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CANTAR AS FESTAS DO POVO ( XII )

por Francisco Galego, em 07.06.13

AS FESTAS DO POVO


As Festas de Campo Maior adquiriram desde cedo uma certa pujança a nível regional. Esse facto deve-se à grandiosidade de uma festa que consistia em ornamentar as ruas de toda uma povoação ou, pelo menos da maior parte das suas ruas, usando formas elaboradas de decoração e de iluminação recorrendo a vegetação natural e a um material de grande efeito decorativo, o papel, utilizado para fazer balões, franjas, lenços, cadeados e bandeirolas.

Mas, as festas, porque exigiam um considerável esforço e investimento à população local, só se podiam fazer quando a população dispunha de condições económicas favoráveis. Dependiam da produção dos anos agrícolas. Também dependiam das actividades de contrabando pois não poderiam ser alheias à sua localização de fronteira e a facilidade com que essas actividades se desenvolviam nesta região. Tratando-se de uma prática ilícita, ela pesava fortemente na economia local por ser muito lucrativa. Todas as oscilações que se verificavam, quer na parte de Portugal, quer na parte de Espanha, afectavam de uma maneira ou de outra a comunidade campomaiorense. Algumas das interrupções das festas são explicáveis por essas oscilações.

 

Camponesa, camponesa,

Eu sou de Campo maior;

Temos as festas mais lindas,

No mundo não há melhor.

 

Vou a fazer umas quadras,

Sempre com frases de novo;

Falando sempre nas festas.

Desta vila e deste povo.

 

Quando se pensou nas festas,

Pensei logo em fazer quadras;

Mas desculpem meus senhores,

Se algumas saem erradas.

                                                       

Se algumas saem erradas,

O autor é taberneiro;

Faz quadras, vende vinho,

Assim passa o dia inteiro.

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publicado às 12:20


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