, da Horta do Mourato e da Cabeça Gorda.
Pertencendo também a este período, estão assinaladas as antas da Horta do Mourato, da Lapagueira e a Anta do Touro.
 
Próximo de Campo Maior, já dentro do limite do concelho de Elvas e encostado ao rio Caia localiza-se um importante povoado de um período mais recente:
O povoado da Serra de Segóvia
Trata-se dum recintofortificado, com construções de planta rectangular, que terá sido fundado por volta dos século VII-VI a.C. e que se manteve ocupado até ao século I d. C., ou seja, até à época da romanização.
Nas escavações foram encontrados materiais mais antigos, típicos da Idade do Bronze Final, e outros mais recentes, da Primeira Idade do Ferro, como as peças de cerâmica montadas com recurso ao torno de oleiro e escórias de fundição de ferro que aponta para o fabrico de peças fabricadas com este metal.
 Os materiais recolhidos indicam que a fundação do povoado tenha sido feita por populações provenientes do interior Península Ibérica que aqui se fixaram pela garantia de defesa apresentada por um local tão acidentado, devido à grande riqueza da área em jazidas de ferro e por perto dele se localizar a única jazida de estanho identificada a sul do Tejo. Por outro lado, os campos circundantes, irrigados pelo rio Caia, seriam bastante férteis para garantirem a subsistência de uma população agro-pastoril.
Os materiais mais recentes, pertencentes à Segunda Idade do Ferro, documentam contactos com povos vindos das áreas mediterrânicas, como os gregos e os cartagineses. Esses materiais revelam que eram abundantes os contactos com o mundo romano desde início do século I a.C.
O acidentado do terreno e as fortes muralhas de defesa que construíram em volta das casas rectangulares de paredes de pedra, indicam que este povoado poderá ter constituído uma entidade política autónoma, controlando o território que servia de base à subsistência da sua população de tipo celtibérico.
Uma investigadora, talvez a que mais aprofundadamente se dedicou ao estudou este povoado, formulou a hipótese de que Segóvia terá estado ligada aos confrontos entre o exército de Sertório e as tropas fiéis ao governo de Roma. Contudo, no estado actual da investigação, não dispomos de informação relevante que permita associar este povoado às guerras entre os celtiberos liderados por Sertório e as legiões romanas. De qualquer modo, o povoado de Segóvia deverá estar ligado à chegada dos romanos a esta região.

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publicado às 19:16


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA II

por Francisco Galego, em 13.01.08
A ROMANIZAÇÃO
Com os romanos, os povos da Península Ibérica entraram decisivamente numa fase propriamente histórica de civilização. Os romanos trazem a esta região elementos civilizacionais e de cultura que vão marcar profundamente esta região:
A)                             A unificação linguística – a generalização do uso do latim levou ao desaparecimento dos antigos dialectos e formas de expressão usadas pelos diversos grupos que habitavam a Península Ibérica; todas as línguas que nela actualmente se falam, à excepção do basco, têm como base o latim: o português; o galego; o castelhano e o catalão.
B)                             A unificação jurídica e administrativa – com o direito romano, foi introduzido um conceito de lei e de ordem que regula as relações sociais em todos os seus aspectos; as decisões deixam de ser tomadas consoante a vontade arbitrária de quem detém o poder, porque têm de ser tomadas em consonância com as leis. Os romanos estabeleceram o seu sistema administrativo organizando o território em províncias e municípios, que passavam a ser geridos pelas autoridades de Roma em colaboração com as populações locais.
C)                             A unificação religiosa – primeiro aceitaram os deuses locais, o que facilitou que estas aceitassem também os deuses romanos; depois, quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano, a religião cristã passou a ser a religião de todos os povos governados pelos romanos.

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publicado às 19:15


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA III

por Francisco Galego, em 13.01.08
As invasões germânicas
Depois com a decadência do Império Romano, os povos bárbaros, vindos da parte oriental e do norte da Europa(os não romanizados, os que não falavam o latim) invadiram o império. Eram muito aguerridos mas não eram muito numerosos. Provocaram muita destruição. Mas, com o tempo, foram-se misturando com as populações que dominaram e foram por estas romanizados.
Na Península Ibérica instalaram-se, a Norte, os Suevos, a Sul os Visigodos. Formaram reinos, muitas vezes rivais e envolvidos em lutas contínuas que os foram enfraquecendo.
 “Os bárbaros eram pouco numerosos e haviam já sofrido o influxo da romanização, cujos moldes essenciais passaram a adoptar…
Preferindo viver no campo, não há memória de nenhuma povoação fundada pelos bárbaros no Ocidente… esta época representa uma regressão na vida urbana … diminuiu o perímetro das cidades
Do falar dos bárbaros passaram à língua portuguesa uns 40 vocábulos … enquanto que dos árabes, quase um décimo da língua corrente (cerca de seiscentos vocábulos). (O. Ribeiro, A FORMAÇÃO DE PORTUGAL, Col. Identidade – Cultura Portuguesa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987, p. 38)

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publicado às 19:13


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA IV

por Francisco Galego, em 13.01.08
A herança muçulmana
No começo do Século VIII, chegaram à Península Ibérica os Muçulmanos. Os árabes constituíam a elite dos exércitos que integravam os povos por eles conquistados no norte de África: mouros e berberes.
Dominaram em território português quatro ou cinco séculos. No sul de Espanha, sete. Vieram árabes e mouros, alguns deles eram berberes elemento principal. Faltam em Portugal os grandes monumentos árabes do Andaluz. Apenas o traçado tortuoso das ruelas e becos de algumas cidades do sul. Introduziram novas plantas e novas culturas: limoeiro, laranjeira azeda, arroz, alfarrobeira. Desenvolveram a cultura da oliveira deixando nomes que lhe estão associados: safra, azeitona, azeite. Desenvolveram a exploração hortícola, o regadio, as noras, as acéquias, os açudes, os alcatruzes, as azinhagas, os algerozes
Depois da reconquista mantiveram-se em arrabaldes semi-rurais perto das povoações.
Deixaram marcas importantes nesta região, sendo-lhes atribuída a fundação de Elvas e de Badajoz. Mas os vestígios da sua presença são muito escassos no concelho de Campo Maior.
A reacção dos cristãos que se tinham refugiado nos Montes das Astúrias, começou a manifestar-se pouco tempo depois da chegada dos muçulmanos. A esta luta que vai durar alguns séculos, dá-se o nome de Reconquista Cristã. Dela resultou a formação de um reino chamado Portugal.

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publicado às 19:12


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA V

por Francisco Galego, em 13.01.08
COMO SE FORMOU A VILA DE CAMPO MAIOR?
Segundo palavras textuais do Dr. Ayres Varella no “Teatro de Antiguidades de Elvas” foi escrito pelos anos de 1644 a 1655:
 
O castelo de Campo Maio é obra muito antiga e muito forte tanto por razão do sítio como pelas torres e muralhas. Foi fabricado pelos mouros e reparado por El-rei D. Dinis que levantou a maior torre que nele há e, por essa razão, quiseram alguns atribuir-lhe a honra de edificador.
Os romanos lhe deram o nome com muita propriedade porque daquele sítio se descobre o maior campo que há por aquele distrito.
(p. 29)
            Diz o mesmo autor que junto do castelo havia duas aldeias da jurisdição de Badajoz e que a mais populosa se chamava Joannes, ou por ser Bartholomeu Joannes a principal pessoa da aldeia, ou porque a água que para ela vinha era do Campo de Valada que pertencia ao mesmo Bartholomeu Joannes. E a outra aldeia se chamava dos Luzios, que seria perto do castelo, mas da qual não há qualquer notícia.

            Segundo Ayres Varella, o sítio da aldeia de Bartholomeu Joanne seria a um quarto de légua do castelo, para os lados de Arronches, junto da herdade chamada de Valada, num local onde ainda existia no século XVII uma fonte com esse nome, um arco de alvenaria e ruínas de casas.

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publicado às 19:10


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA VI

por Francisco Galego, em 13.01.08
. AFONSO HENRIQUES
         1169 - Por aqui terá andado D. Afonso Henriques aquando da fracassada tentativa de conquistar Badajoz em 1169 de que resultou ficar ferido e ter sido feito prisioneiro junto ao rio Caia, a meia distância entre Campo Maior e Badajoz. Mas não aparece nos documentos qualquer referência à vila de Campo Maior.
D. AFONSO II
1219 - Campo Maior foi povoação de mil e duzentos vizinhos; hoje, por causa das guerras com Castela, se acha com oitocentos e cinquenta, com casas muito nobres e limpas… Foi ganhada aos Mouros na era de 1219 pela família dos Peres, naturais de Badajoz; estes a deram à fábrica da Igreja de Santa Maria do Castelo, sendo Bispo de Badajoz D. Pedro Peres, que lhe deu por Armas Nossa Senhora e um Cordeiro com círculo à roda que diz “Sigillum Capituli Pacensis”. Depois, no reinado de D. Dinis que lhe fez Castelo na parte mais alta do terreno para o de Elvas, havendo controvérsia entre os moradores sobre o lugar onde haviam de estender a povoação, ajustaram que no maior campo de que resultou o nome de Campo Maior.
(P. António Carvalho da Costa «1650-1715» “Corografia portuguesa e descriçam topográfica do famoso reyno de Portugal…” «1706 -1712», Tomo 2, Trat. V, Cap. 6. Citado por João Mariano do Carmo Fonseca, p. 21)
 
Mesmo a propalada conquista de Campo Maior aos mouros em 1219, deve ser aceite com grandes reservas face à documentação conhecida. A ter-se realizado tal conquista ela deverá ter sido pouco duradoira, dados os avanços e recuos que se verificaram nesta região. Elvas conquistada por D. Afonso Henriques em 1166, foi perdida e recuperada várias vezes até à sua conquista definitiva por D. Sancho II. O mesmo se terá passado com Badajoz que só foi definitivamente incorporada no Reino de Leão em 1230 por Afonso IX. (Rui Vieira, 1985)
 

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA VII

por Francisco Galego, em 13.01.08
D. SANCHO II          
1226 - O foral de concedido a Marvão por D. Sancho II em 1226, refere Campo Maior como terra não incluída no termo daquele concelho sem esclarecer se é terra muçulmana ou cristã.
1230 - Conquista de Elvas e Juromenha; Badajoz só foi definitivamente
incorporada no Reino de Leão em 1230 porAfonso IX, que conquista também
Mérida.
A conquista definitiva de Campo Maior aos mouros, que era aldeia do concelho de Badajoz, deve ter acontecido entre 1230, data da conquista de Badajoz, e 1255 data do primeiro documento, relatório do primeiro sínodo do bispado de Badajoz, que comprova com exactidão que Campo Maior e Ouguela pertencem ao Reino de Leão e ao termo de Badajoz. A 28 de Maio de 1255, dois meses depois do sínodo, os homens-bons de Badajoz, a pedido de Afonso X de Leão, doaram Ouguela, Campo Maior, Alvalade em Vale de Solas, a D. Frei Pedro Peres, ao cabido e ao primeiro bispo de Badajoz. Esta doação foi confirmada dois anos depois por Afonso X em carta de doação datada de 1257. (Rui Vieira, 1985)
 
D. AFONSO III
1255 - No estado actual da investigação, só a partir de 1255 se pode começar a fazer a História de Campo Maior.
1260 - Em 31 de Maio de 1260 o bispo D. Frei Pedro Peres e o cabido de Badajoz, concedem “Fuero” aos moradores de Campo Maior. Este documento significa a promoção de facto do estatuto da povoação que assim era elevada à condição de vila, com certa autonomia económica, judicial e administrativa. Neste documento refere-se a existência na vila de mercadores cristãos, judeus e mouros. Entre as mercadorias mencionadas constam os cativos mouros que se vendiam como escravos.
1264 - Por carta de 30 de Abril de 1264, o cabido de Badajoz concedeu ao novo bispo, D. Frei Lorenzo, a metade de Ouguela e de Campo Maior que lhes coubera na doação de 1255, em concordância com a tendência para a concentração do poder senhorial que caracteriza esta época. A partir daqui o senhorio de Campo Maior estava nas mãos do bispo, o qual em carta de 30 de Março de 1269, faz a confirmação do foral. Nessa carta se refere que este bispo se deslocou a Campo Maior e ao seu castelo para confirmar o foral tendo feito os ajustes necessários. O novo bispo fez crescer de tal modo a sua autoridade que Afonso X teve de intervir para a moderar os exagerados poderes de que aquele se apropriara. Em 25 de Junho de 1270 o rei determinou que, em Campo Maior e Ouguela, fossem os juízes de Badajoz e não o bispo a exercerem o poder judicial, ordem que não terá sido bem acatada pois que e 5 de Maio de 1285 o rei Sancho IV de Leão e Castela teve de voltar a intervir confirmando a carta de seu pai Afonso X, ordenando que o bispo deixe de exercer funções judiciais.
 
 

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publicado às 19:07


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