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O QUE CELEBRAMOS NESTE DIA - 1 DE DEZEMBRO?

por Francisco Galego, em 29.11.18

O Primeiro de Dezembro é o “Dia da Restauração” da soberania, ou seja, da reconquista da independência do Reino de Portugal, porque o país estava na dependênicia do Reino de Espanha desde 1580.  

A imaturidade do jovem rei D. Sebastião levara-o a aventurar-se, no ano de 1578, a participar directamente na Batalha de Alcacer Quibir, no norte de África. O seu desaparecimento em combate, deu origem ao mito que perduraria por largo tempo, designado como “O Sebastianismo” e que consistia na crença de que ainda estaria vivo esperando o momento de regressar o que, segundo a crença popular, aconteceria numa manhã de nevoeiro.  

Na realidade, este desastre teve como consequência que seu tio, o Cardeal D. Henrique, de avançada idade, tivesse de assumir o governo do reino entre 1578 e 1580 e que, tendo morrido sem descendência, a coroa do Reino de Portugal, por direito de sucessão, fosse assumida pelo rei Filipe II de Espanha que se tornou também o rei Filipe I de Portugal. Seguiu-se, com a sucessão de mais dois reinados (os de Filipe III e de Filipe IIV de Espanha), o período do “Domínio Filipino”, até à restauração da Independência em 1 de Dezembro de 1640 que, com a Guerra da Restauração que se seguiu (1640-1668), cortou a dependência de Espanha e colocou no trono de Portugal o duque de Bragança, coroado rei de Portugal como D. João IV, dando início à Dinastia.  

Esta data começou a ser celebrada no ano de 1823, e tornou-se feriado nacional em meados do século XIX.

Em 2012, o XIX Governo Constitucional apoiado por uma maioria PSD-CDS e liderado por Passos Coelho, suspendeu este feriado que foi reposto em Janeiro de 2016, com os votos do XXI Governo Constitucinal, liderado por António Costa.                 

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publicado às 08:39


DA BIBLIA...

por Francisco Galego, em 24.11.18

Na segunda metade do séc. I da era cristã, surgiram quatro textos que mudaram para sempre a História da Humanidade.

Não falavam de façanhas heróicas de aristocráticos reis e guerreiros. Mas de pobre gente, leprosos de baixa condição. Falava-se de um homem jovem, carismático, filho de um carpinteiro, compadecido por todo o tipo de sofrimentos humanos e que, sem prova de qualquer crime, fora crucificado como um criminoso entre dois ladrões.

Cristos, o ungido, filho de Deus. Pela palavra e pelo exemplo espalhava mensagens que falavam de coisas sublimes, em linguagem simples de serem entendidas, que foram passadas à escrita por 4 dos seus seguidores: Mateus, Marcos,  Lucas e João. São considerados os autores dos evangelhos que, apesar das diferenças entre eles, são ditos sinópticos, devido ao paralelismo e concordância das suas informações e que, nos seus relatos, conservaram as bases de uma nova doutrina, fundadora de uma nova religião. Mas, não podemos afirmar qualquer identificação destes evangelistas com os 12 apóstolos que tinham acompanhado Cristo até à sua crucificação.

Sem grandes diferenças relatam a vida e a obra do profeta que, relutantemente, se anunciara como o “filho de Deus”. 

Não puderam ser historicamente confirmadas as datas do nascimento e da morte de Cristo. E muitos dos episódios relatados da sua vida, não podem ser confirmados por testemunhos irrefutáveis e, de facto, são muitas as divergências que podemos encontrar nos relatos dos 4 evangelistas, em relação a alguns desses  testemunhos .

 

(Texto elaborado com base na leitura da obra - BÍBLIA - VOL. I, NOVO TESTAMENTO – OS QUATRO EVANGELHOS, 1ª Edição, de Quetzal, Setembro de 2016. Tradução do grego, apresentação e notas de Frederico Lourenço)

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publicado às 00:03


DA LEITURA DA BÍBLIA EM PORTUGAL ...

por Francisco Galego, em 18.11.18

O português João Ferreira de Almeida, para fazer a 1ª tradução da Bíblia em português, teve de sair do país, morrendo em 1691 no Extremo Oriente. Essa tradução só foi publicada, fora de Portugal, em meados do século XVIII, reinando D. José.

Só no final do século XVIII, foi publicada a primeira versão da Bíblia para ser lida em Portugal. E só na 2ª metade do século XX, o Novo Testamento, traduzido do grego, foi traduzido em Portugal.

 

Objectivos principais declarados por Frederico Lourenço, autor do mais recente projecto de tradução da Bilblia para português:

 

1 - Dar a conhecer o texto bíblico de forma não-eclesiástica, não--doutrinária, não-confessional, não-apologética e não-teológica;

2 - Privilegiar uma base cripto-histórica para a sua leitura, recorrendo a textos originais tanto em grego, como em latim, como em hebraico.

 3 -  Tomar em consideração que, em Portugal, devido à Inquisição, a leitura da Bíblia era apenas acessível a muito poucos e apenas na versão latina de S. Jerónimo, sendo interdita em qualquer outra língua.

 

 

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publicado às 12:30


UM CASO DE TEMPOS PASSADOS...

por Francisco Galego, em 14.11.18

Com a Revolução Liberal de 1820, o Estado começou a redefinir-se em termos jurídicos e políticos, o que tinha como consequência a necessidade de romper com uma tradição que, em muitos aspectos, tornava indistintos os poderes e o âmbito de intervenção da Igreja e do Estado.

O processo de clarificação e separação arrastou-se por muito tempo e levantou muitas resistências e contestações devido à longa tradição que misturava os comportamentos ditados pelas prescrições religiosas, com os deveres e os direitos que deviam ser estabelecidos e regulamentados pelo Estado.

Assim acontecia com a legitimação dos laços de matrimónio. Durante bastante tempo, tanto a sacralização, como o registo dos casamentos, estavam entregues aos párocos, pertencendo-lhes procederem ao acto cerimonial de consagração e ao registo oficial da união que legitimava os casamentos.

Em Portugal, só a partir de 1865 se deu inicio ao processo que levaria à separação do casamento religioso e do casamento civil.

Esta breve introdução serve para melhor compreensão do facto que a seguir se relata:

Durante a recolha de informações destinadas à elaboração das obras que eu viria a publicar sobre a vida e a obra do notável campomaiorense que foi João Dubraz, encontrei, no nº 92 do jornal elevense A Democracia Pacífica, publicado em 23 de Agosto de 1868, com destaque na sua 1ª página, a seguinte notícia:

         Dia 13 do corrente, julgamento em Elvas de uma causa de sevícias, em que era autora Ana do Carmo Cunha Serra e réu seu marido Joaquim Caetano Cerejo. “Foi este o primeiro julgamento de tal espécie na comarca, segundo o novíssimo processo”...

Estas simples linhas encerravam o suficiente para causar em mim grande surpresa e um elevado interesse, pois nelas se referia o nome do meu biografado - João Dubraz - que, para além de notável escritor e historiador de Campo Maior,  conseguira, pelo seu próprio esforço, adquirir os conhecimetos jurídicos necessários para se constituir, como advogado provisional, reconhecido na comarca de Elvas, defendendo e fazendo valer os direitos de uma mulher, sendo este  o primeiro pedido de divórcio apresentado a juizo nesta comarca.  

Mas, para mim era ainda mais surpreendente que, como autora do processo, encontrasse o nome de Ana do Carmo Cunha Serra, denunciando o comportamento de seu marido e reivindicando a anulação do casamento, com base na brutalidade do seu comportamento desregrado, por vezes violento, devido ao inveterado vício do alcoolismo.

Quem tente avaliar o que seriam os hábitos preconceituosos, extremamente severos e censórios da população de uma vila rural, isolada no extemo fronteiriço do Alto Alentejo, em pleno séc. XIX, poderá intuir quanta coragem terá tido esta mulher para tomar tal decisão. Repare-se que esta decisão, além da censura social,  implicava  também que, no dizer do tempo, ficasse mal falada. E, devido à mentalidade da época, pior que tudo isso, seria que a sua morte e funeral não poderiam contar com a presença de um sacerdote, pois que, não sendo o divórcio aceite pela Igreja, significava a excomunhão de quem o cometesse.

A minha surpresa deu lugar a um certo orgulho: Tratava-se  da minha trisavó pelo lado paterno. Minha avó, por vezes referia com orgulho este acto da mulher de quem herdara o nome, pois também ela se chamou Ana do Carmo Serra. E eu acrescento que, além do nome, lhe herdou também o temperamento e o carácter, pois sempre foi uma mulher de uma  grande lucidez e de determinada coragem.

 

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publicado às 00:09

“No dia 25 de Maio notava-se nos habitantes da populosa vila de Campo Maior um extraordinário movimento, dirigindo-se muita gente para a rua de S. Pedro, pela qual se estendia o fio eléctrico que, saindo da estação, colocada num bonito edifício do Sr. Epifânio Lopes da Mata, seguia pela rua das Poças em direcção à muralha, depois ao convento de S. Francisco a encontrar o outro fio, indo daqui a outro ponto da muralha e em direcção a Elvas (três léguas de Campo Maior).

            Ao Sr. Director Garcia que desejava concluir a linha nesse dia 25, ao soldar-se os dois fios, às três horas e meia do dia, lhe participaram que o fio se achava quebrado ao rio Caia (a 4 Kilómetros da vila); deu logo as devidas ordens para que se reparasse a linha o mais breve possível, conseguindo que às nove horas funcionasse o telégrafo.

No dia seguinte, 26 de Maio, abriu-se ao público a estação.

 

(In, A DEMOCRACIA PACÍFICA, nº 36, Elvas, 6 de Junho de 1867)

 

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publicado às 09:23


NO ANTIGAMENTE... UMA VIAGEM EM PORTUGAL EM 1866.

por Francisco Galego, em 04.11.18

Por Hans Christian Andersen (1805-1875): escritor e poeta dinamarquês de histórias infantis, peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido. É interessante realçar o modo como o autor, homem muito viajado, comparou Espanha com Portugal.

- Vindo de Madrid, aonde chegara em 1863, viajando três noites e três dias em diligência, chegou a Mérida. Aí começava o caminho de ferro que ligava a Lisboa, pela fronteira de Elvas-Badajoz.

Acentuou bastante o aspecto miserável de Espanha comparando-o com o que depois encontrou em Portugal: “Aqui haviam chegado também, como uma brisa, as comodidades dos tempos modernos de Inglaterra, ou do restante mundo civilizado... estávamos, pois no meio da civilização.

Descreve as terras em volta, desde Lisboa até Sintra. Desenha gráfica e literariamente, o Aqueduto das Águas Livres e evoca a monstruosidade do bandido Diogo Alves (o Pancadas, nascido na Galiza em 1810 e último condenado à morte da História de Portugal, em 1841) que lançava as suas vítimas do alto para o abismo, pelos meados dos anos cinquenta do séc. XIX.

Em Lisboa, não encontrou a desorganização e a sujidade de que lhe tinham falado; isso seria coisa de há trinta anos. As casas eram bem cuidadas, as ruas largas e limpas, havendo nelas vida e movimento. Nelas circulam os cabriolés, mas também pesados carros de bois, vacas que os leiteiros ordenham na rua. As esquinas das ruas ostentavam grandes cartazes de teatro. As óperas e operetas eram apresentadas no “Circo Price”. O belo Teatro de D. Maria II, ornado de colunas, no topo de uma praça com um elegante pavimento em moisaco, era o mais frequentado. Esta praça ligava-se, pela larga Rua do Ouro, à Praça do Comércio que se abre de um lado para a margem do Tejo. O centro da cidade é rodeado por colinas. Numa praça em sítio mais alto, está a estátua de Camões que vai agora ser apeada para ser substituida por uma nova que está a ser esculpida.

Um passeio público, no meio da cidade, é longo e estreito, ladeado por árvores em flor e, à noite, é iluminado para os concertos.

Como grandes vultos da cultura portuguesa, Andersen refere: Gil Vicente, Camões, António Ferreira, Bocage, Herculano; Garrett, António Feliciano de Castilho.  

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publicado às 16:05


TERRAMOTO DE LISBOA (1755) ... Há 263 anos

por Francisco Galego, em 01.11.18

Na manhã de 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, um violento terramoto fez-se sentir com grande incidência em Lisboa, mas também em muitas outras terras, como Setúbal e no Algarve. Na capital, local onde atingiu maior intensidade - grau 9 na escala de Ritcher -, foi acompanhado por um maremoto (Tsunami) com ondas que parecem ter chegado aos 20 metros, cujo efeito chegou até às costas dos Estados Unidos da América.

O terramoto e o marenoto que varreu o Terreiro do Paço, seguidos de um gigantesco incêndio que durou 6 dias, completaram o cenário de destruição de toda a Baixa de Lisboa. Este trágico acontecimento foi tema de vasta literatura que se desenvolveu um pouco por toda a Europa e de que é exemplo o poema de Voltaire Le Désastre de Lisbonne (1756).

Lisboa já havia sentido muitos terramotos. Existem refências a oito no século XIV, cinco no século XVI - incluindo o de 1531 que destruiu 1.500 casas, e o de 1597 que destruiu três ruas. No século XVIII foram mencionados os terramotos de 1724 e 1750. Este último precisamente no dia da morte de D. João V, mas ambos de consequências menores.
Em 1755, ruíram importantes edifícios, como o Teatro da Ópera, o Palácio do duque de Cadaval, o Palácio Real e o Arquivo da Torre do Tombo, cujos documentos foram salvos, o mesmo não acontecendo com as bibliotecas dos Dominicanos e dos Franciscanos. Ao todo, terão sido destruídos cerca de 10.000 edifícios e terão morrido entre 12.000 a 15.000 pessoas, ou talvez muito mais. Estudos modernos indicam que numa cidade com 275.000 habitantes poderiam ter morrido entre 70 a 90.000 pessoas.
O sismo fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. O epicentro não é conhecido com exactidão, pois que  diversos sismólogos propõem, para sua localização, pontos distanciados, alguns por centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 km a sudoeste de Lisboa.

Com os vários desmoronamentos, os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e de cargas perdidas. Poucos minutos depois, um maremoto de grandes proporções, que actualmente se supõe ter atingido 20 metros de altura, fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo logo alastrou, tendo os incêndios durado pelo menos 5 dias.

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu, destruiu fortalezas costeiras e habitações no Algarve, registando-se ondas com cerca de 30 metros de altura. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e no norte da África. Cidades marroquinas como Fez e Meknès sofreram danos e consideráveis perdas de vida. Ainda não há muito tempo que, numa visita guiada na cidade de Salamanca, a guia que orientava a visita, chamou a atenção para uma racha numa das torres da catedral. Em Campo Maior não são conhecidos quaisquer efeitos, mas há referência a que a igreja de Ouguela terá sofrido graves danos em consequência das ondas  de choque  que ali chegaram.

Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde o norte de África - como Safim e Agadir - até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia.  Afectaram os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados. O nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar. As ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir e chegaram também a Huelva e a Ceuta.

Crê-se que, em Lisboa, de uma população de 275 mil habitantes terão morrido cerca 90 mil. Em Marrocos, cerca de 10 mil foram vitimados. Aproximadamente 85% das construções de Lisboa terão sido destruídas, incluindo palácios famosos, bibliotecas, conventos, igrejas, hospitais e muitas outras importantes estruturas. A isto juntam-se as construções que sofreram poucos danos pelo terramoto, mas que foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.

A recém construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Dentro, havia uma biblioteca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte foram perdidas, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens, e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foi destruido.

O terramoto destruiu também algumas das maiores igrejas de Lisboa, nomeadamente, a Catedral de Santa Maria, as Basílicas de São Paulo, de Santa Catarina, de São Vicente de Fora, e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo que ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade, são testemunho dessa destruição. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, que existia nesse convento, perdeu-se também.

O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos, tendo centenas de pacientes morrido queimados.

Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos. Foram arrasadas muitas importantes construções, incluindo notáveis  exemplares da arquitectura do período manuelino, em Portugal.

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FONTE: Domingos Amaral - QUANDO LISBOA TREMEU. Leya SA, 3ª ed., Alfragide, 2013

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