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DO NATAL ...

por Francisco Galego, em 16.12.18

Desde os mais remotos tempos, povos das mais diversas regiões do mundo, mantiveram a tradição de, por esta altura do ano, fazerem uma celebração ritualizada, a que foram atribuindo diversos significados e dirigindo a diferentes divindades. De facto, na sua origem estava a celebração do solstício de inverno marcando o encerramento anual do ciclo da natureza, daí a sua ligação ao Sol, divindade e fonte de vida de tudo o que existe. Por isso, esta celebração foi sempre praticada por muitos povos não-cristãos. Natalis Invicti Solis foi o deus sol oficial do Império Romano.

No séc. III, a Igreja Católica, a fim de estimular a conversão dos pagãos, instituiu que este periodo final do ciclo solar fosse dedicado à celebração do nascimento de Jesus Cristo, fonte original da doutrina cristã.

Desde então e até aos nossos dias, o Natal constituiu-se e tem-se mantido como “ponto alto” do calendário litúrgico das igrejas cristãs.  

 

FELIZ NATAL

 

E

QUE SEJA MESMO NOVO E BOM

O

ANO NOVO

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publicado às 00:05


CRÓNICA DO NOSSO “ENCANTAMENTO”...

por Francisco Galego, em 15.12.18

 

 

ESCREVER SEMPRE TAMBÉM CANSA

E A VIDA É TÃO IGUAL

QUE PARA PARECER DIFERENTE

RECORREMOS AO NATAL

 

DEPOIS VEM O ANO NOVO

E PODEMOS PÔR O POVO

A CRER QUE SERÁ DIFERENTE

A VIDA DE TODA GENTE

 

MAS DEIXEMOS A ILUSÃO

TUDO IRÁ CONTINUAR

E ... COM OU SEM SATISFAÇÃO ,

TEREMOS QUE AGUENTAR

 

(Francisco Galego)

 

ASSIM SENDO, FAÇAMOS UMA PAUSA, DESEJANDO

BOM NATAL

E  FELIZ ANO NOVO

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MAIS UM POEMA...

por Francisco Galego, em 13.12.18

MOTIVO

 

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.

 

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.

 

Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.

 

Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada.

(Poema de Cecília Meireles – Rio de Janeiro, Brasil, 1901-1964)

Comentário ao poema por Maria Alzira Seixas, in Os poemas da minha vida, Publicado em Junho de 2005:

Este hino ao canto, de Cecília, inscreve-se numa musicalidade leve, na minha sensibilidade ao tempo e à vivência do quotidiano. É a serenidade que aqui me impressiona, resistindo à corrosão dos dias e à morte, com uma arte segura e tão perfeita.

 

 

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DAQUI, DESTE “PARA CÁ DO CAIA”...

por Francisco Galego, em 10.12.18

Este blogue que, desde há alguns anos, venho elaborando, começou por ser escrito de fora de Campo Maior, mas fundamentalmente focado no que poderia interessar  às gentes desta vila "mátria" a que pertenço.

Contudo, há que reconhecer que, desde que aqui regressei, a minha perspectiva mudou. Não no que respeita ao enfoque, mas no que respeita ao modo de ver, analisar e equacionar as questões, ou seja, de facto, fui adoptando uma outra perspectiva. 

Agora vejo, analiso e compreendo a partir do lugar onde me encontro, tendo como principal público alvo, aqueles que, como eu, vivem neste lugar. 

Para ajustar este projeto a esta realidade em que me posiciono, deveria mudar-lhe o nome para De Cá Do Caia. Mas não o faço, porque não pretendo mudar-lhe, nem os objectivos, nem a maneira de tratar os assuntos e as questões que lhe irão marcando o percurso a seguir e selecionando os temas a abordar.

E também porque, acima de tudo, gostaria que este meu monólogo continuasse a dar lugar a algumas conversas  que vou recebendo como retorno daquilo que são as vossas opiniões, expressas nos comentários que vão fazendo ao que eu escrevo. 

Assim, continuará  a chamar-se Além Caia, ficando dito e assumido que é dirigido ao que vou vendo e analisando e ao que considero poder interessar aos que estão De Cá Do Caia.

Dito isto fica declarado que continuarei a apresentar as minhas opiniões e considerações sobre o que me for parecendo ser digno de algum relevo.

 

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publicado às 00:03


NO DECURSO DA VIDA ...

por Francisco Galego, em 06.12.18

Eu não voltei ao tempo que antes vivi

É certo - e muito visível - que estou velho

Voltei apenas ao local onde nasci

Voltei  aos espaços das minhas antigas vivências

Aqui onde - inábil pequeno e fraco -  eu cresci

Aqui estou e - de novo fraco - agora em decadência

Neste espaço que foi sempre a memória primordial desse meu tempo

Embora noutros espaços me tenha diversificado

Na medida que ia crescendo em saber acumulado

Agora há que esperar que o tempo se desvaneça

Até que de todo seja nada

E só o espaço primordial permaneça

Como local de partida e de chegada

 

(Francisco Galego)

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publicado às 08:02


REFLECTINDO...

por Francisco Galego, em 03.12.18

Abro o dicionário e leio:
“Fascismo é uma ideologia política ultranacionalista e autoritária caracterizada por poder ditatorial, repressão da oposição por via da força e do poder que ela confere ...”
Logo, simplificando, consiste no domínio total, por imposição da força sem atender a legítimos deveres, direitos ou razões de uma parte ou da totalidade da população...


Do livro de Boaventura Sousa Santos – PORTUGAL - Ensaio contra a autoflagelação - retiro que a ideia condutora da obra é a de que o sistema capitalista, mantendo uma organização formalmente democrática, tem vindo a gerar ou a permitir o recurso a várias formas de fascismos de carácter económico e social.

 

Juízes. enfermeiros, médicos, professores?....

Sim! ... porque recorrendo à força, impõem aos outros as consequências que resultam da sua recusa de prestação de serviços sociais que são fundamentais para as normais, justas e necessárias condições de vida da população ...

A intransigência intolerante pode tornar-se uma forma de usar os direitos próprios contra os legítimos direitos sociais de todos os outros?...

Não haverá outras formas, mais inteligentes e eficazes de defender direitos próprios sem privar os outros de direitos que são tão ou mais importantes do que aqueles que queremos ver respeitados?

 

 

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publicado às 00:06

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