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NOTÍCIAS DE CAMPO MAIOR

por Francisco Galego, em 30.10.17

 

Um outro grupo de jovens, quase todos ligados a famílias de grandes proprietários agrícolas, alguns com cursos superiores, tomaram o encargo de fazer sair o jornal, O Campomaiorense, começando assim a 2ª fase da sua publicação que iria durar de 1924 a 1927. Este grupo agia sob a liderança do Dr. Francisco Telo da Gama, personalidade que, durante muito tempo, marcou profundamente a vida de Campo Maior, na chefia do município, como governador civil do distrito e como membro do governo.

            A partir de certa altura, a colagem do jornal a tendências políticas que pugnavam por soluções políticas de carácter autoritário, levou o antigo grupo fundador a reagir criando um outro jornal, o – Notícias de Campo Maior – ficando assim a vila com dois jornais no período de 1926 a 1928.

Depois, seguiu-se a Ditadura Militar que resultou da vitória do golpe levado a efeito por militares em 28 de Maio de 1926. A acção inibidora da censura, a suspensão das liberdades democráticas e a saída de Campo Maior de João Ruivo, ditaram o encerramento do Notícias de Campo Maior a partir 1 de Junho de 1929.

            O Campomaiorense que já tinha suspendido a sua publicação em 14 de Abril de 1927, voltaria a publicar-se no período de 1933 a 1935, então já com um total alinhamento com o Estado Novo e com a ideologia salazarista.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:13


DA FAMA E DO TEMPO ...

por Francisco Galego, em 28.10.17

 Nada é mais instável do que a fama. O que agora parece estar acima de tudo, não tarda a cair no esquecimento. E, por vezes, o que parecia destinado a cair no esquecimento, acaba por perdurar ao longo do tempo. A fama tende a ser passageira, porque é efémera e o julgamento do presente raramente lhe garante a permanência no futuro.

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publicado às 11:53


O CAMPOMAIORENSE

por Francisco Galego, em 25.10.17

O Campomaiorense foi o primeiro jornal que Campo Maior teve. Este projecto, como sucede com quase todos os empreendimentos humanos, fez-se sob a liderança de um homem que marcou profundamente a vida de Campo Maior durante os anos vinte do século passado. Chamava-se João Ruivo. Era filho de um mestre-de-obras que deixou algumas construções notáveis na vila, como o Lagar União já desaparecido e o Bairro Operário. João Ruivo que tinha combatido como voluntário na 1ª Grande Guerra, exerceu funções importantes como funcionário da câmara municipal, onde chegou a chefiar os serviços administrativos e a ocupar por algum tempo o cargo de administrador do concelho. Autodidacta inteligente e aplicado conseguiu adquirir uma sólida cultura. Foi correspondente de vários jornais de Lisboa, entre eles “O Século” e “O Diário de Notícias”, colaborou em vários jornais regionais como: “Brados do Alentejo” de Estremoz; “Montes Claros” de Borba; “Democracia do Sul” e “Notícias D’ Évora”; “A Fronteira” e “Linhas de Elvas”.

 

 

 

 

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publicado às 00:15


EU PENSO QUE ...

por Francisco Galego, em 23.10.17

As atitudes destemperadas e de orgulho de certas pessoas, são manifestações dos piores sentimentos humanos e levam a comportamentos que são causa da maioria dos conflitos que perturbam as nossas vidas.

Se ponderarmos bem, é na coerência e na razoabilidade dos comportamentos que cada um de nós assume que consiste o funcionamento das comunidades em que nos inserimos. Cada um de nós determina o comportamento do agregado social em que vive, pelo exemplo que dá com a sua atitude e com a clara intenção que manifesta. Ou seja, a nossa vida social é determinada pelo comportamento de cada um dos elementos que interagem no contexto social em que nos integramos.  

Por isso, adoptar uma atitude de conciliação pacifista é sempre a maneira mais inteligente de agir. É muito mais pela transigência e pela conciliação do que pela confrontação. que garantimos a paz, a liberdade e a tranquilidade das nossas vidas e das nossas consciências.

 

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publicado às 00:08


EU PENSO QUE ...

por Francisco Galego, em 23.10.17

As atitudes destemperadas e de orgulho de certas pessoas são manifestações dos piores sentimentos humanos e levam a comportamentos que são causa da maioria dos conflitos que perturbam as nossas vidas.

 

Se ponderarmos bem, é na coerência e na razoabilidade dos comportamentos que cada um de nós assume que consiste o funcionamento das comunidades em que nos inserimos. Cada um de nós determina o comportamento do agregado social em que vive, pelo exemplo que dá com a sua atitude e com a clara intenção que manifesta. Ou seja, a nossa vida social é determinada pelo comportamento de cada um dos elementos que interagem no contexto social em que nos integramos.  

 

Por isso, adoptar uma atitude de conciliação pacifista é sempre a maneira mais inteligente de agir. É muito mais pela transigência e pela conciliação do que pela confrontação. que garantimos a paz, a liberdade e a tranquilidade das nossas vidas e das nossas consciências.

 

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publicado às 00:02


TENTANDO ESCLARECER-ME...

por Francisco Galego, em 20.10.17

Seres que, por excelência da sua natureza, deviam ser racionais, alguns homens escolhem o domínio da politica para manisfestarem os níveis da mais evidente e mais forte irracionalidade.

Se a acção politica se foca essencialmente em, no exercicio do poder, procurar em nome da comunidade, encontrar as soluções mais adequadas para a resolução dos seus problemas, então essa acção politica deve ser feita de forma distanciada, desprovida de paixões e de tendências, tomando em consideração os recursos disponíveis, as circunstâncias e as oportunidades para escolher as soluções possíveis, se se verificar que é irrealizável o que seria mais desejável.

Embora tal possa parecer, isto não exclui a dimensão ética da acção política, condição fundamental de todas as acções humanas. Mas, condenar por ter sido feito aquilo que era possível e não aquilo que desejámos, não é atitude justa, nem moralmente aceitável.

Mas, claro que nada disto fará sentido para aqueles que entendem a política apenas como o meio de alcançarem o poder, a fim de atingirem objectivos que têm a ver com outras ambições.

Parafraseando Nicolau Maquiavel: "Os ambiciosos usam todos os meios para alcançarem o poder e recorrem a todas as formas de nele se perpetuarem". 

Sejamos lúcidos e honestos:

A politica entendida com seridade e com esclarecida razão é, quase sempre, a realização do possível, porque muito raramente é possível fazer o que seria mais desejável.

Perante esta realidade, que podemos ou devemos nós fazer?

Podemos ou devemos seguir uma destas duas perspectivas antagónicas:

  - Tudo fazer para "subirmos" na vida;

  - Prevenirmo-nos para não sermos ludibriados pelos que a tudo recorrem

para subirem na vida.

 

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publicado às 19:16


A HISTÓRIA DAS PEQUENAS COISAS ...

por Francisco Galego, em 19.10.17

TELEFONES EXISTENTES EM CAMPO MAIOR, SEGUNDO A “LISTA DE ASSINANTES” DA “REDE TELEFÓNICA NACIONAL – PORTUGAL”, Nº 12 – MARÇO DE 1944.

Estes eram, portanto, os 29 telefones que existiam neste Concelho de Campo Maior, há 73 anos, sendo cerca de metade de privados, cerca de um terço de estabelecimentos comerciais e cerca de um quarto de serviços públicos:        

Tel. nº 1 - Estação dos Correios 

Tel. nº 2 - Grémio Campomaiorense                                                              

Tel. nº 4 - Câmara Municipal

Tel. nº 6 - Dr. Francisco da Silva Telo da Gama

Tel. nº 7 - João Camilo Meira

Tel. nº 9 - Marciano David Alves

Tel. nº 11 - Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Tel. nº 15 - Fernando da Silva Dias

Tel. nº 16 - João Martins Leitão

Tel. nº 17 - Estêvão Bastos Caldeirão  

Tel. nº 18 - Câmara Municipal   

Tel. nº 19 - Mateus Ribeiro Caraças     

Tel. nº 21 - David Fonseca Caraças 

Tel. nº 22 - Adelaide Celeste Alves 

Tel. nº 23 - Luís de Sousa Telo da Gama

Tel. nº 24 - Dr. João António Carreiras

Tel. nº 25 - João Rodrigues Lavadinho Júnior

Tel. nº 26 - José Joaquim Estrêla da Mata

Tel. nº 27 - Mauro das Dores Alves 

Tel. nº 28 - Casa do Povo

Tel. nº 30 - Diogo Mexia Caiola Júnior

Tel. nº 31 - Gabinete do Chefe dos Correios, Telégrafos e Telefones

Tel. nº 33 - João de jesus Santos Machado. Q.ta de S. Pedro

Tel. nº 34 - José Serafim da Conceição, L.da

Tel. nº 35 - João Carlos Gonçalves Gama                  

Tel. nº 37 - Domingos José Anastácio

Tel. nº 39 - Francisco da Silva Corado Júnior

Tel. nº 41 - Joaquim Furtado Cipriano

Tel. nº 42 - Agnelo Regala Minas Mocinha                                     

 

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publicado às 21:03


CAMPO MAIOR – A ESTAÇÃO TELEGRÁFICA

por Francisco Galego, em 15.10.17

“No dia 25 de Maio notava-se nos habitantes da populosa vila de Campo Maior um extraordinário movimento, dirigindo-se muita gente para a rua de S. Pedro, pela qual se estendia o fio eléctrico que, saindo da estação, colocada num bonito edifício do Sr. Epifânio Lopes da Mata, seguia pela rua das Poças em direcção à muralha, depois ao convento de S. Francisco a encontrar o outro fio, indo daqui a outro ponto da muralha e em direcção a Elvas (três léguas de Campo Maior).

            Ao Sr. Director Garcia que desejava concluir a linha nesse dia 25, ao soldar-se os dois fios, às três horas e meia do dia, lhe participaram que o fio se achava quebrado ao rio Caia (a 4 Kilómetros da vila); deu logo as devidas ordens para que se reparasse a linha o mais breve possível, conseguindo que às nove horas funcionasse o telégrafo.

No dia seguinte, 26 de Maio, abriu-se ao público a estação. Terá, portando, sido há 150 anos que Campo Maior ficou ligado ao exterior por um meio de comunicação directa à distância.  

 

(In, A Deocracia pacífica, Nº 36, Elvas, 6/6/1867

 

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publicado às 00:03


A URGENTE NECESSIDADE DE COMUNICAÇÕES

por Francisco Galego, em 11.10.17

Correspondência

“Sr.s redactores -  A câmara municipal da vila de Campo Maior, a que tenho a honra de presidir, elevou há meses um representação ao governo de sua majestade na qual pedia a construção de um ramal de estrada que ligue esta importante vila com a estação de caminho-de-ferro, na aldeia de S. Eulália. Igual pedido entendeu dever também fazer à câmara dos Sr.s deputados. A representação dirigida ao governo subiu logo ao ministro das obras públicas que acerca dela mandou logo informar o Sr. director neste distrito. Quanto à outra representação, como o representante deste círculo se achava, a esse tempo, ausente do parlamento, razão porque a câmara não lha podia enviar, encarregou um cavalheiro em Lisboa de fazê-la apresentar na câmara electiva por qualquer Sr. deputado. Foi pois o Sr. Casal Ribeiro o encarregado de tal representação… sem que aqui caiba qualquer manejo eleitoral…”

Campo Maior, 29 de Maio de 1863

O presidente da câmara

José Joaquim da Silva Pereira

(In, A Voz do Alemtejo, Nº 243, Elvas, 4ª – feira, 3/6/1863

 

Carta ao senhor ministro das obras públicas  (J. Dubraz)

            (…) Da urbanidade de V. Ex.ª tenho eu gratas recordações. Da solicitude de V. Ex.ª pelas coisas públicas, todos os portugueses podem dar testemunho.

Entre Elvas e Campo Maior Há anos se constrói uma estrada ordinária, cuja conveniência é incontestavelmente reconhecida.

O segundo lanço dessa estrada, desde o Caia ao alto das Espadas, foi construído por arrematação e abandonado pelo empreiteiro antes da sua conclusão. Já corre para dois anos que tal facto teve lugar e parece que as questões emergentes desse acontecimento, previsto por todos, não têm sido resolvidas até ao presente.

Eu não sei, Sr. Ministro, se há motivos ponderosos que justifiquem a demora que tem havido em resolver este negócio. Mas sei que o lanço em questão não está viável e que a estrada em questão diminui de superfície todos os dias, pelo completo abandono que existe e que importantes obras de arte ameaçam próxima ruína, que os precipícios, barrancos e rupturas, feitos pelas águas e pelo atrito dos carros, põem em perigo a vida dos transeuntes. Que quanto mais se demorar uma resolução qualquer, maior dispêndio resultará à fazenda pública. Finamente que, se chegar o Inverno sem que a dita estrada tenha sido consertada, ou antes renovada, a comunicação de Campo Maior com a via-férrea da fronteira e com muitas povoações importantes, ficará interrompida com graves prejuízos locais. (…)

            Campo Maior, 8 de Julho de 1864

(In, A Voz do Alemtejo, Nº 358, Elvas, 10/7/1864)

 

 

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publicado às 00:02


TENTANDO ENTENDER A VIDA...

por Francisco Galego, em 08.10.17

Cumpridos que estão 76 anos de vida, vão-se acentuando as consequências do envelhecimento.

Manda o bom-senso que, sem lamentos, nem dramatismo, se reconheça e aceite que, assim é, porque assim tinha de ser.

Há que estarmos atentos para que vamos adequando as acções e os comportamentos, às progressivas reduções das capacidades e das competências que, por natureza das coisas, irão acontecendo.

 

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publicado às 12:08

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