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COMPARANDO...

por Francisco Galego, em 30.10.15

Nasci numa vila alentejana no início da última década da primeira metade do Século XX, em plena Grande Guerra de 1939-1945.

O mundo da minha meninice era um mundo essencialmente rural e de grandes clivagens sócio-económicas. A população vivia, na sua quase totalidade, da agricultura e ocupada no trabalho dos campos.

A vila, embora tivesse rompido, em vários sítios, a cerca de muralhas a que a constrangera a sua função de praça de guerra, pouco ia além da actual Avenida. A Fonte das Negras, a Fonte da Abertura e a chamada Fonte Nova, ficavam já bastante fora do perímetro urbano e serviam principalmente para nelas matarem a sede os animais que puxavam os meios de trabalho e de transporte. As fontes da vila, hoje paradas, eram locais de convívio forçado, pois elas garantiam  boa parte da água que a vila consumia. Todos se conheciam e sobre cada um de nós, todos tinham a referência exacta das famílias a que pertencíamos.

            Por toda a vila as carroças e os apetrechos da agricultura eram uma presença constante. As carroças puxadas por burros ou por muares começavam a soar de manhã bem cedo, ao saírem para os campos. Os automóveis contavam-se pelos dedos de uma só mão. Tractores, debulhadoras e outras máquinas agrícolas começaram a chegar já eu estava no fim da escola primária. Os candeeiros a petróleo eram a única fonte de luz da maior parte das casas. A electricidade era de fraca qualidade e muito atreita a avarias que deixavam a vila na mais negra escuridão durante dias seguidos; por vezes, semanas.

            Não falo de tudo isto com saudosismo. É uma tolice e uma grande hipocrisia falar dos “velhos tempos” como se dos bons tempos se tratasse. Os bons tempos são os do presente e os melhores tempos serão provavelmente os do futuro que ainda estão para vir.

            Por gosto e por vocação fiz do estudo e do ensino da História o meu modo de vida. Mas o conhecimento da História não fez de mim um saudosista. Não choro o tempo que passou, nem exalto as “virtudes” perdidas da vida passada. Poderei  ter apenas pena de já não poder viver o tempo que há-de vir, pois tenho a convicção que ele será melhor do que o tempo que agora vivo. Parece-me ser esta a melhor e a mais atilada maneira de entender as coisas importantes da vida.

            Claro que é importante compreender o passado, pois o seu conhecimento ajuda-nos a entender, como e porquê, as coisas evoluíram num certo sentido. Mas a contemplação do passado não deve produzir o entendimento mórbido que não nos deixe apreciar o lado bom da vida que nos cabe viver.

            Todas as épocas tiveram os seus problemas e, em todas elas, isso foi motivo para alguns fazerem o choradinho de que “no meu tempo é que era bom”. O melhor e maior castigo que se lhes podia dar era fazê-los voltar a viver nesse tempo que só era bom porque é um tempo que já passou.

            Por muito que, por vezes, nos pareça que não, o mundo vai evoluindo no sentido do seu progressivo aperfeiçoamento. Acontece, porém que, para que as coisas mudem, tenham que acontecer tempos de rutura que geram períodos de graves crises.

            Tenho consciência dos problemas que, neste momento, preocupam e atormentam os meus filhos, pelas dificuldades que vivem e, sobretudo, as dificuldades que vêem os outros viverem. Mas, se nos pomos a comparar as minhas recordações com as suas vivências, acabamos por chegar à conclusão de que, talvez  haja, hoje, coisas  que, de facto, são muito más, quase tão más, como eram nas do tempo da minha infância, pois foi um tempo em que tive de conviver com coisas penosas de aceitar e, sobretudo, difíceis de esquecer.

            Mas é voz do povo que atrás do tempo, tempos vêm. Ou seja, numa linguagem mais directa: “O mais eficaz acelerador do progresso é o próprio progresso”. E, nos tempos da minha infância, esse acelerador funcionava tão lentamente que mais parecia que se recuava no tempo.

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publicado às 08:50


TEMPOS IDOS...

por Francisco Galego, em 25.10.15

Saí de Campo Maior, com treze anos de idade para proseguir os estudos no Liceu Nacional de Évora. Naquele tempo e com aquela idade senti-me desenraizado e isso não foi nada fácil de suportar.

Coube-nos um professor de Português que, talvez por ser muito jovem e inexperiente, tentou criar pontes afectivas com os elementos da turma. Incitou-nos a começarmos a ler o nosso compêndio, buscando textos de prosa ou de poesia, de que tivessemos gostado e que fossemos apresentando à turma para serem analisados.

Chegou a minha vez de ler o texto que escolhera. Tratava-se de uma poesia que me tocou muito por me encontrar tão afastado daqueles que mais atenção sempre me tinham dedicado: Os mais idosos da família. Eu tinha, ainda vivos, duas bisavós, duas avós e dois avôs.

Devo ter lido o poema com grande sentimento, pois, acabada a recitação que fizera, a turma muito aplaudiu e o professor foi pródigo no elogio que me dispensou.

Aconteceu que agora, ao fazer uma busca de outro assunto, descobri esse texto do qual, nem sequer conhecia o nome do autor. Ao lê-lo não pude deixar de perceber o abismo que vai da minha adolescência para o que pensa, vive e aprecia a juventude actual.

Como dizia Camões: “Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Todo o mundo é composto de mudança tomando sempre novas qualidades.”        

Trasncrevo o humilde poema, como prova disto que acabo de escrever:

 

CANÇÃO DA VELHICE

 

Corri o mundo; aprendi
O saber dos desenganos…
Só então compreendi
O quanto valem os anos.

Fui semeando ilusões
Da vida pelo caminho;
Quando voltei a colhê-las,
Achei-me pobre e sozinho.

Fez o tempo na minh’alma
Uma nova sementeira:
Semeou a experiência
Com mão segura e certeira.

Dizem que os livros encerram
Muita luz, muita lição;
Mas nenhuma como aquela
Que só os anos nos dão!

A vida é um livro aberto
Que toda a gente anda a ler;
Até a morte chegar
Sempre há muito que aprender.

A mocidade soletra,
Os homens lêem melhor.
Os velhos, esses já quase
Sabem o livro de cor.

Andei muito pela vida…
Agora vou descansar

À beira deste caminho
A ver os outros passar.

E a mocidade iludida,
A correr, passa por mim…
Se eu te dissesse o que sei
Já não corrias assim!

Armando César Côrtes-Rodrigues (1891 —1971), no livro, ”Em Louvor da Humildade”.

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publicado às 13:33


LUATY BEIRÃO

por Francisco Galego, em 22.10.15

Quem é este músico, rapper, luso-angolano, de 33 anos?

Bastava-lhe ter sido o que o nascimento lhe propiciou: Filho de um político importante; tendo frequentado as melhores escolas em Londres; tendo via aberta para brilhante e fácil carreira, em qualquer domínio que tivesse escolhido.

Por opção, abraçou a defesa de causas que agora o colocam em perigo de morte. Debilitado por uma prolongada greve de fome, luta pelo direito a ser julgado segundo as leis e não pela prepotência dos que se julgam acima delas.

Como disse Umberto Eco, os verdadeiros heróis são os que tinham sonhado ser, apenas honestos cobardes, como todos os outros. E não os que, como pensava Nietzsche, caminham para um fim único determinados pela decidida vontade de morrer. Talvez porque, no entendimento de Eco, alguns dos que decidiram morrer em defesa de causas, não devam ser considerados como verdadeiros heróis. Seriam apenas suicidas que escolheram a morte como forma de alcançarem fama e notoriedade. Porque os verdadeiros heróis arriscam-se a enfrentar o risco da própria morte, porque assumiram que a vida só tinha sentido se ousassem fazer aquilo que, no seu entender, devia ser feito.

Nelson Mandela definiu também os grandes heróis como os que aceitaram sacrificar-se para pacificar conflitos e garantir a construção de novas e melhores condições de vida.

 

Resulta de tudo isto que devemos encarar o heroísmo como a assumpção dum elevado sentido do dever, ou como uma decisão que resulta de uma atitude que pressupõe uma certa dose de loucura?

Naturalmente que a resposta depende das opções que cada um toma em concordância com o seu próprio conceito de vida.

Por isso, Fernando Pessoa declarou enfaticamente: Sem a loucura o que é o homem, mais do que a besta sadia, cadáver adiado que procria?

Talvez porque, para ele, mais importante do que procriar, fosse criar.

 

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publicado às 21:09


VERDADE, MEIAS VERDADES E INVERDADES...

por Francisco Galego, em 15.10.15

A verdade poderá ser incómoda. Mas nunca será subversiva.

Muitas vezes, constrangido, penso de mim para comigo que tenho de conviver com dois tipos de gente:

                - O dos que só cuidam de si e dos seus próprios interesses:

                - O dos que mais do que de si, se preocupam em cuidar dos outros.

Penso também que, num melhor  entendimento,a melhor maneira de cada um cuidar de si, seria ter sempre a preocupação de não descuidar os outros.

Consola-me que, em todos os tempos haja quem diga o mesmo de uma maneira mais clara e mais directa.

Por exemplo, este Papa que escolheu chamar-se Francisco, disse:

Hoje, o clima “midiático” tem as suas formas de envenenamento. As pessoas sabem, percebem, mas, infelizmente, costumam respirar da rádio e da televisão, um ar sujo que não faz bem.

É preciso fazer circular um ar mais limpo. Para mim, os maiores pecados, são aqueles que vão no caminho da mentira e são três:

- A desinformação;

- A calúnia;

- A difamação.

A desinformação é dizer as coisas pela metade, ou seja, dizer o que é mais conveniente.

Assim os que vêem televisão ou ouvem a rádio, não podem ter uma opinião certa, porque não possuem os elementos necessários.

 

Outro homem, de pouca instrução, mas com a grande sabedoria dos verdadeiros poetas, que se chamava António Aleixo, antecipou o que eu acho que deve ser dito depois de ler estas palavras de Francisco:

 

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

 

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publicado às 13:38


ECONOMIA CAMPOMAIORENSE EM MEADOS DO SÉC. XIX

por Francisco Galego, em 12.10.15

Essencialmente agrícola, a povoação alimenta-se da uberdade da terra e só dela. Se a agricultura não constituiu exclusivamente outrora o lavor diário dos campomaiorenses, é hoje, e vai continuar a ser, o mais valioso recurso para que podem apelar. Exporta muito trigo, legumes e azeite e, tendo o cultivo da vinha assumido nos últimos anos proporções inesperadas, as bebidas alcoólicas constituem já um grosso rendimento. Também exporta lã e alguma laranja.

 

O rendimento das contribuições públicas no ano de 1867 foi:

                       Receita virtual ……… 9.093$960

                       Dita eventual …….... 3.372$038

 

Parecerá valioso este rendimento se se reflectir que a área do concelho é pequeníssima, pois, do lado de Espanha mede somente seis a oito quilómetros, apenas dois ou três do lado de Arronches, e pouco mais na direcção de Elvas. Este vício de divisão territorial faz com que muitos colonos dos termos de Elvas e de Arronches residam em Campo Maior como figurados hóspedes. Isso é, são industriais que desertam de noite das suas colónias para povoado alheio, por causa da tirania ou desleixo dos governantes os quais exigem, não poucas vezes, que o habitante de dos campos seja cidadão fictício de uma localidade vinte e mais quilómetros distante do centro da sua indústria, quando há outra povoação de importância, apenas afastada dois ou três, onde ele tem o seu domicílio verdadeiro.

... Indústrias novas não se têm criado e apenas se pode dizer que certas necessidades, provenientes do progresso da agricultura, foram remediadas. Nessa consideração tenho a construção de duas fábricas de destilação e alguns lagares de moer azeitona.

(JOÃO DUBRAZ, 1869, p. 6 e 7)

 

 

 

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publicado às 17:06


EU, AGNÓSTICO, CONFESSO...

por Francisco Galego, em 10.10.15

Não posso deixar de ter uma profunda admiração e de manifestar um entusiástico aplauso, pela maneira como, de forma tão simples e tão sincera, este meu notável homónimo, atira verdades tão claras e tão certeiras à cara de certos hipócritas:

 

Não é necessário crer em Deus para se ser uma boa pessoa.

 

De certo modo, a ideia tradicional de Deus, não está actualizada.

 

Qualquer um de nós pode ser espiritual sem ser religioso.

 

Para muitos a natureza pode ser uma igreja.

 

A História mostra que, algumas das melhores pessoas não acreditavam em Deus.

E, entretando, muitos dos piores actos, foram feitos em nome de Deus.
(Papa Francisco)

 

 

Por dizerem muito menos do que isto, foram tantos os que pagaram com enorme sofrimento e com a perda da própria vida! ...

Em nome de Deus foram cometidos alguns dos crimes mais monstruosos da história da humanidade! ...

 

 

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publicado às 00:16


EM TEMPO DE VINDIMAS...

por Francisco Galego, em 08.10.15

A agricultura, como todas as actividades humanas tem a sua história, pois vai mudando ao longo dos tempos.

Em tempos não muito distantes, Campo Maior foi, sobretudo, uma terra de pão. Extensas áreas de searas envolviam a vila. A produção era tão abundante que, na sua maior parte, a produção de cereais se destinava a ser enviada para fora do concelho. O olival, como a vinha, tinham, sobretudo importância para o consumo local.

Nas décadas finais do século passado, assistimos à preponderância da produção da azeitona e do azeite. Actualmente, estamos a assistir a um período de expansão das vinhas e da produção dos vinhos.

No concelho há uma extensa área de cultivo da vinha e uma grande adega que se dedica à produção de vinhos de qualidade elevada, apetrechada com os mais evoluídos recursos e equipamentos. Mas há também um número considerável de pequenas adegas (a que, de tão pequenas, poderíamos chamar “adegas de garagem”), onde, por métodos artesanais e segundo processos tradicionais, se fabricam vinhos que, em alguns casos, conseguem ter uma interessante qualidade.

Noutros tempos, quando em Campo Maior predominava uma economia basicamente agrícola, a produção vinícola tinha já certa importância.

Associada à produção do vinho, outra actividade dava fama aos artesãos de Campo Maior: o fabrico dos grandes potes ou talhas em que se produzia e guardava o vinho. Em certas famílias, a arte do fabrico dos potes passava de pais para filhos, por várias gerações.

Nas linhas que seguem vou tentar dar breves notícias sobre as culturas da vinha e do vinho no concelho de Campo Maior, em tempos passados.

Em meados de século XX (1948), o Alentejo produzia apenas uma pequena parte dos vinhos de Portugal: em 8.176.000 hectolitros, fornecia 61 mil; a Estremadura e o Ribatejo, forneciam 3. 234.000; as Beiras 2. 185.000; o norte produzia quase dois terços do total. Só a Vidigueira e Vila de Frades se destacavam pela qualidade e quantidade do vinho que produziam.

Nem sempre assim terá sido, pois que documentos antigos referem a viticultura e a produção dos vinhos como uma actividade económica muito importante no Alto Alentejo.

Tomando como referência uma “Notícia de 1758”, as produções do azeite e do vinho ocupavam lugar de destaque na economia da região em volta de Portalegre. Essas produções são referidas com grande destaque enquanto a produção de cereais era pouco referida. As vereações de Portalegre revelam que os viticultores constituíam um grupo activo, uma verdadeira corporação com tal influência que, em 1800 conseguiram mesmo que fosse interditada a importação de vinhos para proteger o consumo do vinho de produção local.

Ao que parece, em meados do século XVIII a situação começara a mudar. O cura de Santa Maria Madalena refere que Elvas, Olivença, Cabeço de Vide, Fronteira e Campo Maior, localidades que antes importavam, tinham começado a produzir.

Aliás, o pároco de Campo Maior, na mesma “notícia de 1758”, assinalava a importância da vinha na economia local: muito trigo, cevada, grão, muito vinho e de boa qualidade. Portanto, Campo Maior pode, a justo título, ser considerado como um dos concelhos vitícolas do distrito de Portalegre, nos séculos XVIII e XIX.

O desenvolvimento da vinha em Campo Maior está testemunhado num decreto de 12 de Agosto de 1819 que, em resposta a uma petição dos habitantes deste concelho, foi decidido que “os proprietários de vinhas e os vinhateiros da vila de Campo Maior tendo exposto que a viticultura ocupava um destaque considerável na vida da vila, e não apenas pela qualidade do vinho que produziam, a ponto de esta ter provocado a plantação de vinhas cada vez mais numerosas nas terras incultas e cobertas de matos, mas porque, esta tão interessante actividade comercial, estava actualmente ameaçada de ruína pela livre entrada de milhares de carregamentos de uvas que desde há anos têm vindo para esta vila doutras localidades fronteiriças, com origem em Espanha…”. Este texto mostra com clareza a importância da viticultura local, confirmada quarenta anos depois pelo redactor anónimo da memória da Academia que tão bem conhecia a região de Campo Maior, quando se queixava do progresso da vinha no Alentejo, dando como exemplo o caso de Santa Eulália, grande aldeia a Oeste de Campo Maior, onde a produção de aguardente tinha aumentado monstruosamente nos últimos vinte e cinco anos. Ora, o consumo desregrado desta bebida estava a provocar uma grande dissolução dos costumes. Houve insistentes pedidos de medidas que atacassem o progresso da embriaguês entre os camponeses que os afastava dos usos e costumes de antigamente e que os atraía para as tabernas afastando-os dos trabalhos nos campos.

 Há referências documentais a que na aldeia de Santa Eulália se vendia muito vinho para a cidade de Elvas.

Borba já era então um afamado centro vinhateiro, sendo mesmo considerado um dos mais importantes do Alentejo desde o século XIII.

Por volta de 1820, existia nesta região do Alentejo uma grande pressão das terras para que fosse estabelecida uma situação de relego sobre o vinho para evitar que a importação de vinhos de fora prejudicasse a venda dos vinhos da terra. O relego consistia numa disposição legal que vinha da Idade Média e se destinava a garantir que não fossem importados vinhos de fora enquanto não fossem vendidos os vinhos da terra.

Ao longo do século XIX foi aumentando a área de cultivo da vinha tanto mais que, nas pequenas propriedades, se estabeleceu o hábito de associar o olival e a vinha intervalando as fileiras do olival com as do bacelo.

 

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publicado às 08:22


DA RELATIVIDADE DAS COISAS ...

por Francisco Galego, em 06.10.15

À luz fria

Do fim da madrugada

Chamamos Aurora

E nela

Pomos a esperança

Sempre renovada

Por estar a começar

Um novo dia

 

Mesmo no âmago do desespero

É preciso manter

Com grande esperança

Que

Mesmo que o mal

Pareça

Porto derradeiro

Não passa de uma fase de mudança

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publicado às 00:01


E AGORA?

por Francisco Galego, em 04.10.15

 

 

 

 

 

"ALEA JACTA EST"

 

 

TOMADA A DECISÃO,

 

VEREMOS COMO AS COISAS ACONTECEM ...

 

 

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publicado às 20:01


NO DIA DA VOTAÇÃO ...

por Francisco Galego, em 03.10.15

 

 

HÁ OS QUE

 

NÃO DÃO IMPORTANCIA À CIDADANIA

 

 

 

HÁ OS QUE A ENTENDEM

 

COMO UM DIREITO

 

 

 

MAS, HÁ TAMBÉM

 

OS QUE A ASSUMEM COMO UM DEVER

 

 

 

 

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publicado às 17:20

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