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No dia primeiro do ano

por Francisco Galego, em 01.01.10

O dia primeiro? Primeiro de quê?

Para muitos será o dia mais "chato" do ano. Tudo fechado. Nada para fazer.

Há região mega-urbana de Lisboa o hábito de fazer a chamada "volta dos tristes". De facto, querem maior tristeza do que se meter uma família, melancolicamente no seu pequeno e muito usado carro e andar às voltas, sem itinerário e sem destino pelos arredores da grande cidade?

Vai-se a Sintra, come-se uma queijada. Em Colares escorropicha-se um copito. Depois, até à Praia Grandes espreitar o mar. Volta-se pela marginal e acaba-se em Lisboa, a subir a Avenida da Liberdade, depois a da República, direito ao Campo Grande, de regresso a casa no triste bairro onde se reside.

A vida que, já de si é desinteressante, torna-se angustiosamente fastidiosa nestes dias em que, segundo a tradição, nos devemos divertir.

Há, de facto, formas muito desinteressantes de viver!

Ainda bem que a consciência da realidade varia com a capacidade que temos para a compreender. Dizia Schopenhauer, com a simplicidade do seu genial pensamento:

As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo.

Quem tiver a capacidade de entender que analise criticamente o que nela se pretende dizer. Talvez assim decida fazer algo de útil neste dia primeiro.

 

 

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publicado às 12:22


1 comentário

De carlos a 03.01.2010 às 01:13

Nem mais!
Exelente reflexão que traduz aquilo que penso.
Nem que seja num acto simbólico, elevamos ego e autoestima quando experimentamos algo de util num dia fútil.

Depois há os que vêm a coisa pela perspectiva dos "adictos ao trabalho"... mas claro que não tem nada a ver.

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