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CANTAR AS FESTAS DO POVO ( XIV )

por Francisco Galego, em 21.06.13

AS FESTAS DO POVO

 

As Festas de Campo Maior adquiriram desde cedo uma certa pujança a nível regional. Esse facto deve-se à grandiosidade de uma festa que consistia em ornamentar as ruas de toda uma povoação ou, pelo menos da maior parte das suas ruas, usando formas elaboradas de decoração e de iluminação recorrendo a vegetação natural e a um material de grande efeito decorativo, o papel, utilizado para fazer balões, franjas, lenços, cadeados e bandeirolas.

Mas, as festas, porque exigiam um considerável esforço e investimento à população local, só se podiam fazer quando a população dispunha de condições económicas favoráveis. Dependiam da produção dos anos agrícolas. Também dependiam das actividades de contrabando pois não poderiam ser alheias à sua localização de fronteira e a facilidade com que essas actividades se desenvolviam nesta região. Tratando-se de uma prática ilícita, ela pesava fortemente na economia local por ser muito lucrativa. Todas as oscilações que se verificavam, quer na parte de Portugal, quer na parte de Espanha, afectavam de uma maneira ou de outra a comunidade campomaiorense. Algumas das interrupções das festas são explicáveis por essas oscilações.

 

Trabalham ricos e pobres,

Sem se fazer excepção;

É digna de apreciar,

Esta bonita união.

 

Por vezes pensando eu,

Digo de mim para mim,

Mas que força tem o povo,

P’ra fazer uma Festa assim.[1]

 

Do mundo já viste tudo,

Do bom até ao melhor;

Mas Festas é que não viste,

Como as de Campo Maior.

 

Com carinho verdadeiro,

Coração e amor profundo;

Fazemos das nossas festas,

As melhores festas do Mundo.[2]



[1] Do Programa das Festas de, 1985

[2] Idem, 1989

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publicado às 15:10


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( XIII )

por Francisco Galego, em 14.06.13

 AS FESTAS DO POVO

 

 

Em Campo Maior costuma dizer-se que as festas se fazem quando o povo quer. Mais adequado seria dizer-se que as festas se faziam quando existiam condições para que o povo as pudesse fazer.

Muitos julgam que as festas tiveram sempre este modelo de ornamentação de ruas que agora as caracteriza. Nada mais longe da realidade. As festas começaram de forma muito modesta. No início não se distinguiam das festas que se realizavam em muitas outras localidades. Havia o hábito no Alentejo de decorar e refrescar o ambiente nos dias de festa decorando os espaços públicos com ramos, sobretudo os espaços onde decorriam as actividades festivas. Daí a designação de “enramação” para o acto de decorar as ruas e largos, recorrendo a ramos de murta, de buxo e de rosmaninho e, devido à falta de sistemas eficazes ou inexistentes de iluminação pública, as populações utilizavam os seus próprios recursos e criatividade para vencer as trevas da noite em dias de festa, com pequenas lamparinas de azeite ou anteparos de papel para proteger as velas do vento. Daí foi nascendo o hábito de enfeitar as ruas.

Em Campo Maior, começou-se pelo costume de cada um enfeitar a parte da rua fronteira à sua casa e de decorar e expor as partes da habitação viradas ao exterior, apresentando-as assim à vista de quem se passeava pelas ruas nos dias de festa.

Esta atitude que no começo era de iniciativa particular, foi dando origem a uma colaboração cada vez mais intensificada entre aos vizinhos de cada rua, até que os projectos pessoais deram origem ao projecto comunitário.

 

 

Maravilha e perfeição;

Não há festas como estas;

Digo à nova geração:

Não deixem morrer as festas.

 

Raparigas venham ver,

Esta rua tão mimosa;

Enfeitada com verdura,

E com flores cor-de-rosa.

 

Acabámos o trabalho,

Vamos todos p’ra folia;

Vamos ver as outras ruas,

Cantando com alegria.

 

Queremos cantar, ser alegres,

Queremos ter alegria;

Acabada a enramação,

Vamos todos p’ra folia.

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publicado às 14:51


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( XII )

por Francisco Galego, em 07.06.13

AS FESTAS DO POVO


As Festas de Campo Maior adquiriram desde cedo uma certa pujança a nível regional. Esse facto deve-se à grandiosidade de uma festa que consistia em ornamentar as ruas de toda uma povoação ou, pelo menos da maior parte das suas ruas, usando formas elaboradas de decoração e de iluminação recorrendo a vegetação natural e a um material de grande efeito decorativo, o papel, utilizado para fazer balões, franjas, lenços, cadeados e bandeirolas.

Mas, as festas, porque exigiam um considerável esforço e investimento à população local, só se podiam fazer quando a população dispunha de condições económicas favoráveis. Dependiam da produção dos anos agrícolas. Também dependiam das actividades de contrabando pois não poderiam ser alheias à sua localização de fronteira e a facilidade com que essas actividades se desenvolviam nesta região. Tratando-se de uma prática ilícita, ela pesava fortemente na economia local por ser muito lucrativa. Todas as oscilações que se verificavam, quer na parte de Portugal, quer na parte de Espanha, afectavam de uma maneira ou de outra a comunidade campomaiorense. Algumas das interrupções das festas são explicáveis por essas oscilações.

 

Camponesa, camponesa,

Eu sou de Campo maior;

Temos as festas mais lindas,

No mundo não há melhor.

 

Vou a fazer umas quadras,

Sempre com frases de novo;

Falando sempre nas festas.

Desta vila e deste povo.

 

Quando se pensou nas festas,

Pensei logo em fazer quadras;

Mas desculpem meus senhores,

Se algumas saem erradas.

                                                       

Se algumas saem erradas,

O autor é taberneiro;

Faz quadras, vende vinho,

Assim passa o dia inteiro.

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publicado às 12:20


CANTIGAS A CAMPO MAIOR ( XI )

por Francisco Galego, em 31.05.13

AS FESTAS DO POVO


Em Campo Maior, começou-se pelo costume de cada um enfeitar a parte da rua fronteira à sua casa e de decorar e expor as partes da habitação viradas ao exterior, apresentando-as assim à vista de quem se passeava pelas ruas nos dias de festa.

Esta atitude que no começo era de iniciativa particular, foi dando origem a uma colaboração cada vez mais intensificada entre aos vizinhos de cada rua, até que os projectos pessoais deram origem ao projecto comunitário.


Por entre flores à janela,

Espreita uma camponesa;

E o forasteiro se espanta,

Ao olhar tanta beleza.

 

Aqui a Campo Maior,

E às suas Festas do Povo;

Vem gente do estrangeiro,

Vem gente do mundo todo.

 

Dizia a minha avozinha,

Com uma grande comoção,

Não deixem morrer as festas,

Mantenham a tradição.

 

Às vezes penso comigo,

E digo de mim p’ra mim,

Mas que força tem o povo,

P’ra fazer festas assim.


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publicado às 12:18


CANTIGAS A CAMPO MAIOR ( X )

por Francisco Galego, em 24.05.13

 As Festas em honra de São  Baptista, tornaram-se Festas dos Artistas

 

Em Campo Maior, começou-se pelo costume de cada um enfeitar a parte da rua fronteira à sua casa e de decorar e expor as partes da habitação viradas ao exterior, apresentando-as assim à vista de quem se passeava pelas ruas nos dias de festa.

Esta atitude que no começo era de iniciativa particular, foi dando origem a uma colaboração cada vez mais intensificada entre aos vizinhos de cada rua, até que os projectos pessoais deram origem ao projecto comunitário.

 

Campo Maior tua fama,

Vai para lá das fronteiras;

Tens as festas dos artistas,

E tens boas cantadeiras.

 

Festas de Campo Maior,

Feitas com muito carinho;

Todos dão o seu melhor,

Desde a criança ao velhinho.

 

Minha vila alentejana,

Minha terra camponesa;

Tuas festas têm fama,

De tanto gosto e beleza.

                                                       

Cheguem a Campo Maior,

Ao romper da madrugada;

Venha ver as lindas flores,

Destas mãos abençoadas.

 

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publicado às 12:15


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( IX )

por Francisco Galego, em 17.05.13

As Festas em honra de São  Baptista, tornaram-se Festas dos Artistas


Em Campo Maior costuma dizer-se que as festas se fazem quando o povo quer. Mais adequado seria dizer-se que as festas se faziam quando existiam condições para que o povo as pudesse fazer.

Muitos julgam que as festas tiveram sempre este modelo de ornamentação de ruas que agora as caracteriza. Nada mais longe da realidade. As festas começaram de forma muito modesta. No início não se distinguiam das festas que se realizavam em muitas outras localidades. Havia o hábito no Alentejo de decorar e refrescar o ambiente nos dias de festa decorando os espaços públicos com ramos, sobretudo os espaços onde decorriam as actividades festivas. Daí a designação de “enramação” para o acto de decorar as ruas e largos, recorrendo a ramos de murta, de buxo e de rosmaninho e, devido à falta de sistemas eficazes ou inexistentes de iluminação pública, as populações utilizavam os seus próprios recursos e criatividade para vencer as trevas da noite em dias de festa, com pequenas lamparinas de azeite ou anteparos de papel para proteger as velas do vento. Daí foi nascendo o hábito de enfeitar as ruas.


Primavera é em Abril

Se das estações me lembro,

Mas vem a Campo Maior

Ver Primavera em Setembro.

 

Festas de Campo Maior

Como elas não há igual,

São as festas mais bonitas

Que já vi em Portugal.

 

Campo Maior, terra amada,

De beleza sem igual;

As festas da minha terra

São jardim de Portugal.

 

 

Campo Maior, terra bela,

Terra de trabalhadores;

De dia vão trabalhar,

À noite fazem flores.         


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publicado às 12:09


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( VIII )

por Francisco Galego, em 03.05.13

As Festas em Honra de São  Baptista, tornaram-se Festas dos Artistas


Em 1893, um grupo de jovens ligados às actividades de comércio e aos ofícios artesanais de loja aberta, resolveram reatar a tradição de fazerem as Festas em Honra de São João que tinham deixado de se fazer havia cerca de quarenta anos, ou seja, desde meados do século XIX.

Desde logo, traçaram o projecto de ornamentação das ruas e da sua iluminação nocturna, ao mesmo tempo que elaboravam um programa do qual se destacavam as festas de igreja com missa solene e procissão, as arvoradas e os concertos pelas bandas locais ou as convidadas de terras vizinhas, as touradas à vara larga, os bailes, os descantes populares e o fogo de artifício.

            Embora se tratasse de reatar as festas antigas, a festa foi mudada de 28 de Outubro para início de Setembro, parecendo que o motivo desta mudança se poderá justificar por diversos factores, entre os quais terão maior peso, as incertezas do clima atreito a ventanias e trovoadas nos finais de Outubro e porque as actividades do campo, nomeadamente as vindimas, actividade agrícola que nesse tempo tinha grande importância em Campo Maior e se desenvolvia a partir de meados de Setembro.

            Organizadas pelos estratos da população que não estavam ligados ao trabalho agrícola, as festas, desde o seu início, foram designadas pelo povo como as Festas dos Artistas. Mas o seu nome oficial, aquele por que eram designadas nos programas e nos artigos e notícias dos jornais era o de Festas em Honra de São João Baptista.


O povo que agora canta,

Jamais cantará de novo,

Se um dia se perderem,

As nossas festas do Povo.

 

Campo Maior terra bela,

A terra dos meus amores,

Que bela és enfeitada,

Toda coberta de flores.

 

As tuas Festas do Povo

São no mundo sem rival,

Com toda a sua beleza

Dão fama a Portugal.

 

Olhem bem p’ra a nossa rua,

Não precisou d’arquitecto;

Vejam bem as nossas flores

Reparem no nosso tecto.

 


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publicado às 12:07


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( VII )

por Francisco Galego, em 26.04.13

Fantasias e realidades sobre as origens das “Festas do Povo"

 

Na data de 28 de Setembro, celebrava-se o fim do Sítio de Campo Maior de 1712, em que a vila estivera na eminência de se render, por falta de condições para continuar a resistir ao terrível poder de fogo dos invasores. A maneira como as tropas sitiantes tinham retirado quando a vila já estava praticamente vencida, foi considerada um milagre atribuído à divina intervenção, por interferência de São João Baptista, Patrono e Protector de Campo Maior. Daí que o dia ficasse assinalado como feriado municipal e se decidisse que, nesse dia, se fizessem festejos em honra do Santo Precursor de Jesus Cristo.

Aqui está a explicação de se fazerem festas em honra de São João, em dia de São Simão, tanto mais que, em Campo Maior, desde tempos imemoriais, também se comemorava o São João, do dia 23 para 24 de Junho que, no calendário litúrgico lhe é consagrado, com arraial no sítio de São Joãozinho, no recinto onde existe uma capela assinalando o local onde o santo aparecera a um habitante de Campo Maior, no distante século XVI, quando terminava o reinado de D. Manuel e começava o de D. João III, o Piedoso.

 

 

São ruas cheias de flores,

De cravos, botões e rosas;

Todas feitas em papel

De cores esplendorosas.

 

Esta vila camponesa,

Está enfeitada a rigor;

Com lindas flores de papel

Que são poemas d’amor.

 

Povo de Campo Maior,

Como tu não há igual;

Estas tuas lindas festas,

São únicas em Portugal.

 

Cantar toda a gente canta,

Versos toda a gente faz;

Mas de festas como estas,

Ninguém mais é capaz.

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publicado às 10:05


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( VI )

por Francisco Galego, em 19.04.13

Fantasias e realidades sobre as origens das “Festas do Povo"

 

Estas festas de Setembro começaram a fazer-se no ano de 1893. Eram designadas como Festas em Honra de São João Baptista, porque consistiam no reatar de uma tradição que vinha de tempos antigos. Antes havia o costume institucionalizado de se fazer uma missa solene e uma procissão em 28 de Outubro, em honra de São João Baptista, na qual participavam as autoridades municipais que assumiam a organização e despesas de uma festa com iluminação nocturna das ruas, decoradas com ramos para que passasse a procissão com a imagem do Santo Padroeiro de Campo Maior.

Foi, portanto, em volta do culto de São João Baptista que se constituiu essa antiga tradição que consistia na realização de uma festa no dia 28 de Outubro, apesar do calendário litúrgico consagrar esta data a um outro santo – São Simão.

 

Durante noites e noites,

Toda a gente fez as flores;

Sacrificando o descanso,

Esquecendo mágoas e dores.

 

Mas que ruas tão bonitas,

Já não sei qual a melhor;

Nunca mais esquecerás,

Festas de Campo Maior.

 

Mas que ruas tão bonitas,

Que flores maravilhosas!

São tantas, tantas as ruas,

Qual delas a mais formosa.

 

Novos velhos e crianças,

Numa labuta sem fim;

Transformaram estas ruas,

Num verdadeiro jardim.

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publicado às 09:59


CANTAR AS FESTAS DO POVO ( V )

por Francisco Galego, em 12.04.13

 

Fantasias e realidades sobre as origens das “festas do povo”

 

As Festas do Povo de Campo Maior têm sido explicadas de muitas maneiras e sempre de modo mais ou menos fantasiado. Segundo alguns, teriam nascido numa determinada rua, a Rua Nova, e ligadas à actividade dum determinado grupo – o dos contrabandistas. Trata-se duma explicação muito interessante, porque muito romântica, mas que não tem o mínimo fundamento de verdade.

Nenhum documento ou facto conhecido, pode confirmar semelhante afirmação. É certo que o contrabando foi sempre uma actividade importante em Campo Maior, como é natural numa terra de fronteira. Mas é também um facto comprovado que os contrabandistas, em anos em que os negócios lhes calhavam mais a jeito, tinham por hábito festejar organizando um desfile e um arraial em honra de São Joãozinho que tomavam como protector e padroeiro das suas arriscadas actividades. Mas estas festas faziam-se em Junho no dia de São João e nada tinham a ver com as outras festas que, a partir dos finais do século XIX, se começaram a realizar, primeiramente, em Outubro, depois, em Setembro.

 

Nós cá em Campo Maior,

Somos muito hospitaleiros;

Pomos cadeiras à porta,

P’ra sentar os forasteiros.

 

Numa manhã de Setembro,

A vila acorda mais bela;

E a camponesa sorri,

Debruçada na janela. 

 

Durante meses e meses,

Mãos rudes fazem magia;

Transformam papel em flores,

Para nos dar alegria.

 

Vila de Campo Maior,

Terra de grande beleza;

Toda composta de flores,

Pareces uma princesa.

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publicado às 09:53


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