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VOTOS DE NOVO ANO...

por Francisco Galego, em 29.12.17

Perguntando a mim próprio que desejos entendo dever formular para o início do Novo Ano, vejo-me confrontado com algo a que não sei como responder.

Com toda a franqueza, confesso que sou pouco de desejos e muito mais dado aos constrangimentos que me provocam os sofrimentos, as angústias e as tremendas carências que rodeiam o nosso viver social.

Como entendo que isso depende muito mais das circunstâncias ditadas pelas acções individuais do que pelo acaso, embora sem grande esperança, vou formular o desejo de que haja mais descernimento, mais consciência, mais atenção e mais empenho em remediar e evitar agravamentos, para que se torne mais fácil e menos triste a vida nas comunidades em que nos inserimos.

Pareceu-me utópico desejar mais e que seria cínico desejar menos do que isto.

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publicado às 17:25


COMO MANTER A ESPERANÇA?

por Francisco Galego, em 26.12.17

Começamos a despedirmo-nos deste ano de 2017 que, por múltiplas razões, não nos deixa grande saudade: incêndios; falta de água; atitudes  abaixo de qualquer razão, denotando uma chocante insensiblidade social e política dos que da política têm apenas a crença de que tudo se limita a tudo recorrer para alcançar e deter o poder, para deleite da sua vaidade e satisfação da sua desmedida ambição.

E esta natureza madrasta, com a persistência da calamidade desta seca que ainda mais acentua a acção obtusa e cega das acções humanas?...

Neste “Novo Ano”, precisamos de “Novas Oportunidades” que ponham fim às nossas angústias e apreensões.

Resta-nos perseverar na manutenção de uma esperança que sirva de base a um  recomeço, pois, assim como está, está cada vez mais difícil.

Se é certo que, atrás dos tempos, tempos vêm, que venham melhores tempos que, para estes, já vamos tendo – e, cada vez mais, – menos paciência...

Mantenhamos a esperança de que o bom trabalho realizado pelos que agem de forma politicamente acertada, consiga inspirar a todos a vontade de  proceder de forma justa para bem da comunidade e, não apenas para o benefício de alguns. Mais de que um desejo, isto é a expressão da minha sincera esperança. Que o verdadeiro espírito de Natal, os tenha inspirado  como bom exemplo de verdadeira solidariedade social.

 

Com os meus votos de BOM ANO NOVO

 

 

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publicado às 10:51


POR SER NATAL !!!...

por Francisco Galego, em 24.12.17

FAÇAMOS AQUI UMA PAUSA,

DESEJANDO

ÀQUELES QUE VISITAM ESTES

"RETALHOS DA HISTÓRIA DE CAMPO MAIOR"

                       

QUE PASSEM ESTA SIGNIFICATIVA ÉPOCA

                - NATAL E  ANO NOVO -

NA INTIMIDADE,

NA PAZ,

NA CONCÓRDIA,

NA TRANQUILIDADE,

E NA COMUNIDADE DE AFECTOS

QUE DEVEM EXISTIR

EM TODAS AS FAMÍLIAS

      

  FELIZ NATAL    

BOM ANO NOVO

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publicado às 00:06


POEMAS DE NATAL (4)

por Francisco Galego, em 22.12.17

Loa

É nesta mesma lareira,
E aquecido ao mesmo lume,
Que confesso a minha inveja
De mortal
Sem remissão
Por esse dom natural,
Ou divina condição,
De renascer cada ano,
Nu, inocente e humano
Como a fé te imaginou,
Menino Jesus igual
Ao do Natal
Que passou.


Miguel Torga, in 'Diários'

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publicado às 00:01


POEMAS DE NATAL (3)

por Francisco Galego, em 20.12.17

Nascença Eterna

Nascença Eterna,
Nasce mais uma vez!
Refaz a humílima Caverna
Que nunca se desfez.

Distância Transcendente,
Chega-te, uma vez mais,
Tão perto que te aqueças, como a gente,
No bafo dos obscuros animais.

Os que te dizem não,
Os épicos do absurdo,
Que afirmarão, na sua negação,
Senão seu olho cego, ouvido surdo?

Infelizes supremos,
Com seu fracasso alcançam nomeada,
E contentes se atiram aos extremos
Do seu nada.

Na nossa ambiguidade,
Somos piores, nós, talvez,
E uns e outros só vemos a verdade
Que, Verdade de Sempre!, tu nos dês.

Se nada tem sentido sem a fé
No seu sentido, Sol que não te apagas,
Rompe mais uma vez na noite, que não é
Senão o dia de outras plagas.

Perpétua Luz, Contínua Oferta
A nossa escuridade interna,
Abre-te, Porta sempre aberta,
Mais uma vez, na humílima Caverna.

José Régio, in 'Obra Completa'

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publicado às 00:08


POEMAS DE NATAL (2)

por Francisco Galego, em 17.12.17

Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas mãos nos meus dedos tão frios?
Acende-se de novo o Presépio nas almas.
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.

David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'

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publicado às 00:05


POEMAS DE NATAL (1)

por Francisco Galego, em 14.12.17

Natal

Mais uma vez, cá vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, — do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos — não uma vez, mas cada —
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob escárnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infame.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.

Os que em leilão a arrematamos
Como sagrada peça única,
Somos os que jogamos,
Para comércio, a tua túnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,
Aquecer-nos ao lume
Que do teu frio e solidão nos dês.

Como é que ainda tens a infinita paciência
De voltar, — e te esqueces
De que a nossa indigência
Recusa Tudo que lhe ofereces?

Mas, se um ano tu deixas de nascer,
Se de vez se nos cala a tua voz,
Se enfim por nós desistes de morrer,
Jesus recém-nascido!, o que será de nós?!

José Régio, in 'Obra Completa'

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publicado às 00:03


CRÓNICA DO NOSSO “ENCANTAMENTO”...

por Francisco Galego, em 11.12.17

 

ESCREVER SEMPRE TAMBÉM CANSA

E A VIDA É TÃO IGUAL

QUE PARA PARECER DIFERENTE

RECORREMOS AO NATAL

 

DEPOIS VEM O ANO NOVO

E PODEMOS PÔR O POVO

A CRER QUE SERÁ DIFERENTE

A VIDA DE TODA GENTE

 

MAS DEIXEMOS A ILUSÃO

TUDO IRÁ CONTINUAR

E ... COM OU SEM SATISFAÇÃO

TEREMOS QUE AGUENTAR

 

 

NOTA:

Mais uma vez manifesto a minha total adesão à  denúncia que o Papa Francisco faz da hipocrisia de muitas das acções que rodeiam a celebração do Natal.

É que o Natal, além do seu profundo significado religioso, constitui para nós um marco civilizacional.

A civilização em que nos integramos designa-se como europeia pelas suas origens e cristã pelo modelo de humanismo de que se reveste e como base essencial da nossa maneira de concebermos a vida em sociedade.

Além disso,  o nascimento de Cristo é o ponto de referência a partir do qual fazemos a datação histórica do tempo: A.C.= Antes de Cristo; D.C.=Depois de Cristo.

 

ASSIM SENDO, FAÇAMOS UMA PAUSA , DESEJANDO A TODOS

 

BOM NATAL

 

 

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publicado às 00:06


DA ALDEIA DE DEGOLADOS...

por Francisco Galego, em 07.12.17

Os dados documentais conhecidos apotam, para uma época não muito remota, a formação da população a que foi atribuido o nome de Degolados.

Há bastantes vestígios de ocupação na época romana, nomeadamente os restos de um troço da rede viária que ligava Lisboa a Mérida, passando por  Santarém, Ponte de Sor, Alter Pedroso, Assumar, Arronches,  Ad Septem Aras (no sítio da actual Ermida de S. Pedro, em Campo Maior) e Enxara (próximo de Ouguela); há também alguns vestígios do povoamento romano que se fazia com as  villae que deram, séculos depois, origem aos montes e respectivas herdades.

Um dos índícios da tardia constituição de uma povoação neste local é a total ausência de vestígios de estruturas defensivas em volta da aldeia, situação difícil de entender em tempos mais recuados, sobretudo numa região de fronteira que foi tão fustigada pela Guerra da Restaução da Independência (1640-1668).

Um dos documentos mais antigos que se conhecem é uma “carta de doação” de 1225 que, sem dar nota da existência de qualquer povoação, refere existir nesta localização, um “arroyo que disen dos Degolados”.

Dois documentos da 1ª metade do séc. XVI fazem referência a esta localização: num testamento de 1538, trata-se de “uma herdade do termo de Arronches que se chama da Contenda e dos Degolados” e uma procuração de 1557 destina-se a “demandar os lavradores da herdade dos Degolados, situada no concelho de Arronches”.

Alguns dos mais antigos documentos, são registos de baptismo da segunda metade do século XVII e dão testemunho de que já estava formada a Freguesia de Nª Sª da Graça dos Degolados, embora não estivesse ainda provida de prior próprio e estando em ruína a sua igreja, situação que é referida também em registos de óbito de 1712 e 1717 nos quais consta que  os enterramentos eram efectuados nas freguesias vizinhas por a igreja de Degolados “não estar ainda consertada”.

Só a partir do séc. XVIII começou a verificar-se um desenvolvimento mais contínuo, devido à extensão das culturas cerealíferas que atraíam mão de obra vinda de outras povoações para trabalhar nas grandes herdades que cercavam a aldeia.

Na “Memória Paroquial da freguesia de Nossa Senhora dos Degolados, comarca de Portalegre” [ANTT, Memórias Paroquiais, vol. 13, nº 9, pp. 55 a 56], refere-se que:

- Em 1758 existiam 42 habitações e a povoação resumia-se ainda ao agregado de casas a oeste da Igreja.

- O Terramoto do ano de 1755 não causou ruína notável, mais que algumas rachas nas paredes da Igreja e telhados e está tudo reparado.

Em 1798, o censo de Pina Manique indicava já 61 fogos, cerca de 250 habitantes, na povoação de Degolados.

Em 5 de Abril de 1803 a Igreja de Nª Sª da Graça dos Degolados recebeu, por Breve do Papa Pio VII, o privilégio de na sua igreja se poder celebrar missa.  

O início do século XIX não foi favorável para o desenvolvimento da freguesia por causa da Guerra Peninsular (1808-1814). Parte da população teve de refugiar-se nas povoações amuralhadas mais próximas para escapar à destruição provocada pelos exércitos constituidos por espanhóis e franceses.

No ano de  1825, a igreja local foi reparada.

A partir de 1825, o povoado começou a estender-se para a parte leste da igreja. Começou a nascer a chamada Aldeia Nova, nova área urbana nos terrenos que ficavam entre a igreja e a actual Estrada Nacional.

 A freguesia de Degolados foi primeiramente integrada no concelho de Arronches. Só mudou para o concelho de Campo Maior a 6 de Dezembro de 1926.

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publicado às 08:43


SOBRE O EXTINTO CONCELHO DE OUGUELA...

por Francisco Galego, em 05.12.17

 

HÁ MAIS DE DOIS SÉCULOS E MEIO...

Por aviso de 18 de Janeiro de 1758, o Secretário de Estado dos Negócios do Reino, Sebastião José de Carvalho e Melo (que, por Decreto do rei D. José I de Portugal, de 16 de Setembro de 1769, foi instituído no título de Marquês de Pombal), fez remeter, através dos principais prelados, e para todos os párocos do reino, os interrogatórios sobre as suas paróquias e as respectivas povoações, pedindo as suas descrições geográficas, demográficas, históricas, económicas, e administrativas, bem como os estragos provocados pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755. As respostas deveriam ser remetidas à Secretaria de Estado dos Negócios do Reino.

 

Trancrevem-se seguidamente algumas das informações mais relevantes contidas na Memória Paroquial da freguesia de Ouguela, comarca de Elvas, 1758. In, [ANTT, Memórias Paroquiais, vol. 26, nº 47, pp. 371 a 374]

- Fica esta Vila de Ouguela na Provincia do Alentejo, pertencendo, ao Bispado e Comarca da cidade de Elvas, o termo e a freguesia da dita Vila.

- Tem esta vila 52 vizinhos, sendo os moradores, 70 do sexo  masculino e 66 do sexo feminino.

- O seu termo tem légua e meia de comprimento e uma de largura no qual existem 12 vizinhos.

- A Paróquia está dentro da vila; o pároco é Prior e na Igreja há mais um cura; o seu orago é a Senhora da Graça; tem três altares (o Altar-mór, o de N.ª S.ª do Rosário, e o de N.ª S.rª da Conceição); tem quatro irmandades (a do Santíssimo Sacramento, a da Senhora do Rosário,  a das Almas e a da Misericórdia).

- Esta vila tem Casa de Misericórdia a qual teve a sua origem por um testador lhe ter deixado umas terras, que rendem um moio de trigo todos os anos para a cura dos pobres.

- Esta vila tem três ermidas no seu termo que pertencem à paróquia da dita Vila (a do S.r Salvador do Mundo; a da S.ª da Enxara, e a de S.Pedro).

- A maior abundância de frutos que colhem os moradores desta vila, são trigo e vinho.

- Esta vila tem Juiz Ordinário e Câmara, mas não tem correio; serve-se do da cidade de Elvas que dista desta, quatro léguas; de Lisboa, capital do reino, dista trinta e quatro léguas.

- Esta vila está situada num outeiro e dela se avista a Vila de Albuquerque, do Reino de Castella, de que dista duas léguas.

- Esta vila tem o privilégio de nela não se fazerem soldados.

-  Próximo desta vila há uma  fonte que tem duas singulares propriedades: a de que  todos os animaes criados noutra água que nela se lhe lancem, morrem;  a outra é que não coze carne nem legumes como as outras águas.

- Esta vila é praça-de-armas e lugar de moradas mas os seus  muros acham-se  muito danificados e neles há cinco torres que padeceram de grande ruina no terremoto de 1755, principalmente a torre da Igreja que veio a maior parte dela abaixo e algumas casas da dita Villa e tudo está ainda por reparar, e  não há mais coisa alguma digna de memória.

- Perto desta vila há um outeiro que se chama a Serra de Sam Pedro que é de muito pequeno comprimento e largura.

- O clima desta terra é, no Inverno, muito intemperado por cruzados ventos do Norte, e no Verão muito cálida por causa dos ventos do Sul.

- No termo desta Villa há criações de todo o género de gados.

- Passa proximo a esta Villa o rio Xévora que tem o seu nascimento ao pé da Serra de São Mamede, corre pelas penedias do Monte do Sete e passa junto à Igreja de São Jullião e de um lugar de vinte cinco casas, a que chamam Severa, do qual o rio tomou o nome. Este rio nasce logo caudoloso, e corre todo o ano.Há um outro que entra neste rio, junto a esta Villa, a que chamam Abrillongo que nasce no Reino de Castela.

- O rio Xévora tem sete léguas de comprimento, tem açudes e muito moinhos.

- Na parte de cima destes rios, criam-se muitas trutas por serem muito frias as suas águas. Há neles pescarias durante todo o ano e essas pescarias são livres. Mais para baixo, só se cria o peixe ordinário que há nas outras ribeiras do Alentejo por serem terras cálidas.

- O rio Xévora junta-se mais abaixo com o rio Bótoa e juntos entram no Guadiana, à vista de Badajoz.

 

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