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Desde que os homens tiveram consciência da ciclicidade da Natureza, procuraram organizar-se sistematizando a forma de preverem e anteciparem as diversas etapas que decorrem no devir a que  chamamos o tempo.

Embora se tratasse de analisar e ordenar uma mesma realidade, foram muito diversas as soluções a que as diversas civilizações foram chegando. Aos sistemas de organização do tempo chamamos os calendários, compostos de horas, dias, semanas, meses, estações, anos ...

No império romano usava-se o "calendário juliano" implantado por Júlio César (100–44 a.C.), que foi adoptado na Europa, até que, em sua substituição, foi  promulgado pelo Papa Gregório XIII (1572–1585), a 24 de Fevereiro do ano 1582, pela bula Inter gravissimas o “calendário gregoriano”. Com a expansão da nossa civilização, dita ocidental e cristã,  expandiu-se pelas diversas regiões do mundo, embora algumas civilizações mantenham, nas celebrações do Novo Ano, ritualidades que remontam às suas tradições religiosas.

No nosso calendário dito “gregoriano”, a celebração do “Ano Novo”, no dia 1º de Janeiro, tem origem num decreto do imperador romano Júlio César publicado no ano 46 A.C. e coincide com o dia que os romanos consagravam a “Janus”, o deus de duas faces contrapostas, simbolizando o princípio e o fim de todas as coisas. Dele derivou o nome de  Janeiro. Trava-se de uma divindade romana de duas faces, uma olhando para o que acabava e outra para o que ia começar, que deu o nome ao mês primeiro do ano (Januarius) porque com ele acabava o ano que findava e começava um Novo Ano.

Mas, a uniformização desta celebração do Ano Novo, só muito mais tarde se verificou, pois que, na Idade Média, em diversos países, outros dias, como o 1 de Março, o 25 de Março, o 1 de Setembro, o 25 de Dezembro, foram considerados início do ano civil. Na Inglaterra e nos seus domínios coloniais, até meados do século XVIII, o ano novo começava em 25 de Março.

Entendido como um recomeço, tendeu a ser celebrado como o reinício, ou a nova etapa, no decurso contínuo das nossas existências.

 

POR ISSO, CUMPRINDO A TRADIÇÃO, AQUI FICAM OS VOTOS DE

 

FELIZ ANO NOVO

 

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