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MAIS ALGUMAS REFLEXÕES ...

por Francisco Galego, em 25.04.15

Muito do que hoje se publica nos meios de comunicação social, não passa de lama atirada à parede: Suja que se farta. Mas, na maioria das vezes, não tem nada a ver com a realidade da parede a que a lama foi atirada.

Mas nós, estranhamente, mesmo sabendo que assim é, porque está constantemente a provar-se que é assim que as coisas acontecem, continuamos a entreter-nos com patranhas em que gastamos o tempo que seria mais útil gastar no que nos trouxesse algum proveito e esclarecimento.

Vivemos num tempo em que temos um acesso quase ilimitadao e fácil a qualquer tipo de informação. Essa informação é tanta que só temos tempo para assimilar dela uma pequena parte.

Ou seja, estamos perante um rico banquete de conhecimentos. Mas, muitos de nós afastam-se dele, sem tentar sequer, pois desistimos desde logo da possibilidade de chegar a entendê-los. Por isso, não aprendemos. Porque, para entender, é preciso selecionar e relacionar o que estamos a aprender com o que já conhecemos. O conhecimento, mais do que uma aquisição, deve ser uma construção.

Saber apenas, sem analisar criticamente, não é adquirir um verdadeiro saber. É conhecimento inútil que não chega a ser compreender. Por isso, sendo saber inútil, de nada serve e dele não se pode tirar qualquer proveito.

Mas, há quem se contente com uma vida que se resume ao mero entretenimento.

Enfim ... a estranha "forma de vida" de que fala um fado muito conhecido ...

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publicado às 15:12


ALGUMAS REFLEXÕES ...

por Francisco Galego, em 20.04.15

Vivemos  numa fase civilizacional com aspectos que podem ser considerados como prenúncio, ou de decadência ou de profunda viragem, para um tempo e um modo de vida que serão  profundamente diferentes do que costumava ser o nosso usual modo de viver.

Em viagem pude observar como noutros sítios se valoriza tanto ainda, o conhecimento do passado. Entre nós, parece que a única razão de vida é a vivência efémera de um fugidio presente.

Estamos a perder a consciência da importância que deve ter o conhecimento do passado. Ora, Não é possível pensar o futuro sem conhecer e reflectir sobre o passado. Porque é no passado que estão as causas e as razões que  determinaram a fazer no nosso presente, aquilo que deverão ser as bases e as soluções que construirão o futuro.

A internet, esse formidável meio de acumular, organizar e transmitir informações, tornou-se para muitos apenas um meio de troca de banalidades, de exibição gratuita de intimidades, dando "face" a exposição invasiva da privacidade. Gasta-se tempo com uma incrível produção, em catapulta, de banalidades que nos entretêm, mas nada nos ensinam, porque não nos fazem pensar.  

E, parafraseando o genial Fernando Pessoa: Sem pensar, em que se torna o homem, "mais do que a besta sadia, cadáver adiado que procria?"

 

 

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publicado às 14:38


VIAGEM

por Francisco Galego, em 15.04.15

Sábado, 11 de Abril de 2015.

 

Ontem foi o regresso da viagem à Bélgica, ou seja, mais propriamente à parte da Flandres que se inclui na Bélgica.

Apesar do desconforto que sempre me causam as viagens, esta foi bastante agradável.

A partir da cidade de Turnhout, visitámos Tongeren e Bruges. A paisagem trouxe-me á memória le plat pay bas pays qu’est le mien cantado por Jacques Brel.

 

O tempo estava frio para quem ia do Sul. Mas, pelo que disseram, foi sorte apanhar bons dias de sol e temperaturas acima das que costuma haver nesta época do ano.

A viagem de ida foi feita de avião com partida de Lisboa pelas 17 horas. Parte do voo decorreu ainda com visibilidade suficiente e, porque as nuvens eram muito raras, foi possível avistar terra durante a maior parte do percurso.

 

Foi possível observar Turnhout com alguma demora. A cidade não é grande e enquadra-se pelo geometrismo da sua traça urbana e pelo seu estilo arquitectónico muito tradicional, no aspecto comum de todas as povoações que atravessámos, próximas e bastantes porque é evidente uma densidade demográfica e de povoamento superior à que estamos habituados no sul de Portugal. Um facto relevante é o quase perfeito equilíbrio masculino/feminino nos dados estatísticos que pude consultar.

Outra característica que ressalta à vista é a presença constante de uma certa ruralidade. Mais evidente nos povoados mais pequenos mas também em volta das próprias cidades.

 

Na Flandres, a natureza é evidentemente pródiga. As terras são atravessadas por uma rede de canais que percorrem o país em todas as direcções. Estes canais, funcionaram em tempos passados como vias privilegiadas de transporte de pessoas e bens e como meio de comunicação. Hoje a região está dotada de uma excelente rede de estradas e caminhos-de-ferro.

 

Turnhout fica na fronteira com a Holanda, daí a visível semelhança de modos de vida e de hábitos culturais, muito evidente na linguagem comum aos povos de ambos os lados. Significativamente, nós chegámos a Turnhout pelo aeroporto holandês de Eindhoven.

 

Do que nos foi dado observar ressaltou a ideia de uma prosperidade que, não sendo de ostentação, revela um considerável conforto e bem-estar no modo de vida da população. Não são visíveis sinais de pobreza.

 

Pelas informações a que tive acesso, soube que, desde finais da Idade Média, Turnhout foi importante centro de tecelagem. A revolução industrial que se antecipou na vizinha Inglaterra, fê-la adaptar-se, numa primeira fase, à produção de certos tecidos que pressupunham meios técnicos menos sofisticados. Depois, a produção local foi-se especializando na produção e na impressão de papel. Neste campo, a cidade tornou-se mundialmente famosa pela produção das “cartas de jogar”. Foi muito interessante a visita a um museu muito bem organizado e muito didáctico, o Nationaal Museum van de Speelkaart (Museu Nacional das Cartas de Jogar).

Mas, neste campo, a cidade adquiriu também fama pela produção de livros, cartazes e selos que fabricava para todo as partes do mundo.

 

Alguns dos edifícios, em geral bem restaurados e conservados, testemunham a grandeza da cidade em séculos passados.

 

Visitámos depois Tongeren, cidade que reivindica a fama de ser a mais antiga cidade da Bélgica. Fica situada no sudeste da região flamenga.

A sua origem remonta ao tempo dos tungri, povo gaulês submetido pelas legiões de Júlio César no século I a. C. Teria sido então sido fundada a cidade que se tornou um importante centro administrativo romano.

Porque o turismo cultural merece grande atenção nesta região e porque em Tongeren têm sido feitas importantes descobertas arqueológicas, esta cidade dispõe de um excelente museu mostrando a evolução das sociedades que viveram nesta região desde a remota Pré-História. O museu não se limita a mostrar vestígios do passado. Através dos mais modernos meios audiovisuais, os visitantes recebem importante informação sobre a evolução da humanidade.

 

Na cidade existe também algum património desde o período medieval até ao século XVIII, bem conservado e identificado.

 

Bruges, cidade de cerca de 120 mil habitantes, é a capital da província da Flandres Ocidental. Foi capital europeia da cultura em 2012, em parceria com a cidade espanhola de Salamanca.

Costuma ser designada como a “Veneza do Norte”, devido à associação da riqueza do seu património histórico e arquitectónico e aos amplos canais que percorrem a cidade mesmo no âmago do seu centro histórico. Por esses canais está ligada à vizinha cidade de Gant.

O povoamento da cidade remonta ao Império Romano.

O tempo disponível era demasiado escasso para a grandeza da cidade e para a riqueza e diversidade do seu património.

A opção foi observar o ambiente geral pois desde logo se evidenciou a importância que nela tem a actividade turística.

A quantidade de gente que aglomerava no centro histórico, os grupos que a visitavam em barcos viajando pelos canais, a diversidade dos tipos humanos e das línguas em que se expressavam, mostravam bem que esta era uma das suas mais importantes actividades.

Esta cidade acumulou ao longo dos séculos um património que resultava do facto de ter representado no norte da Europa um papel semelhante ao que algumas repúblicas italianas, com destaque para Génova e Veneza, tinham representado no sul.

Até ao século XVI, as repúblicas italianas serviam de ligação nas trocas comerciais entre a Europa e o mundo muçulmano, através do qual vinham os produtos do Oriente.

Desde o século XIII, navios italianos visitavam os portos do norte entre os quais Bruges adquiriu grande destaque.

A partir do século XVI, com os descobrimentos portugueses esse comércio foi deslocado para o Atlântico. Os produtos chegados a Lisboa eram distribuídos pelo Norte da Europa. Portugal teve em Bruges uma importante feitoria pois a cidade era um grande entreposto comercial.

A cidade veio a sofrer de rápido declínio quando, devido ao assoreamento do canal, ficou sem acesso ao mar. Então, Antuérpia ascendeu, tornando-se o centro económico dos Países Baixos.

Mas a riqueza acumulada nos séculos anteriores, dotaram Bruges de monumentos de tal riqueza que, no ano de 2.000, o seu centro histórico foi considerado Património Mundial pela Unesco.

 

Porém, sendo pouco o tempo para tanto que teria para ver, não foi possível mais do que visitar. Ora, visitar é “passar por”. Para conhecer é preciso tempo para observar, interpretar, tentando entender o que se está ver. Por isso, não sendo a melhor maneira, foi a maneira possível, ditada pelas circunstâncias. Melhor será de outras vezes se outras vezes houver.

 

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publicado às 09:15


O MODELO DAS FESTAS NOS ANOS DO SÉC. XX - XI

por Francisco Galego, em 10.04.15

A "FESTA" NOS ANOS 50  – UM  RECOMEÇO

 

ANO DE 1952

 

LINHAS DE ELVAS, nº 104, 13 de Setembro de 1952

 

As Festas do Povo de Campo Maior

 

Notas de reportagem por Marciano Ribeiro Cipriano:

 

   Inundados de beleza os olhos; transbordante de encantamento a alma, assim andamos de rua em rua durante os quatro dias que duraram as Festas do Povo da nossa terra.

   Perdidos qual vagabundo em voluntária peregrinação, não nos cansámos de admirar o poder criador de moços e velhos que, embora esgotados pela labuta diária na dura conquista do pão, ainda lograram ânimo para mostrar alegremente como a intuição artística e culto do belo vivem em seus corações, tantas vezes amargurados por mil vicissitudes e desenganos.

   - Admirável este povo da minha terra!

   - Magnífico o seu esforço, numa multiplicação de vontades inquebrantáveis para mostrar a naturais e visitantes, a beleza de sonho das suas festas!

   Chamam-se Festas do Povo, embora originariamente se tivessem designado por Festas dos Artistas [quer dizer, artífices] e nunca uma designação foi dada com tamanha propriedade!

   São, na verdade, as Festas do Povo, porque é o povo, numa manifestação de vontade colectiva, que transforma por completo a vila num encantador jardim das mais variadas e caprichosas tonalidades.

   Cada rua, cada travessa e até cada beco, surgem a nossos olhos qual encantador painel que mão de consagrado artista tivesse trabalhado.

   E a vila surge, assim, na alvorada do primeiro dia de festa, transformada num imenso e encantador parque que mais parece um conto de fadas das mil e uma noites.

   - E, durante quatro dias e quatro noites, toda a vila vibra e se agita, num frenesim constante e aliciador!

   A beleza e encantamento assumem aspectos de grandiosidade e as ruas, numa disputa admirável – sem prémios nem incentivos, note-se bem! – apresentam-se cada qual diferente da vizinha, mas todas elas mostrando ao visitante o poder de uma arte que não teve escola nem mestres, porque é uma intuição admirável e notabilíssima do povo – massa anónima – que guarda sempre em si o sortilégio vivificante das grandes realizações.

   Causa, na verdade, admiração e pasmo ver tanta beleza e arte semeadas por mãos calosas de rapazes e raparigas que, durante mais de três meses consecutivos, laboram pacientemente e até altas horas da madrugada, as florzinhas, lustres, franjas e demais enfeites originais em elegantes recortes de papel a cores.

   São estes moços e moças que, ajudados por outros moradores das ruas, embora com diferentes possibilidade mas como eles simples e compreensivos, quem se ufana de deslumbrar os visitantes, transformando a sua rua num encantador altar de beleza e de espontânea manifestação artística.

   E não se cuide que o custo elevado da ornamentação das ruas recebe qualquer auxílio material de entidades oficiais ou colectividades afins. A cada morador das ruas cabe o seu quinhão nas despesas e cada qual contribui conforme as suas possibilidades.

   Aos mais abonados – e ainda os há, felizmente com alma grande em algumas ruas – cabe naturalmente maior quinhão nessas despesas, mas ao fim e ao cabo sentem-se compensados pela alegria natural que sentem em compartilharem directamente na festa que podemos apontar como modelo da mais salutar fraternidade.

   Nem em todas as ruas acontece assim. Mas isso não ofusca de modo algum o brilho das Festas do Povo de Campo Maior.

   Percorremos as ruas de lés a lés e, por toda a parte, encontramos a mesma salutar demonstração de alegria, o mesmo brilho e o mesmo esplendor, mesmo naquelas rua que a modéstia dos seus moradores não permitia largos voos.

   As Festas do Povo não se realizavam há perto de dez anos. E aquilo a que assistimos este ano leva-nos a acreditar que a sua realização anual é absolutamente viável e possível.

   Falam por nós o entusiasmo dos que para elas trabalharam; garantem-no, ainda, as expressões de êxtase e de deslumbramento que observamos nas muitas centenas de forasteiros que nos visitaram. Não exageramos nesta afirmação: - ultrapassou em muito a casa do milhar, o número de pessoas que visitaram Campo Maior durante os dias das festas!

   Se atentarmos que foi quase nula a propaganda – limitou-se às notícias que voluntariamente nos lembramos de dar – tal número de visitantes deve encher-nos de júbilo. Dentre eles contam-se algumas destacadas personalidades da região e até de Lisboa, importando salientar a presença dos senhores coronel Pereira Coelho, subdirector do Diário de Notícias e Dr. Cayola Zagalo, conservador do Palácio da Ajuda e conservador adjunto do Museu de Arte Antiga, que não esconderam a mais viva admiração pela inédita maravilha que desfilou perante os seus olhos.

   Com uma propaganda bem orientada e inteligentemente desenvolvida, as Festas do Povo de Campo Maior podem transformar-se no cartaz vivo e aliciador da nossa terra, convite admirável para que melhor nos conheçam e menos mal nos julguem…

   As Festas do Povo de Campo Maior, designadas originariamente por Festas dos Artistas, como já referimos, realizaram-se pela primeira vez há mais de sessenta anos. Vive ainda, felizmente, um dos seus promotores, o nosso simpático e querido amigo, Sr. José da Gama Piñol que, nos seus enérgicos e admiráveis quase noventa anos nos contou a sua origem e o respeito pela tradição vincadamente regional que, desde início, lhe imprimiram e que jamais se perdeu.

   Com que emocionante alegria e saudosa nostalgia, este nosso respeitável amigo nos contou a origem das festas – que ele considera melhor designadas por Festas do Povo – e como os seus olhos brilharam de alegria por poder assistir, com perfeita saúde física e mental, às típicas e originais Festas do Povo que ele teve o privilégio de iniciar!

   Como se sentia feliz ao revelar-nos a origem das Festas do Povo de Campo Maior que ressurgiram depois de dez anos de intervalo, mercê do esforço deste belo povo e da ideia feliz da comissão promotora, os modestos operários Eduardo Costal, Manuel Vilas e Simão Tomatas, cujos nomes arquivamos com muita satisfação nas colunas do nosso jornal.

   Que o seu nome frutifique para o bom nome e prestígio de Campo Maior, são os nossos votos.

   As festas realizaram-se a benefício da Santa Casa da Misericórdia a comissão promotora foi auxiliada, em alguns pormenores da organização, pelos Srs. Dr. José Henrique Santos, João Minas e João Candeias.

 

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publicado às 09:39


O MODELO DAS FESTAS NOS ANOS DO SÉC. XX - X

por Francisco Galego, em 06.04.15

A "FESTA" NOS ANOS 50  – UM  RECOMEÇO

 

As Festas do Povo de Campo Maior estavam a atingir o seu primeiro meio século de existência. Um novo ciclo ia começar. Preparavam-se novas adaptações na continuidade de uma já longa tradição.

Em Campo Maior, depois do constrangimento dos anos da guerra, notava-se a tendência para algum alívio, sobretudo no que respeitava às condições das classes médias.

Em 1950 falava-se novamente de Festas; mas estas só voltariam a realizar-se em 1952, 1953 e 1957. E, quando regressaram, as Festas voltaram para se renovarem, pois nestes anos dão-se algumas inovações a nível das ornamentações e das estruturas de decoração das ruas.

Embora se mantivesse o esquema tradicional, havia uma maior preocupação com a decoração dos “tectos” que deixaram de se limitar às formas tradicionais das franjas, cadeados, lenços e mantilhas, adquirindo uma maior riqueza ornamental. As flores artificiais multiplicaram-se em formas cada vez mais originais e elaboradas, as “entradas” feitas de caniços, deram lugar a estruturas construídas em materiais mais consistentes e com maior apuro decorativo, tornando-se um elemento essencial na ornamentação das ruas.

Cada rua procurava esmerar-se na descoberta de novos elementos: cordas de torcidos, tectos que são autênticos túneis de flores, entradas espectaculares em simbologia e em execução, ruas que reproduzem pomares, roseirais, flores que, de tão bem executadas, competem em graça e requinte com as naturais. A Festa que fora dos artistas, transfigurou-se numa espantosa manifestação de um povo artista.

A criatividade campeou de tal modo por toda a parte que, num desses anos, numa família muito pobre e muito numerosa, os Piedade, tiveram a brilhante ideia de enfeitar a sua pequena rua, tão pequena que é chamada de Caleja, forma castelhana de dizer ruínha, utilizando exclusivamente como material, papel de jornais. O efeito foi espectacular pela surpresa e pela criatividade de uma pobreza assumida e orgulhosamente ultrapassada de forma genial.

Os espectáculos de variedades passaram a constituir uma parte importante no programa das Festas, passando a recorrer a artistas de projecção nacional. As Festas são planeadas para atraírem cada vez mais a gente de fora que vem de terras cada vez mais distantes. Constituindo como objectivo a sua projecção a regiões cada vez mais longínquas, as Festas foram-se tornando progressivamente um acontecimento turístico de relevância.

Por outro lado, havia cada vez mais campomaiorenses deslocados. A grande migração para os centros industriais e o êxodo da emigração começavam a definir uma nova realidade social em Campo Maior. Os pequenos centros urbanos começavam a adaptar-se ao regresso periódico de uma grande massa dos seus naturais que chegado o Verão, vinham passar as férias acompanhados das suas famílias.

Assim, no começo dos anos cinquenta, a vontade das Festas voltou a renascer.

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publicado às 09:26


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