Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




RESULTADOS ELEITORAIS 2013

por Francisco Galego, em 30.09.13

CÂMARA MUNICIPAL

 

 

2013

2009

 

% votos

eleitos

votos

% votos

eleitos

PS

62,77 %

     4

3409

46,18 %

 

MPT

26,33 %

     1 1430

--

 

CDU

5,89 %

  320

6,76 %

 

PSD

1,74 %

 

89

1,78 %

 

BE

0,72 %

 

39

--

 
           
           

BRANCOS

1,58 %

 

86

1,54 %

 

NULOS

1,07 %

 

58

0,62 %

 

ABSTENÇÃO

27,97 %

   

23,58 %

 

 

 

 

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 

 

2013

2009

 

% votos

eleitos

votos

% votos

eleitos

PS

55,45%

9+(3)=12

3065

43,13 %

 

MPT

28,75 %

    5

1561

--

 

CDU

8,07 %

    1

438

7,84 %

 

PSD

2,69%

  146

3,09 %

 

BE

1,07 %

 

58

0,97 %

 
           
           

BRANCOS

1,75 %

 

95

1,58 %

 

NULOS

1,23 %

 

67

0,77 %

 

ABSTENÇÃO

27,98 %

 

 

23,58 %

 

 

FREG. N. Sª EXPECTAÇÃO

 

 

2013

2009

 

% votos

eleitos

votos

% votos

eleitos

PS

58,34 %

    6

1444

43,13 %

 

MPT

26,55 %

    3

657

--

 

CDU

7.56 %

 

187

7,84 %

 

PSD

2,91 %

 

72

3,09 %

 

BE

1,13%

 

28

0,97 %

 
           
           

BRANCOS

2,02 %

 

50

1,58 %

 

NULOS

1,49 %

 

37

0,77 %

 

ABSTENÇÃO

28,67 %

 

 

23,58 %

 

 

FREG. S. JOÃO BAPTISTA

 

 

2013

2009

 

% votos

eleitos

votos

% votos

eleitos

PS

62,83 %

    7

1589

42,27 %

 

MPT

25,19%

    2

537

--

 

CDU

7,35%

 

186

8,47 %

 

PSD

2,14 %

 

54

2,45 %

 

BE

0,36 %

 

8

0,76 %

 
           
           

BRANCOS

1,70 %

 

43

1,30 %

 

NULOS

0,99 %

 

25

0,86 %

 

ABSTENÇÃO

28,76 %

 

 

25,16 %

 

 

FREG. DE N.ª S.ª DOS DEGOLADOS

 

 

2013

2009

 

% votos

eleitos

votos

% votos

eleitos

PS

69,41 %

    5

295

53,67 %

 

MPT

24,24 %

    2

103

--

 

CDU

3,06 %

 

13

5,35 %

 

PSD

     

0,89 %

 

BE

0,24 %

 

1

0,00 %

 
           
           

BRANCOS

 

 

6

0,45 %

 

NULOS

 

 

7

0,45 %

 

ABSTENÇÃO

18,27 %

 

 

18,07 %

 

 

´

Encerradas as urnas, apurados os resultados, está terminado o processo eleitoral. Tudo o que falta agora é o reconhecimento formal e a publicação dos resultados que constituiu a parte burocrática e oficializadora desses resultados.

A nós, para extrapolarmos as nossas conclusões e análises, já temos quanto baste.

 

Assim sendo podemos concluir que:

 

- A vitória do Partido Socialista é expressiva e muito conclusiva, uma vez que ganhou em todos os órgãos autárquicos (Câmara, Assembleia Municipal, Assembleias de Freguesias);

 

- Essa vitória concretizou-se por votações entre os 56,45% e os 69,41% do total de votos expressos, ficando o segundo (MPT), em número de votos recolhidos, sempre em percentagem que variam entre os 24,24%; e os 28,75%

 

 

- Que apenas estas duas das organizações políticas concorrentes, tiveram uma expressão considerável em percentagem de votos, tendo os restantes três concorrentes (CDU, PSD, BE) obtido percentagens muito reduzidas pois se situam entre 0,24% e os 8,07%.

 

- A abstenção ainda que ligeiramente superior à de 2009, manteve-se em valores que vão dos cerca  28,76% aos cerca de 18,27%.

 

Está feito o diagnóstico que permite avaliar a situação política que existe, neste momento, nesta comunidade. Resta agora que, numa base de bom senso, rigor e esclarecimento, cada um tire as suas conclusões e, partindo delas, defina a melhor maneira de organizar os seus projectos pessoais e sociais, porque só por ignorância ou falta de discernimento se age à revelia da realidade social em que se vive.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:59


BEM PENSAR - BEM AGIR

por Francisco Galego, em 29.09.13




O MAL NÃO PODE VENCER O MAL.



SÓ O BEM O PODE FAZER.

                                      

                                                                                      LEÃO TOLSTOI

 

 

 

PORQUE SE UM MAL VENCE OUTRO MAL,


É O MAL QUE PERMANECE.

 

SÓ COM A VITÓRIA DO BEM,


O MAL SE ELIMINA


PARA QUE, EM SEU LUGAR,


SE INSTALE O BEM.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


PARA MEDITAR

por Francisco Galego, em 28.09.13

 

 

 

Não há segurança, sem boa ORDEM


Não há boa ordem, sem boa AUTORIDADE.


Não há boa autoridade, sem boa JUSTIÇA.


Não há boa justiça, sem boas LEIS

.

Não há boas leis, sem bons POLÍTICOS.


Não há bons políticos, sem bons ELEITORES.


Os bons eleitores, votam de modo consciente


e são bem intencionados.


 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:02


O MEU MANIFESTO ELEITORAL

por Francisco Galego, em 26.09.13

 

Agora a festa vai acabar!


Chegou a hora da meditação.


O voto importa, porque do voto resulta a qualidade da nossa vida em comunidade.


Como escolher alguém que não seja de confiar? A menos que eu mesmo não me considere uma pessoa de bem. Porque se sou uma pessoa de bem, tenho o dever de escolher o melhor que for possível.


Vivemos nesta terra, nem muito grande, nem muito pequena. Aqui todos nos conhecemos. Por isso, não há razão nem desculpas para enganos.  Podemos votar segundo o nosso interesse ou a nossa ganância. Mas fazêmo-lo conscientes do que estamos a fazer.


Agora,  vamos ter de contar apenas com aqueles que os nossos votos ecolherem para cuidarem dos nossos destinos e dos nossos interesses. Por isso, é mesmo muito importante escolher em consciência e escolher bem.


Para mim, a melhor escolha é sempre a que melhor garante o bem de todos nós.


Por isso, importa votar de forma consciente e esclarecida.


Quem não se sinta esclarecido, tem sempre a possilidade de votar em branco. Mas todos deveríamos votar.


O voto é o sangue que irriga e dá força à DEMOCRACIA, regime que terá muitos defeitos, mas que é o único que proclama a IGUALDADE de direitos, a necessidade de FRATERNIDADE e o dever de cada um respeitar o direito à LIBERDADE de todos os que vivem segundo os principios da Justiça e da legalidade.


Encolher os ombros porque todos os políliticos são o mesmo?


Não é verdade que assim seja. Andaram nesta campanha que agora termina uns milhares de pessoas que se candidatam aos diversos cargos. E, muitos deles, a grande maioria deles, não andam nisto à procura de pôr a mão no "pote" para se amanharem. Muitos andam nisto apenas pelo desejo de bem servirem.


Alguns deles fazem-no com sacrifício das suas pessoas e das suas famílias. Fazem-no por gostarem de ajudar os outros.E aqui incluo pobres e ricos. Pois também há ricos que dispõem dos seus bens para criarem condições de bem-estar e de segurança social. Assim como há pobres que, na sua ganância, só vêem na política uma oportunidade de se tornarem ricos através das mais desonestas manigâncias.


Por isso, digo que está na mão de cada um de nós separar o trigo do joio. Somos nós que, com o nosso voto, ajudamos a escolher os que nos devem governar.

Se escolhemos corruptos é porque, ou somos estúpidos, ou somos como eles e só queremos aproveitar das migalhas que vão cair da mesa de banquetes em que eles transformam a governação.

Se queremos que as coisas corram bem para todos, então ajudemos a escolher os que julgamos mais capazes de o fazer.


Desejo a todos as pessoas de boa vontade que votem em consciência e segundo o que dita a sua consciência.


Se assim for, iremos concerteza obter o melhor dos resultados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:43


A GRANDE FESTA

por Francisco Galego, em 23.09.13

A campanha eleitoral está na rua.

É a grande festa da democracia.

Os grupos em arruadas deslocam-se chamando a atenção das pessoas, distribuindo prendas e mensagens.

Os candidatos desdobram-se em acenos, cumprimentos, abraços e muitos beijinhos.

Cada um procura mostrar a sua capacidade de mobilização juntando o máximo de participantes que consegue arregimentar.

Há alegria, nos cantares e nos ditos. As eleições são também um bom pretexto para um alegre convívio.

 

As eleições deviam ser mais do que isto? Deviam tentar ir para além de tudo isto? Por certo que sim.

Devia haver mais debate de ideias, de propostas e de projectos. Era bom que se constituísse um compromisso entre os candidatos e os eleitores. E esse compromisso devia estar expresso nos programas eleitorais que são elaborados e distribuídos durante a campanha. Mas, esses programas, limitam-se cada vez mais, a serem uma listagem de promessas. Assim se vai instalando esta forma de agir em busca do voto.


Em boa verdade, tudo isto acontece por culpa de grande parte dos eleitores que não querem que lhes falem para os esclarecer. Preferem assistir a acções que apenas se destinam a agradar e a entreter.

 

Temos uma prática democrática cada vez mais pobre e mais vazia. Assim são os tempos que correm. E como, para ser eleito, é preciso acompanhar a tendência dos tempos que correm, os políticos cada vez cuidam mais de animar o povo e cada vez menos são chamados a prestar contas e a apresentar ideias.  

 

Daqui resulta que as pessoas que entendem as coisas de maneira mais exigente e ponderada, se afastam cada vez mais da vida política.

E, no entanto, como eles e elas são necessários para uma vida política de qualidade  e para o desenvolvimento do próprios partidos, pois são estas as pessoas que têm capacidade de pensamento critico e criativo para analisarem correctamente as situações e para encontrarem as melhores soluções.


Entrámos num círculo viciado. E, francamente, parece que ninguém sabe como é que daqui podemos sair e onde é que tudo isto nos vai levar.   

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:38


A INTENÇÃO DO MEU VOTO

por Francisco Galego, em 18.09.13

Estamos em plena campanha eleitoral para escolhermos os nossos representantes nos órgãos do poder local.

Vivo num concelho que esteve durante décadas entregue a uma gestão sem projecto, sem regras claramente definidas e com atropelo constante da legalidade.

Estamos numa conjuntura de crise profunda que criou graves problemas sociais a que se torna necessário dar resposta. Houve um enorme aumento dos encargos e, simultaneamente, graves reduções orçamentais que tornam difícil a gestão financeira do município, criando dificuldades que ainda mais se agravam devido à situação de endividamento e de défice que, a equipa de gestão que agora cessa o seu mandato, herdou do exercício administrativo da gestão anterior.

 

Residente que sou no concelho de Campo Maior, venho por este meio declarar qual a minha espectativa quanto ao programa que gostava que o partido em que vou votar adoptasse para a gestão desta autarquia.

Gostaria que esse programa não se limitasse a uma longa listagem de intenções quanto à realização de obras, eventos e acções de incidência social, mas que, acima de tudo, fosse um projecto com um ideário que servisse de base a um programa coerente, exequível, sustentável e fundamentado para a resolução dos problemas da comunidade campomaiorense.

Gostaria que esse programa estivesse elaborado com base em finalidades claramente definidas e em objectivos traçados com rigor e clareza.

Gostaria que fosse um programa eleitoral de compromisso com a verdade e com a realidade.

Gostaria que fosse um programa ciente dos problemas reais e das soluções que são as mais justas e as mais adequadas para os resolver.

Gostaria que fosse um programa eleitoral que garantisse:

- A clareza e a legitimidade total dos processos;

- A procura das melhores soluções para as necessidades e problemas da comunidade;

- A decisão de realizar um serviço público de interesse e com qualidade.

 

Estas são as minhas expectativas e são elas o padrão que vou utilizar para avaliar o desempenho dos que agora vão ser eleitos, no final do mandado que agora vai começar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:30


CELEBRAÇÕES CULTURAIS

por Francisco Galego, em 08.09.13

Ontem, 7 de setembro de 2013, a Câmara Municipal de Campo Maior promoveu a realização simultânea de duas cerimónias de carácter cultural.

Uma foi a do descerramento de uma placa com o novo nome atribuido à Bilblioteca, em cumprimento de uma proposta por mim apresentada há algum tempo e aprovada na Assembleia Municipal. Assim, passa a chamar-se BIBLIOTECA MUNICIPAL JOÃO DUBRAZ.

Como tive ocasião de referir, trata-se de uma justa homenagem ao que pode e deve ser considerado o vulto mais notável da cultura campomaiorense.

 A outra cerimónia consistiu na inauguração, na mesma biblioteca, da sala José Manuel Capêlo, poeta e historiador, que viveu e faleceu em Campo Maior e cuja família fez concessão da sua biblioteca pessoal à Biblioteda Municipal João Dubraz.

Na ocasião tive a oportunidade de chamar a atenção para esta notável figura ligada a Campo Maior, fazendo algums considerações que tento reproduzir no escrito que transcrevo:

 

José Manuel Capêlo

 

 

 

 

José Manuel Gomes Gonçalves Capêlo nasceu a 29 de Janeiro de 1946, em Castelo Branco. Faleceu em Campo Maior, numa quinta-feira, em 25 de Fevereiro de 2010.

 

Neste mesmo dia, ao atravessar a avenida, uma buzina tocou. Olhei e vi o Capêlo que me acenava ao volante da sua carrinha amarela. A carrinha, a maneira descuidada como se vestia e a longa e farta barba que lhe cobria o rosto, davam-lhe aquele ar de vendedor de feiras que irónica e intencionalmente cultivava.

Respondi ao aceno. Pensei que já não o via há bastante tempo. Costumava vir duas vezes por semana abastecer-se à vila e telefonava para uma cavaqueira no Jardim, para recordarmos coisas das nossas vidas e confrontarmos opiniões sobre acontecimentos presentes. Mas, ultimamente parecia ter-se encafuado mais no refúgio que construíra em isolamento campestre e que baptizara como a Casa do Templo. Constituíra esta casa como o ermitério onde se isolara.

Passadas umas horas sob este rápido e distante encontro de apenas um aceno, recebi uma chamada de um familiar, vizinho do Zé Manuel Capêlo. Anunciava-me que ele tinha falecido subitamente mesmo à sua frente.

Foi um choque pela violência e gravidade da inesperada notícia. Sabia que andava com problemas de saúde algo preocupantes. Mas, não pensava que pudesse haver um tal desfecho.

 

Fui velá-lo por breves momentos. Acompanhei a cerimónia da incineração em Elvas. Regressei a casa e, abalado, sem reflectir muito, sentei-me frente ao computador. Costumava ler num Blogue a poesia que fora criando ao longo dos anos. Era uma leitura que fazia com muito gosto. Tratava-se de uma preciosa selecção de poemas escolhidos com um notável critério de qualidade. A sua autora era uma amiga ligada por um antigo e devotado afecto ao autor dos poemas. Mas, sendo ela uma artista de elevado engenho e mérito, ilustrava as páginas com imagens muito bem seleccionadas. O conjunto resultava na associação perfeita entre o valor estético das figuras e o interessante conteúdo dos poemas publicados.

Fiquei ali a revisitar os poemas, confirmando a grande inspiração que os gerara. Influenciado por esta leitura escrevi então as seguintes palavras:

 

Aqui, onde vieste lançar as raízes do teu fim de vida...
Aqui, neste Campo Maior,

Onde quiseste que fossem lançadas as cinzas do que foste...
Aqui, onde alguns amigos vieram acenar-te um adeus final...
Aqui te expresso um último desejo:
"Requiescat in pace" Capêlo, tardio e breve amigo.

(27 de Fevereiro de 2010)

 

No domínio da criação literária foi poeta, ficcionista, investigador e editor. Tem colaboração (poesia, recensão crítica, conto e ensaio) dispersa em jornais e revistas, quer em Portugal, quer no estrangeiro.

 

Publicou uma dozena de livros de poesia e uma imensidade de poemas em várias antologias e revistas

 

Traduzido em várias línguas e países: Brasil, Espanha, França, Inglaterra,

  República Popular da China e USA

 

No blogue (Re)Encontro Inevitável, de Emília Matos e Silva, encontramos uma bela selecção dos seus poemas.

 

No domínio da História fixou-se num tema – Os templários sobre os quais deixou livros que constituem referências inevitáveis para o estudo deste tema:

 

Portugal templário – A Presença Templária em Portugal – Relação e sucessão dos seus Mestres (1124-1314). 1ª edição, Aríon, Lisboa, 2003; 2ª edição, Zéfiro, Lisboa, 2008;

 

Castelo Branco, a Cidade-Capital Templária de Portugal: de 1215 a 1314, Codex Templi, Os Mistérios Templários à Luz da História e da Tradição, Zéfiro, Sintra, 2007.

 

Para divulgar textos seus sobre a temática do Templários, criou um blogue intitulado Mais Encanto que assinava com o pseudónimo de Pedro Alvites, um mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo.

 

Muito interessado no conhecimento dos Templários em Portugal mas sempre numa perspectiva puramente histórica, pois renegava qualquer abordagem do tipo “templarismo”, de carácter mais ou menos cerimonial ou exotérico.

 

Na releitura que fiz da sua poesia, escolhi dois breves poemas que me pareceram ser autodefinidores do seu autor:

 

SE…EM REALIDADE

 

Se eu tivesse tempo de ser tempo
se o tempo tivesse tempo de ser eu
talvez que o tempo fosse mais tempo
e eu tivesse tempo de ser mais eu.

José Manuel Capêlo, Rostos e Sombras, Sílex, 1986.

 

SER

 

A razão de ser como sou

deve-se ao facto

de não ser como deveria ser!

 

José Manuel Capêlo, Fala do Homem Sozinho, Editora Danúbio, 1983

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:11

É nossa convicção que as “saias” que já foram uma forma de manifestação de cultura popular em grande parte das povoações do Alto Alentejo, principalmente no distrito de Portalegre, e que, nos nossos dias, só são cantadas e dançadas com alguma regularidade e intensidade no concelho de Campo Maior, têm aqui subsistido graças ao grande impulso que têm recebido desse grande fenómeno em que se tornaram as Festas do Povo.

Se estas desaparecessem, desapareceria também o “cantar e bailar as saias” de Campo Maior? Só o tempo, esse grande mestre, terá a resposta para esta questão.

Entretanto, façamos aquilo que está ao nosso alcance ser feito: deixemos aqui lavrado para as gerações futuras o que ainda podemos testemunhar como manifestação viva da cultura popular das gentes de Campo Maior.

Neste tempo que é o nosso, o povo de Campo Maior canta assim as suas festas:

 

Numa manhã de Setembro,

A vila acorda mais bela;

E a camponesa sorri,

Debruçada na janela.

 

Durante meses e meses,

Mãos rudes fazem magia;

Transformam papel em flores,

Para nos dar alegria.

 

Vila de Campo Maior,

Terra de grande beleza;

Toda composta de flores,

Pareces uma princesa.

                                                       

O povo que agora canta,

Jamais cantará de novo,

Se um dia se perderem,

As nossas festas do Povo.

 

Campo Maior terra bela,

A terra dos meus amores,

Que bela és enfeitada,

Toda coberta de flores.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:00


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D