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Ainda a corrupção

por Francisco Galego, em 06.12.09

O tema da corrupção arrasta-se. Não sabemos por quanto tempo esta “carcaça” irá alimentar a sanha devorista dos abutres que vivem dos constantes escândalos que eles alimentam e de que alimentam a sua sórdida maneira de entenderem este jogo de aparências que vai ocupando o espaço que devia ser reservado à análise e compreensão da nossa vida política.

Como pode este primeiro-ministro suportar a carga de tantas acusações, calúnias, difamações e atentados contra o seu bom-nome e carácter? A acreditar em tudo o que já se disse e em tudo o que ainda se vai dizendo, o homem é um incorrigível corrupto, um conspirador tenebroso, um mentiroso compulsivo, um prepotente que esmaga tudo e todos os que se lhe atravessam no caminho. Além disso, compromete-se em associações mais que duvidosas para obter vantagens, usando processos de duvidosa legitimidade. Ele corrompe e deixa-se corromper. Ele manda espiar, escutar e vigiar os adversários, mesmo os que ocupam os mais altos cargos do Estado.

Só não se entende como pôde passar por tudo isto sem que, até hoje, tenha sofrido as devidas consequências. Pois que nunca foi constituído arguido, nem se descobriram provas concretas de que tenha prevaricado. Das duas, uma: ou o homem é tão poderoso que ninguém lhe consegue tocar, ou, neste país, não há justiça capaz de funcionar em termos minimamente aceitáveis.

Mas, se o homem é tão poderoso assim, porque não consegue ele silenciar os seus detractores? Porque não sufoca os jornais e televisões que constantemente o atacam? Porque lhes consente a liberdade de o atacarem continuamente perante a opinião pública? Se ele pôde mandar acabar com um telejornal que o incomodava, se consegue pressionar tanto os jornais que estes se sentem sufocados, porque há ainda tanto escândalo e tanta acusação à volta da sua pessoa? Afinal quem conspira contra quem, neste país que parece estar a afundar-se numa tempestade constante de suspeições?

Titula um jornal: “Sete gestores públicos ganham mais que o primeiro-ministro”. Apetece perguntar: Como é que ainda há quem se disponha a suportar o peso de ser primeiro-ministro, em semelhantes condições?

 

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publicado às 21:09


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