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INVENTÁRIO

por Francisco Galego, em 26.05.15

Começo a pensar que é chegado o tempo de ir fazendo retrospectivamente as contas a acertar com a vida que fui cumprindo. Digo com toda a propriedade “cumprindo”, porque sou dos que optaram por entenderem a vida como compromisso, missão e vontade de servir. Em oposição, há os que optaram por entenderem a vida como a constante procura de melhor serem servidos e se servirem.

No âmago de cada um de nós está esta opção que nos estrutura o carácter: Assumimo-nos como estóicos ou como hedonistas. A não ser que não tenhamos sequer a consciência, a vontade, ou a capacidade para saber escolher.

É, ou seria, importante fazer esse balanço recordando o passado e exercitando a memória que tende, cada vez mais, a falhar neste presente em que vivemos.

De forma simples, poderia dizer que:

 

Não me explico

Nem complico

Porque como sou me aceito

E nem vivo contrafeito

Pois apenas me contento

A viver deste meu jeito

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publicado às 08:48


DO ACORDO (OU DESACORDO?) ORTOGRÁFICO

por Francisco Galego, em 22.05.15

DO ACORDO (OU DESACORDO?) ORTOGRÁFICO

 

A mim não me interessa, nem me apetece discutir o acordo ortográfico.

Mas, nesta, como em quase todas as coisas que dizem respeito a muitos de nós, deve prevalecer o bom-senso.

O que me parece insuportável é o chinfrim que se está a armar em volta desta questão.

Se os que elaboraram propuseram e defendem a necessidade do dito acordo entendem que isso traz benefícios, pois que os exponham claramente e, demonstradas as suas razões, sujeitem as suas porpostas a quem de direito para que se escolha a melhor e mais sensata maneira de se fazerem as devidas mudanças.

A mim, o que me parece absolutamente insuportável, é que se diga, ou se escreva que, a partir de tal data, o acordo se torne obrigatório para todos, chegando alguns a insinuar que devia mesmo haver sansões para os casos de desobediência.

Vamos lá a ver se nos entendemos. Acham mesmo que é caso para atitudes tão arrogantes?

Pois não é verdade que, com este, ou com outro acordo, sempre foram acontecendo uns errozitos, alguns até, não tão inóquos quanto isso, sem que daí tenha vindo dano de maior importância?

Pois não é verdade que a muitos não foi dada a possibilidade de escreverem correctamente sem que isso os impedisse de comunicarem por escrito?

Pois não é também verdade que, qualquer mudança deste cariz leva sempre o seu tempo a ser implementada, mas que acaba por ser aceite sem necessidade de se impor por força ou por conflito?

Repare-se no caso dos mais idosos. Alguns, como eu, são “utentes” da escrita há mais de setenta anos. É razoável imporem-nos esta mudança que não tem a ver com as nossas aprendizagens e hábitos de tantos anos?

O argumento da tão propalada busca da facilitação não é válido para todos os casos, pois é evidente que essa apregoada simplificação se pode tornar muito complicada quando se propõe mudar hábitos muito enraizados nos nossos gestos quotidianos.

Não me interessa participar numa discussão para a qual não me sinto suficientemente esclarecido e sobre a qual não tenho fundamentadas opiniões.

Mas, entre outras razões, acho que me vou manter fiel a estes amigos – gramáticas, dicionários, enciclopédias e outros livros em geral –, que há tantos anos me rodeiam e que tanto me têm ajudado a evitar dar um ou outro errozito que, de quando em vez, tende a acontecer.

Concluo como comecei: “Nesta, como em quase todas as coisas que dizem respeito a muitos de nós, deve prevalecer o bom-senso”.

P.S. Este texto vai escrito da forma que utilizo desde que me conheço como alfabetizado.

 

 

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publicado às 15:29


PONTOS DE VISTA

por Francisco Galego, em 18.05.15

Sim. É indiscutivelmente certo: o nível geral de instrução para o geral da população subiu muito nos últimos cem anos. Há cem anos, todos os elementos adultos da minha família eram analfabetos. Hoje, todos os elementos adultos da minha família sabem ler e escrever.

Mas, o nível de instrução, não subiu em todos os cantos do mundo. E, mesmo onde foi mais generalizado, apesar do tão propalado direito universal à educação, o nível de instrução não subiu do mesmo modo e com os mesmos efeitos para todos.

Se o principio da universalidade do direito parecia conduzir à unificação, a prática consiste em tal diversificação que, os efeitos da subida do nível geral de instrução ainda acentuou mais a desigualdade de oportunidades, criando grandes diferenças tanto no que respeita às oportunidades como nas competências adquiridas para usar essas oportunidades. O que se verifica é que, o que à primeira vista parece instrumento, numa análise mais cuidada, verificamos que pode transformar-se em armadilha.

Senão... vejamos:

A maneira como a capacidade de leitura e a facildade de acesso aos mais avançados meios de comunicação podem tornar-se instrumentos tenebrosos de manipulação das consciências, dando cada vez mais poder aos mais poderosos e tornando cada vez mais destituidos e menos influentes os mais desprovidos de recursos e que menos podem, porque não sabem, tomar as mais acertadas e justas decisões.

Vejamos... por exemplo, que:

- Certos governantes vêm à praça pública clamar aos quatro ventos que os seus adversários são um perigo para a segurança e bem-estar do povo porque, com aquilo que anunciam e que pretendem fazer, irão pôr em causa o pagamento da nossa “dívida pública”. E, tanto o repetem que chegam a convencer muita gente bem intencionada e muitíssimo necessitada, de que, aquilo que dizem, é a mais indiscutível das verdades.

Mas... será mesmo?

- Então, a dívida já era pública quando foi feita, ou só sou se tornou pública quando teve de ser paga?

- Quem se comprometeu a pagá-la quando foi feita?

- Quem benificiou mais com ela?

- Quem usufruiu dos proventos que a dívida propiciou?

Parece que, vista por esta perspectiva, a questão muda de figura, porque é óbvio que, a “dívida pública”, foi constituída e usada, em benefício de uma reduzida élite de governantes ao serviço de banqueiros que integram os estratos sociais mais elevados e com maior poder de decisão.

Então... porque é que, quando se trata de pagar, têm de ser todos, sobretudo os que menos podem e que menos beneficiam, que são constrangidos aos maiores sacrifícios?

É que tirar muito pode significar pouco para quem muito tem.

Mas tirar um pouco a quem pouco tem, pode colocá-lo numa situação muito, mas mesmo muito trágica.

E isso é que faz toda a diferença.

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publicado às 14:55


FAMA E PRESTÍGIO

por Francisco Galego, em 14.05.15

 

A fama é ser conhecido. É, geralmente, efémera. Garante notoriedade no presente. Mas não se projecta como memória no futuro.

O prestígio é um modo persistente e progressivo de se ser considerado e tende a persistir como memória para além do presente.

 

 A fama resulta muitas vezes de se ser muito falado ou muito mostrado. Umas vezes por boas e, muitas outras, por não muito boas razões.

O prestígio ganha-se pelo empenho, pela competência e pela eficácia demonstrada, nas atitudes e no modo como se desempenharam determinadas missões.

 

A fama pode resultar da riqueza que se tem, independentemente da maneira como foi adquirida.

O prestígio só se adquire pelo cuidado que se tem em não ostentar essa riqueza e nele pesa o modo como essa riqueza foi adquirida.

 

A fama tanto pode resultar do Bem como do Mal que se fez.

Mas só das acções virtuosas pode resultar o prestígio de quem as praticou.

 

É importante saber distinguir estes dois conceitos quando se trata de avaliar as pessoas.

Para nós, portugueses, no momento que vivemos, é mesmo importantíssimo saber distinguir entre fama e prestígio, agora que estamos à beira de escolher os que vão ter a responsabilidade de gerirem o nosso país, ao mais alto nível: No Governo, na Assembleia da República e na Presidência da República.

Todos se vão apresentar munidos de elaborados discursos. Mas, todos eles deverão ser avaliados mais  pelo prestígio e menos pela fama de que disfrutam.

Porque neles, o que mais nos deve importar, tem a ver com a sua seriedade, a sua capacidade, o seu empenho, a sua disponibilidade e a sua competência. E não por serem mais ou menos conhecidos, por mais falados ou mais mostrados que tenham sido.

- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça

Desta vaidade, a quem chamamos Fama!

Ó fraudulento gosto, que se atiça

C'uma aura popular, que honra se chama!

Que castigo tamanho e que justiça

Fazes no peito vão que muito te ama!

Que mortes, que perigos, que tormentas,

Que crueldades neles experimentas!

 

Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto IV, 95

 

 

 

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publicado às 09:03


Apresentação do Livro Antiga Vila de Ouguela

por Francisco Galego, em 10.05.15

 

La ultima vez que estuve​ en este maravilloso salon fue para presentar un texto sobre la história de Campo Maior.

 

En ese acto utilice la lengua portuguesa para comunicarme com quién estuvo presente, por mi dificultad en expresarme en castellano, lengua que, soy capaz de leer y comprender, pero no tengo la practica para hablar de forma fluida.

 

En verdad, naci en Campo Maior. Pero, con poca edad, sali de mi pueblo para estudiar y, mas tarde, como professor, solo regresé ya jubilado, pasados cincuenta años.

 

Hoy, para que la comunicación con vosotros sea mas fácil, he pedido a un amigo, hoy también aqui presente, que me ayudara a escribir estas palabras en castellano. Espero que resulte y que sean capaces de comprender lo que pretendo decir.

Voy a intentar ser lo mas breve posible.

Cuando regrese a mi pequeña mátria (Campo Maior) tenia un proyecto pensado, que pasaba por divulgar los conocimientos que habia recogido a lo largo de todos estos años, sobre su passado histórico.

 

Este libro, con el titulo de Antiga Vila de Ouguela, es el noveno que he escrito desde mi regreso. Se trata de una monografia donde reuni las indicaciones fundamentales para que sea posible a los lectores, tener una idea de la evolucion y del valor documental de Ouguela.

 

Este pueblo es hoy una pequeña poblacion que, durante mucho tiempo estuvo condenada al abandono. Algunos responsables políticos, llegaron a manifestar su conviccion de que su destino seria olvidarse de su existência hasta que desapareciese.

 

Felizmente, esta actitud ha cambiado. Menos mal que ahora existe una vision mas adecuada, por parte de los responsables políticos.

 

 

Y lo afirmo porque lo que se esta haciendo, es un notable proyecto de recuperacion y desarroyo de este Pueblo. Y este libro, que hoy aqui presentamos, ha sido hecho e publicado para apoyar y justificar ese proyecto.

 

Campo Maior, em 1732, ha sufrido un momento trágico que casi destruyo el pueblo por completo. Era una plaza de guerra de gran importância para la defensa de Portugal y estaba entonces muy reforzada en terminos de armamento porque la guerra estava eminente. Y en este año ocurrio una explosion en el payol instalado en la “Torre de Menagen” del castillo, donde estavan almacenadas grandes cantidades de explosivos.

 

La lluvia de piedras que cayó sobre las casas, destruyó el pueblo, teniendo que ser reconstruído sobre los escombros provocados por dicha explosión.

 

Por eso, hay mui pocos testimonios patrimoniales de su pasado anteriores a esta catástrofe. El própio castillo fue reconstruido de forma distinta y solo se pueden observar unos escasos vestígios de la antigua muralla que formava el mismo.

Los testimonios de la época medieval en todo el Município, se encuentran solamente en la pequeña Antigua Vila de Ouguela.

 

No expondré mas razones para que podais entender la importância patrimonial de este pueblo. Otras razones las encontrareis en la lectura de este pequeño libro que aqui os presento hoy.

 

Permitidme que antes de terminar agradezca vuestra presencia y la participación de algunos de los presentes que se han disponibilizado de forma a realizarse este acto.

 

Asi, no puedo dejar de referir las presencias en esta mesa de:

- Pedro Murcela, Presidente da  Assembleia Municipal de Campo Maior.

- Ricardo Miguel Furtado Pinheiro, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

- Una referencia especial al Representante de la empresa Delta Cafés, João Manuel Nabeiro, que apoyó la publicación de este y de vários de mis libros y que, lamentablemente, no ha podido estar presente.

También, a los especialistas y conocedores de la história de nuestra región de la frontera, siempre disponibles para todas las solicitaciones que les hacemos:

- José Ribeiro, Tenente coronel, director interino do Museu Militar de Elvas.

- Luis Limpo Píriz, archivero-bibliotecario de Olivenza.

- Moisés Cayetano Rosado, director de la Revista Transfronteriza "O Pelourinho" de quien ha sido la idea de hacer este acto.

Por ultimo, pero, non por que sea lo menos importante, al nuestro anfitrión,

- Director del Área de Cultura de la Diputación de Badajoz, Francisco Muñoz Ramírez que amablemente ha disponibilizado este agradable espacio.

 

Tras mi esfuerzo en hablar en castellano ( que, probablemente, os ha sonado en castellanés), me despido en mi lengua, diciendo,

 

MUITO OBRIGADO A TODOS PELA VOSSA PRESENÇA.

 

 

Francisco Galego

 

BADAJOZ, Viernes 8 de Mayo de 2015

 

 

 

 

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publicado às 09:11


E MAIS ALGUMAS REFLEXÕES ... (RECORDANDO)

por Francisco Galego, em 09.05.15

Ao arrumar uns velhos papéis, dei com uma velha certidão de casamento dos meus pais. Não sei por que razão, nunca tinha lido aquele documento. Ao lê-lo agora, resolvi começar a analizá-lo como se costuma fazer em qualquer documento escrito, numa perspectiva de investigação em História: Recolha organizada de datas, nomes, factos, locais, situações, laços de parentesco... Dessa relação foram ressaltando pistas que me permitiram fazer algumas interpretações e extrair conclusões, com base nas quais, resolvi elaborar um texto.

O resultado pareceu-me bastante interessante e resolvi enviá-lo ao meu filho mais velho que, por sua vez, pode, através dele, alargar aos seus filhos o conhecimento da nossa “história familiar”. Assim foi e, de facto, resultou.

Isto fez-me lembrar um dos primeiros textos que, quando reformado regressei a Campo Maior, publiquei. Escrevi nele que vinha com a intenção de “aprender a ser velho”. Acho que dos poucos que me terão lido, foram ainda menos os que me entenderam. Eu queria então dizer que tinha perfeita consciência de que, na minha missão de professor, vivendo entre os mais novos, não me tinha sido possível envelhecer do mesmo modo que os da minha idade, com outros tipos de vivências. Afinal, hoje posso afirmar que fui aprendendo a ser velho: Ser velho é deixar de viver para elaborar e realizar projectos e ir passando a revisitar os projectos que se viveram.

Esta recordação veio porque percebi que voltara agora a usar um processo que usava como estratégia de aprendizagem para os meus alunos, no meu tempo de professor e que passo a descrever.

 

Eu mudei poucas vezes de escola. Mas, enquanto professor não efectivo, por força dos concursos anuais, tive de mudar algumas vezes. Ora, como sempre pensei que, para bem ensinar, é necessário ter o melhor conhecimento possivel daqueles que nos cabe orientar de modo a contribuirmos, tanto quanto possível, para a sua formação e educação, arranjei uma maneira de recolher rapidamente essa informação. Por isso, sempre que estava perante novas turmas que não conhecia, usava um “truque” que se revelou de grande utilidade.

Como professor de História, cabia-me explicar o que era a História. Pareceu-me que não haveria melhor maneira de o fazer do que levar os alunos a terem uma ideia de saberem como a História se faz, para mais rapidamente compreenderem para que ela poderia servir. Ao mesmo tempo, eu podia aprender algo sobre aqueles que devia ensinar.

Logo nas primeiras aulas pedia que cada um deles tentasse obter cópia de uma certidão que houvesse nas suas casas. Depois, na aula, explicava como ordenar, relacionar e interpretar as informações contidas nos documentos, base para elaborarem um texto que contasse uma parte da sua “história de vida”. Muitos, expontaneamente, iam para além do documento, passando a inquerir mais informações junto dos familiares.

Tinhamos assim um ganho significativo: Eles ficavam a saber algo sobre as suas origens, sobre como se fazia, o que era e para que servia a História; Eu ficava com uma ideia geral do espaço sociológico em que me inseria e mesmo sobre as suas dificuldades de aprendizagem.

No fundo, a missão de ensinar, ou procura ser um treino para a utilidade e capacidade de aprender, ou acaba por ter fraca capacidade para cumprir o que devem ser os verdadeiros objectivos da missão de um professor: contribuir para formação e para educação das novas gerações.

Mas, infelizmente, isto não é entendido por muitos. E é isso que pode tornar tão pobre e tão pouco interessante a profissão de professor.

 

            Um velho sábio chinês que muita gente cita e que parece que poucos entendem, disse:

 

            Se vires alguém com fome, não lhe dês um peixe. Ensina-o a pescar.

 

No fundo eu tentei adaptá-lo à minha acção como professor:

           

            Não digas a um ignorante o que devia saber. Ensina-o a aprender.

           

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00


OUGELA - APRESENTAÇÃO DO LIVRO EM BADAJOZ

por Francisco Galego, em 07.05.15

 

El viernes, 8 de mayo, a las 20’00 horas, vamos a presentar precisamente este libro en el Salón de Plenos de la Diputación de Badajoz (Calle Obispo San Juan de Ribera, 6. Badajoz), y le serán ofrecidos ejemplares del mismo a los asistentes por parte de la Câmara Municipal de Campo Maior (de la que depende esta Vila).

Intervendrán, junto al propio autor -Francisco Galego-, el Presidente de la Câmara Municipal de Campo Maior -Ricardo Miguel Furtado Pinheiro-, el Presidente de la Asamblea Municipal de Campo Maior -Pedro Murcela- y los historiadores José Ribeiro (Subdirector del Museu Militar de Elvas), Luis Alfonso Píriz (Archivero-bibliotecario de Olivenza) y Moisés Cayetano Rosado (Director de la revista transfronteriza “O Pelourinho”), moderando la Mesa Francisco Muñoz Ramírez, director del Área de Cultura de la Diputación de Badajoz.

Al día siguiente -el sábado, 9 de mayo-, giraremos una visita a la propia Vila y sus fortificaciones, dirigida por el mismo autor del libro, Francisco Galego, y el historiador Julián García Blanco, competente estudioso de las fortificaciones de la Raya/Raia. El punto de encuentro será la entrada de Ouguela, a las 10’30 horas españolas.

 

Ambas actividades son libres y se invita a todos los interesados a asistir y participar en las mismas.

 

Ver:

 

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publicado às 08:03


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