Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

 

NA APANHA DA AZEITONA ( IV )

 

Azeitona miudinha,

Vai toda para o lagar;

Toda a moça que é baixinha,

É mais firme no amar.

                                                       

Oliveiras, oliveiras,

Tudo aqui são olivais;

Por muito que tu me queiras,

Eu’inda te quero mais.

 

A azeitona é um segredo,

Com o caroço fechado;

Anda amor não tenhas medo,

Qu’estarei sempre a teu lado.

 

A azeitona é um segredo,

Com o caroço escondido;

Todos sabem quem eu amo,

Ninguém sabe o meu sentido.

 

A azeitona já está preta,

Já se pode apanhar;

Desde a hora em que te vi,

Não parei de t’adorar.

 

Apanhem a azeitona,

Que está caída no chão;

Ainda que miudinha,

Sempre se come com pão.[1]

 

Varejem, varejadores,

Apanhem, apanhadeiras;

Apanhem baguinhos d’ouro,

Que caem das oliveiras.[2]

 

 



[1] Publicada em Cantos Populares Portugueses – Recolhidos da tradição oral, por A.T.Pires. Elvas (1902-1910), p. 156

[2] Publicada em A Sentinella da Fronteira, nº 570, Elvas, 11 de Maio de 1890.

 

 




publicado por Francisco Galego às 16:41
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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