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Em mais de cem anos as festas realizaram-se 35 vezes. Nos primeiros cinquenta anos da sua existência, mantiveram-se com um expressão muito localizada, tendo ressonância apenas nas localidades que lhe ficavam vizinhas.

            Depois da Segunda Grande Guerra, mais concretamente, nos anos cinquenta, as Festas do Povo de Campo Maior conheceram um extraordinário desenvolvimento. Rapidamente ganharam fama a nível nacional, com alguma projecção mesmo para lá da fronteira.

            Aproveitando a tendência para a globalização propiciada pela extensão e aperfeiçoamento dos transportes e das comunicações, tornaram-se um fenómeno significativo da massificada cultura popular, lugar de grande romaria apesar de não estar ligado a qualquer fenómeno de culto ou de peregrinação.

            O desenvolvimento da economia local, mais uma vez devido ao efeito de fronteira com a torrefacção de cafés, constituiu a base de sustentação. A criatividade da população radicada numa tradição secular, criou o milagre destas festas que, apesar de muito copiadas, ainda não foram igualadas.

            Mas, como irão sobreviver as Festas se são tantas as mudanças e tão profundas as transformações que se estão a verificar?

 Como todos os fenómenos humanos, as Festas de Campo Maior vão de ter de evoluir adaptando-se a novas condições para garantirem a sua sobrevivência. Nota-se, neste tempo que vivemos, uma procura ainda imprecisa de novas soluções. Serão as mais adequadas?

            Do acerto das soluções e dos caminhos que se escolherem dependerá o seu direito a perdurarem ou a sentença da sua extinção. A lei da vida e da história não deixa lugar para as inadaptações.

            É nosso desejo e nossa fé que haja um futuro ainda mais glorioso para as Festas do Povo de Campo Maior.

 

(In, Francisco Pereira Galego, Campo Maior - Cantar e Bailar as Saias
 

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publicado às 10:29



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