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NOTAS SOBRE O PELOURINHO DE CAMPO MAIOR

por Francisco Galego, em 12.01.11

Tudo leva a crer que tenha existido um antigo pelourinho, medieval, junto aos antigos paços do concelho que primeiramente se localizavam dentro do castelo e que depois foram construídos na chamada Praça Velha. Mas tudo isso desapareceu com a explosão de 1732 e não ficou qualquer registo guardando a memória de como pudesse ter sido tal pelourinho.

Quanto ao que actualmente se encontra no meio da Praça da República, existem dois testemunhos:

O primeiro é o testemunho de um visitante em 1876 que nos diz que o pelourinho estava arrumado à nossa esquerda quando se passa o arco, que era construção do século XVIII, que estava assente sobre quatro degraus de cantaria e que tinha uma coluna que servia de pedestal a uma estátua da justiça. Refere que tinha como característica interessante o facto de estar de olhos desvendados e lhe faltar o braço direito, de que pendia a balança, por lho terem mutilado os rapazes com pedradas. (Do jornal elvense “Democracia”).

O Dr. Martinho Botelho, no livro que publicou em 1996, refere que o pelourinho de Campo Maior era um dos mais notáveis que existiam no país, que tinha sido mandado apear em 1879, pela Câmara Municipal, quando se procedeu no local onde se erguia – a chamada Praça de D. Luís – a obras de reparação e embelezamento. Ora, como em 1880, foi fundado o Museu Arqueológico de Elvas, o pelourinho foi requisitado tendo ali dado entrada em Junho de 1903. Estaria então reduzido a uma coluna medindo 2,17 m, a um capitel, uma esfera e uma figura da Justiça com o braço direito mutilado.

Mais tarde, a pedido da Câmara de Campo Maior, o pelourinho voltou para a vila, sendo restaurado e solenemente inaugurado no mesmo local que antes ocupara, isto é, na antiga Praça D. Luís. Contudo, mais tarde foi colocado no centro da Praça, hoje chamada Praça da República.

O pelourinho é formado por uma elegante coluna de mármore sobrepujada por uma esfera e, sobre esta, a figura da Justiça. Dão-lhe acesso quarto degraus, também de mármore. É um curioso trabalho arquitectónico do século XVIII. No lado virado a nascente, a almofada em que assenta a estátua da Justiça tem inscrita a data de 1740.

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publicado às 16:56



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