Copyright Info / Info Adicional
Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
Se atentarmos bem nas práticas de muitos dos que fazem da actividade política a sua principal ocupação, acabamos por entender que é a ausência de uma noção clara destes três conceitos, ou um deficiente e degenerado modo de os entender que está na base das suas atitudes, comportamentos e maneiras de conduzir a gestão que desenvolvem em consequência dos cargos de que estão empossados.
Basta consultar um bom dicionário para podermos entender que, sendo conceitos essenciais para a prática política, eles estão completamente ausentes do pensamento e das práticas de alguma gente que tem grande peso na tomada de decisões. Tratando-se de decisões de grande responsabilidade social, elas são geradoras de importantes e, por vezes, trágicas consequências.
Alguns, não tendo qualquer noção do que sejam a estratégia, o planeamento e a táctica, ignorando ou desprezando a necessidade de definirem e orientarem com rigor as suas decisões, limitam-se a agir empiricamente, decidem em cada caso concreto como mais lhes convém, ou como melhor lhes parece, sem cuidarem da responsabilidade social implícita na sua função de governantes. O que resulta da acção destes desgovernados é uma sequência de actos sem lei nem norte, decisões tomadas sem definir com clareza as finalidades, acções iniciadas sem planeamento prévio, nem cálculo dos recursos disponíveis a utilizar. Vão ao sabor das circunstâncias, tacteando ao acaso da improvisação, muitas vezes sem sequer remediar os erros que vão cometendo. Como resultado, desperdiçam recursos, gastam tempo, perdem oportunidades e não só não resolvem como, por vezes, agravam os problemas.
No extremo oposto há também os que planeiam até ao ínfimo pormenor, descrevendo com minúcia todos os passos e cada gesto a executar. Mas, porque o fazem sem terem definido uma estratégia, partem para a acção sem uma consciência clara das razões porque agem, nem dos objectivos que devem atingir. O tempo, o esforço e os meios gastos para planear esgotam a capacidade para bem agir. Nestas condições torna-se difícil alcançar o pleno sucesso.
Em contrapartida, outros arvoram-se em grandes tácticos recorrendo a manigâncias mais ou menos astutas para obterem benefício próprio, ou para satisfazerem a sua insana vontade de poder. Recorrem a truques e trafulhices, julgando estar a executar hábeis tácticas e a desenvolver inteligentes projectos. Na realidade o que eles fazem nada tem a ver com a Política, se entendermos a Política como a capacidade de determinar com rigor as necessidades reais e como a arte de escolher as melhores soluções atendendo às condições de que se dispõe, num determinado momento e em determinadas circunstâncias. No fundo a Política deve ser a ciência e a arte de fazer o melhor dentro do que é possível ser feito.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.