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Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
Pensei retribuir um a um, os amáveis cumprimentos.
Naturalmente, percebi que me iria repetir...
Por isso, aceitem as minhas desculpas, e o meu reconhecimento, expresso assim, a todos os que me quiseram manifestar o seu afecto e atenção, em mais um passo dado no meu caminhar, nesta viagem que é a nossa vida. OBRIGADO A TODOS.
Permitam que recorde os amáveis versos que sei de cor desde menino:
Dia de Anos
Com que então caiu na asneira
De fazer na terça-feira
Setenta e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse…
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado…
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!
Com a devida vénia ao poema
de JOÃO DE DEUS
Sossega, meu coração!
Sim, é hoje o dia.
Mas para quê
Tanta aflição?
Eu já não faço anos.
Limito-me a durar.
Somando anos, meses,
E os dias a passar.
Sou velho
Porque assim tem de ser.
E sinto-me com sorte,
Por assim acontecer.
Não há pesar
Não há mais nada
Nem sinto raiva.
Apenas alguma glória
Por tanto passado
Acumulado na memória.
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