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O CANTAR DE SAIAS IV

por Francisco Galego, em 16.11.11

Desde o início dos anos cinquenta do século passado ocorreram grandes transformações, a partir da grande diáspora sofrida pelas populações dos centros rurais. A comunidade campomaiorense que, há cerca de cinquenta anos, ainda era essencialmente uma comunidade que vivia predominantemente da agricultura na qual se ocupava quase toda a sua população, tem hoje apenas uma escassa minoria dos seus habitantes ligada aos trabalhos agrícolas. Até ao fim da Segunda Grande Guerra, a maior parte dos campomaiorenses nascia, vivia e morria na sua terra. Hoje estão, em grande número, espalhados pelo vasto mundo.

Assim sendo, é muito natural que tenha surgido uma produção de quadras repassadas de saudade que têm como tema as belezas e as virtudes, reais ou imaginadas, da terra lembrada pelos que estavam longe, ou expressando a saudade dos que na terra ficavam:

 

Vila de Campo Maior,

Ela lá e eu aqui,

Quem me dera estar agora,

Na terra onde eu nasci.

                                                       

 

 

Em cada canto um amigo,

Em cada rua uma esperança;

Em cada passo que sigo,

Um sorriso de criança.

 

Campo Maior terra linda,

Campo Maior terra bela,

Há muita gente em Lisboa,

Que chora d’amores por ela.

 

De Lisboa me mandaram,

Eu p’ra Lisboa mandei;

Um ramo de violetas,

Que no meu peito guardei.

 

Para Lisboa mandei,

Quatro peras num raminho;

Como era fruta nova,

Comeram-nas p’lo caminho.

 

Ó Lisboa, ó Lisboa,

Eu também p’ra lá quero ir;

Tenho lá uma pessoa,

Que é quem me tira o dormir.

                                                       

Coitadinho de quem sai,

P’ra fora do seu país;

Em chegando a terra alheia,

Se é mestre fica aprendiz.

 

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publicado às 19:34


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