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NOTÍCIAS ANTIGAS DE CAMPO MAIOR (12)

por Francisco Galego, em 30.10.19

Campo Maior, 27 de Junho de 1880

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Notícia publicada no número 4,  do jornal, - O Elvense - publicado em Elvas no dia 1 de Julho de1880,  pág. 3.

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O SÃO JOÃO 

         Já lá vai o alegre S. João com seus ruidosos folguedos, fogueiras e bailados. Este santo é de todos o mais benquisto de moços e cachopas. Também não há outro que lhes proporcione momentos tão ditosos, ocasiões tão propícias, em que melhor se troquem esses ardentes olhares que lhes enebriam a alma, obrigando-os a acreditar que este mundo não é um completo vale de lágrimas (...)    

       (...) Assistimos ao arraial que, na tarde de 23 do corrente, houve em S. Joãozinho, local extra-muros, mas próximo de Campo  Maior.

         Foi muita a concorrência pelo povo que afluiu a esta festa anual, a que não faltou a filarmónica da terra, ao som da qual dançaram muito alegres, rapazes e raparigas que, nos intervalos, cantavam essas canções populares, algumas não muito suaves ao ouvido, mas que caracterizam perfeitamente os cantadores alentejanos. Notámos grande número de senhoras elegantemente trajadas e de não menos cavalheiros, alguns dos quais temos a honra de conhecer.

         Só é pena que a festa não tenha terminado auspiciosamente, porque, nestas ocasiões, há sempre quem se exceda nas bebidas, a ponto de provocar desordens e armar pendências. Foi o que sucedeu então e que deveras lastimamos. Travou-se grande conflito entre alguns campesinos, de que resultou o ferimento de muitos, a prisão de três e a evasão de dois aos quais a polícia e a força armada não puderam lançar mão.

         À noite não nos consta que tivesse havido motins. Tocou a filarmónica no adro da igreja de S. São João, vistosamente iluminada. Parte do povo percorria as ruas de Campo Maior, divertindo-se com fogo de artifício e com alegres descantes. Outra parte dançou até de madrugada no dito local de S. Joãozinho

         No dia 24 saíu uma aparatosa procissão, acompanhada de muito povo, que percorreu as ruas principais de Campo Maior, recolhendo-se, quase já noite, à igreja.  

        

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NOTÍCIAS ANTIGAS DE CAMPO MAIOR (11)

por Francisco Galego, em 27.10.19

CARTEIRA D’UM VIAJANTE

Campo Maior III

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Notícias  publicadas no número 216,  do jornal, - A Democracia - publicado em Elvas no dia 14 de Janeiro de1877,  pág. 1 e 2.

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         Se o visitante que chegou ao Largo do Barão de Barcelinhos, em vez de tornar aos Cantos de Baixo pela Rua da Misericórdia, ou seguir pela calçada pela qual se chega ao Castelo, tomar pelos Cantos de Cima e pela Rua do Paço que se lhe segue, encontrar-se-á, dentro em pouco antigo Largo da Alagôa, onde há uma fonte com chafariz.

         O Largo da Alagôa, chama-se hoje Largo do Barata, não tanto por dar para ele a melhor parte do palacete deste cavalheiro e os seus jardins, mas porque, sendo um dos melhores da vila, quiz o povo testemunhar em vida ao S.r Comendador Christóvão Cardoso de Albuquerque Barata, o alto apreço em que tem os serviços por ele prestados ao municipio, como presidente que tem sido da câmara, há muitos anos e à população desvalida de Campo Maior, - como benfeitor - , o que lhe tem merecido as benção dos remediados e as simpatias dos que são testemunhas da sua caridade.

         Está também ali situado o grande edificio do Assento que facilmente se reconhece pelo escudo de cantaria com as armas do reino que está colocado sobre a verga da porta principal. Tem boas acomodações, está em bom estado de conservação, podendo com pouco dispendio fazer-lhe algumas reparações nos telhados para evitar-lhe ruina maior com o correr do tempo.

         Deste largo parte a Rua de S. João Baptista que é direita e muito asseada, tanto na calçada, como nas frontarias. Ao termo dela está o lindíssimo templo de São João Baptista, patrono da vila, a quem a população atribui a guarda da vila - contra os inimigos da pátria e contra a peste dos contágios -, e que tanta devoção lhe consagra, que até o mandou em tempos pintar nas suas bandeiras, como armas da vila.

         Não deixe ninguém que for a Campo Maior de ver esta igreja e a Matriz. Ainda que não veja mais coisa alguma, sairá satisfeito.

         (...) A fachada da Igreja de São João Baptista é toda de cantaria e nela se abrem duas janelas e um nicho com a imagem do Precursor de Cristo.

         Rematam-lhe os cunhais dois campanários e, no intervalo de ambos, fica uma varanda para a qual dá uma grande roseta ou óculo envidraçado que transmite desafogadamente a luz ao interior do templo.

         Subindo alguns degraus que conduzem a um átrio lageado, entra-se no templo que é de uma só nave e todo forrado de boa cantaria, à excepção da abóbada.

         Ao que parece, toda a igreja estava destinada a formar a capela-mór de um vasto templo. Mas, D. João V mandou suspender e ficou no estado em que agora se vê.

         Há nela cinco capelas revestidas de finíssimos mármores, sendo alvíssimos os do trono que serve para fazer a exposição do Santíssimo Sacramento em quinta-feira maior e nas outras festas do ano.

         (...) Esta Igreja de S. João Baptista de Campo Maior, ainda que pequena, é grandiosa em trabalhos artisticos.

         Ligada a ela está uma capelinha da Senhora das Mercês que nada tem de notável. Tem uma imagem que foi da casa dos Cayolas, com uma coroa de fios de prata, sobre a fronte.

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NOTÍCIAS ANTIGAS DE CAMPO MAIOR (10)

por Francisco Galego, em 20.10.19

CARTEIRA D’UM VIAJANTE

Campo Maior III

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Notícias publicadas no número 215,  do jornal, - A Democracia -, publicado em Elvas no dia 3 de Janeito de1877,  pág. 1 e 2.

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         Não deixarei, agora que falo do castelo, de render homenagem à memória do alcaide-mor Afonso de Monroy, português de lei, que não se deixou corromper pelo oiro de Castela quando se tratou de negociar a entrega das fortalezas desta fronteira em 1580.

         (...) O castelo da vila de Campo Maior está, como comummente se costumava, na parte mais elevada da povoação, dominando-a e também superior à parte da fortificação do séc. XVII, em que estão situados os baluartes do Curral dos Coelhos e de Lisboa. Perto da Porta da Vila ou de Santa Maria, está aberta a cortina que liga ao baluarte de S. Sebastião. Aqui está uma capela com invocação do mártir, uma boa imagem, e a igreja e convento de S. Francisco, fundação do rei D. Pedro II, como indemnização aos religiosos cujo antigo convento fora demolido para deixar campo livre às fortificações na guerra da Restauração.

         Ao baluarte de S. Sebastião segue-se o da Boa-Vista e depois o de Santa Rosa -, onde há uma porta falsa ou poterna - , o de S. Francisco; o do Concelho ou da Brecha; o do Príncipe; o do Cavaleiro; o de S. João;  o de Santa Cruz ou do Lago, onde o recinto magistral se continua pelo do Curral dos Coelhos, ponto de partida. Os três últimos baluartes nomeados representaram um importante papel na defeza de Campo Maior em 1712, cujo cerco se prolongou desde 28 de Setembro até 2 de Novembro, com brecha praticável no baluarte de S. João, nos últimos dias de Outubro e defendida gloriosamente pelo conde da Ribeira, D. Luís Manuel da Câmara e pelo governador Estevão da Gama de Moura e Azevedo, natural desta vila.

 

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publicado às 00:02


DEPOIS DO PROCESSO ELEITORAL ...

por Francisco Galego, em 17.10.19

Vencido o tempo destinado à questão das eleições, talvez seja agora o tempo de nos podermos dedicar à reflexão e à avaliação das acção daqueles que resolveram dedicar-se aos cargos públicos para que se fizeram eleger.

Comecemos, como ponto de partida, por tomarmos consciência do como deve ser exercido o serviço público para que os candidatos eleitos são escolhidos.

De uma maneira tão simples quanto directa, poderemos considerar em situações contrapostas as seguintes atitudes:

         - A de exercerem os cargos para que são eleitos como patamares de uma carreira;

         - Ou a de assumirem os cargos como um verdadeiro dever de serviço público.

Ou seja: Enquanto, no primeiro caso, predomina a perspectiva do interesse pessoal de quem os ocupa, pois que pretendem deles se servirem em benefício próprio; no segundo caso, tratar-se-á de assumirem a oportunidade de adquirirem os conhecimentos e as competências para que, com os seus serviços, possam realizar o que seja mais conveniente para as comunidades que os elegeram.

De modo simples e muito directo: no primeiro caso, trata-se da ambição de bem servir-se; no segundo caso, trata-se da consciente aceitação de que se pretende bem servir.

E é esta a questão que devia ser bem entendida pelos eleitores para garantia de estarem a optar por aqueles que melhor possam servir.

 

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NOTÍCIAS ANTIGAS DE CAMPO MAIOR (9)

por Francisco Galego, em 15.10.19

CARTEIRA D’UM VIAJANTE

Campo Maior III

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Notícias publicadas no número 214,  do jornal, - A Democracia -, publicado em Elvas no dia 11 de Dezembro de1876,  pág. 2.

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(...) Do Largo da Matriz, quase defronte da igreja, parte a Rua Estreita que vai desembocar a um dos sítios de maior bulício da vila, o terreiro da Misericórdia (chamado agora Largo Barão de Barcelinhos). Ali que estão abertas as lojas de comércio de panos, lãs, linhos, algodões e outros artefactos e quinquilharias.

         Próxima, já no caminho do castelo, abafada pela estreiteza de umas vielas que se não podem chamar asseadas, está a Igreja da Misericórdia, uma das melhores da vila.

         Nesta pequena Igreja da Misericórdia há três capelas, sendo a central dedicada à Visitação, com duas colunas de mármore e as figuras da Virgem e de Santa Isabel, em escultura. Há neste recinto seis cadeiras para os mesários daquela casa.

         Continuando a subir a calçada que conduz a esta igreja, bem depressa chega o viajante à Praça Velha, sobre qual está o castelo da vila.

         O castelo, posto que restaurado no século passado, está em ruinas na sua maior parte, tendo apenas em sofrível estado alguns armazéns e os alojamentos da tropa. 

         O antigo castelo, obra do rei D. Dinis, voou pelos ares, por efeito da explosão da pólvora armazenada na torre de Menagem, na madrugada de 16 de Setembro de 1732, por cujo abalo, ruiu a vila quase toda, sepultando nas ruínas um grande número dos seus desgraçados habitantes.

         Nada há dentro dele que valha a pena passar em revista. O Senhor do Castelo é uma capela de nenhum merecimento e o viajante ter-se-ia arrependido de penetrar nele se não fosse disfrutar-se, de vários dos seus sítios, um bonito panorama da povoação, com a cidade de Elvas a sudoeste, alvejando dentro da negrura das suas muralhas, bem como as alturas insignificantes que rodeiam Campo Maior e que serviram de posições para o exército castelhano em diversas ocasiões.

         No sítio de 1661, D. João d´Austria, ocupou o monte de Santa Victória a sudoeste, que foi de novo ocupado no de 1712 pelo marquês de Bay e, mais tarde, no ano de 1801, quando o sítio foi mais vigoroso, as alturas do Carrascal, aos Locaios, a noroeste. Nesse mesmo ano, o príncipe da Paz (1) estabeleceu duas baterias no sítio do Carrascal. E, no ano de 1811, o general Girard, estabeleceu as baterias de brecha, a leste, no sítio onde existiam, nesse tempo, as ruínas de um forte que mais prejudicava do que favorecia.

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(1) O Cerco de Campo Maior foi a acção mais importante ocorrida durante a «Guerra das Laranjas», onde Portugal e Espanha se enfrentaram há precisamente 200 anos. Durante duas semanas, a vila de Campo Maior foi submetida a um cerco rigoroso, com bombardeamentos intensos que provocaram enormes destruições e tiveram como corolário a inevitável rendição, mas com todas as honras.

 

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NOTÍCIAS ANTIGAS DE CAMPO MAIOR (8)

por Francisco Galego, em 09.10.19

CARTEIRA D’UM VIAJANTE

Campo Maior III

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Notícias publicadas nos números 211,  do jornal, - A Democracia -, publicado em Elvas no dia 6 de Novembro de1876,  pág. 2 e no número 212 de 14 de Novembro de 1876, pág. 2.

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Esta praça de D. Luís, também designada como Praça Nova, foi delineada posteriormente à grande catástrofe de 1732. (1)

É um quadritátero regular, apto para se correrem touros e para jogos de canas e outros que eram de uso no tempo em que foi construida.

Além da serventia pelo arco da Rua de S. Pedro, tem mais duas: uma para a Rua 13 de Dezembro (Rua da Canada) e outra para a Rua de General Magalhães (antes chamada Rua do Manantio).

Os prédios que a demarcam são todos ao gosto moderno e asseadíssimos, sobressaindo o edifício onde funciona a Câmara,  as repartiçoes civis e as escolas que ocupam todo o seu lado ocidental. Está arborizada e deve ser local de algum trânsito enquanto as repartições estão em funcionamento, mas muito só, quando se fecham os serviços, porque a sua situação é isolada, quase a um canto da vila, fazendo-se todas as comunicações por fora dela, pelas ruas de S. Pedro, 13 de Dezembro, Conde d´Ávila (também chamada Canadinha) e a do General Magalhães.

Arrumado a um dos ângulos, ao pé do edifício da câmara, está o pelourinho, contrução do século passado, assente em quatro degraus, todo em cantaria e que serve de pedestal a uma estátua da Justiça. O ilustre pintor D. Luís Vermell, na sua colecção de aguarelas, tem um desenho deste pelourinho e comenta a graciosidade de estar a Justiça com os olhos desvendados e de a terem mutilado a pedradas, faltando-lhe o braço direito, do qual pendia a balança.

Para o edifício da câmara sobe-se por uma escada de cantaria, de suave ascensão que se aparta para a direita e para a esquerda, fazendo um cotovelo em cada um dos lados.

É neste edificio que estão as salas municipais, o tribunal judicial, a repartição da fazenda, a administração do concelho e a estação telegráfica. (...)

(...) No andar térreo deste edifício está instalada uma aula de instrução primária para o sexo masculino e outra para o feminino, ambas muito concorridas de alunos. A primeira tem entrada por baixo do arco da rua de S. Pedro.

Ao que parece não possui todos os cómodos indispensáveis, devido à circunstância de lhe faltar uma retrete, de que resulta estar, debaixo do arco, o terreno constantemente ensopado, exalando um cheiro nada agradável (...)

(...) A Rua 13 de Dezembro, larga, direita e formada, na sua maioria de bons prédios, é a melhor de Campo Maior e onde reside o S.r Botelho de Figueiredo, oficial reformado, a quem está confiado o comando da praça há muitos anos.

No prolongamento desta, uma outra, a da Fonte de Cima, já contrasta com ela, no mau piso e na irregularidade do casario. Termina esta no chamado Baluarte do Concelho, ou da Brecha,  por  ter aqui aberto aberto uma brecha, durante o cerco pela divisão francesa comandada pelo general Girard, em 1811. 

No sentido oposto, a Rua 13 de Dezembro, prolonga-se pela chamada Rua da Mouraria, que é dividida em Mouraria de Cima e Mouraria de Baixo, pela que se chamou Rua do Tenente General e que é hoje chamada Rua 1º de Maio. (2)

Todas estas ruas são bem alinhadas e com declives pouco sensíveis. As calçadas não são más e é inexcedível o asseio na maior parte das casas. Mas as ruas são pouco limpas...

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(1) Devido a uma trovoada, deu-se a explosão da torre de menagem do castelo, que servia de paiol, onde se guardavam os explosivos. As pedras caíram sobre as casas da vila, deixando-a muito arruinada, tendo morrido muitos dos seus habitantes e ficando outros bastante feridos. Ficaram destruídas as instalações da antiga câmara, na agora chamada “Praça Velha” e, para nova localização, foram construídas novas instalações na “Praça Nova”, chamada Praça D. Luís I, actual Praça da República.

(2) Antes fora chamada de Rua Dr. Oliveira Salazar.

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