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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS XIII

por Francisco Galego, em 28.03.11

O Notícias de Campo Maior, 30 de Setembro de 1928

 

FESTAS DO POVO


   Com menos entusiasmo que nos últimos dois anos, realizaram-se nos dias 2 a 5 do corrente, nesta vila, as tradicionais e pitorescas Festas do Povo.

   Poucas ruas ornamentadas; decorações muito simples e modestas, em tudo se fazendo sentir os efeitos do péssimo ano agrícola e da crise que atravessam as classes trabalhadoras, pois é o elemento popular que toma sobre si o encargo de transformar as ruas da povoação em autênticos jardins de verdura e de flores, nos dias das festas, nos anos fartos em que tudo corre bem.

   No primeiro dia, após a festa de igreja, realizou-se a procissão, que, como de costume, teve farta concorrência.

   As três touradas à vara larga foram muito concorridas de público, mas decorreram monotonamente e sem interesse de maior.

   O gado foi cedido pelos lavradores Srs. Pompeu Caldeira e Francisco da Silva Rasquilho Corado, pai e filho.

   O maior êxito das festas foi obtido pela distinta Banda Municipal de Estremoz, nos magníficos concertos que deu no jardim público. Esta banda, que vinha já precedida de grande fama, colheu fortes aplausos por parte dos milhares de pessoas que, em volta do coreto, com a maior atenção e interesse, assistiram a todos os concertos.

   Execução primorosa e correcta; perfeita afinação; Grande sonoridade; disciplina e obediência à batuta. Pode afirmar-se que se trata de um brilhante núcleo musical, conjunto admirável que muito honra a importante cidade alentejana e que deve servir de justo e legítimo orgulho ao seu regente, o distinto professor, Sr. tenente José António Lima, que se afirmou à altura da sua missão, conquistando as melhores simpatias e merecida admiração no público campomaiorense.

   A execução e interpretação correctíssima e conscienciosa de todas as peças do seleccionado e escolhido reportório com que o maestro Lima nos mimoseou, foram coroadas de vibrantes palmas, conservando-se sempre a assistência possuída do maior entusiasmo.

   E foi esta a nota característica e predominante das Festas do Povo no corrente ano.

(…)         A concorrência de forasteiros às festas foi pequena, no entanto fizeram negócio as hospedarias e cafés dos Srs. António Rita, Joaquim Rodrigues, Manuel Andrade e Manuel Nicolau, onde o público já hoje encontra um serviço que satisfaz pelo asseio e boa cozinha.

   E, para finalizar, os nomes da Comissão de Festas, que, com sacrifício e muitas dificuldades, as puderam levar a efeito:

               Presidente – José Rodrigues Valente

               Secretário – José Maria Paio Serrano

               Tesoureiro – António do Espírito Santo Dragão

               Vice-Presidente - Francisco Vitorino Grilo

               Vice-Secretário – Manuel Azinhais Ruivo

               Vice-Tesoureiro – António Mourato Caramelo

               Vogais – Gonçalo Camilo Marques; José Joaquim Martins;

                             Félix Henrique Garcia

 

            As Festas de 1928, foram de facto muito modestas, a julgar pelas poucas notícias delas que até nós chegaram. Mas as Festas de 1927, alcançaram tal brilhantismo e projecção, que vão perdurar por muito tempo na memória da comunidade campomaiorense que se referia a 1927 como o ano das festas grandes. Só vinte e cinco anos depois, em 1952, as Festas voltariam a despertar um entusiasmo semelhante.

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS XII

por Francisco Galego, em 24.03.11

 

O O Notícias de Campo Maior, 30 de Outubro de 1927

 

AS FESTAS DO POVO


   Como se esperava, as festas realizadas nos dias 12 a 14 do mês findo, tiveram um brilho e um entusiasmo excepcional.

   Pode afoitamente afirmar-se que, as festas deste ano com as de 1923 e as de 1911 [1909], foram as melhores até hoje levadas a efeito em Campo Maior.

   Os milhares de forasteiros que nos visitaram, vindos de Elvas, Arronches, Santa Eulália, Portalegre, Évora, Lisboa e outras terras do País e que foram recebidos galhardamente por esta hospitaleira terra, retiraram encantados, imensamente satisfeitos e com o desejo de voltarem no próximo ano, porque das festas levaram as mais gratas recordações.

   A Comissão de Festas viu os seus esforços coroados do melhor êxito, tendo cumprido briosamente o programa anunciado, granjeando por isso os maiores elogios de toda a população, que teve quatro dias de festa rija, divertindo-se, gozando, folgando entusiasticamente.

   Pode dizer-se pois, que as festas representaram um grande triunfo, atraindo enorme afluência de forasteiros e conquistando para Campo Maior novos louros, para o que muito contribuiu também a cooperação desinteressada das entidades oficiais, da Agricultura, do Comércio, da Indústria e das classes operárias.

   Também a activa propaganda da imprensa muito contribuiu para o êxito das festas.

   Devemos destacar ‘O Século’, que fez delas desenvolvida reportagem, merecendo aplauso de todos os campomaiorenses e constituindo uma honra para Campo Maior.

   O nosso periódico fez quanto pode e preza-se de ter sabido cumprir o seu dever.

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS XI

por Francisco Galego, em 20.03.11

O Notícias de Campo Maior, 15  de Julho de 1927

 

FESTAS DO POVO


   Vão realizar-se este ano. As últimas festas tiveram lugar em 1923 e deixaram no espírito dos campomaiorenses as mais gratas recordações pois marcaram pelo brilho e entusiasmo de que foram revestidas. Um grupo de rapazes, animados de espírito bairrista, meteu ombros a tão árdua empresa, empresa cheia de responsabilidades e de canseiras, sem outras aspirações que não sejam elevar o bom nome da nossa terra, atrair forasteiros, promover uns dias de recreio aos que durante um ano labutaram nas suas fainas e que não possuem rendimentos para saírem em vilegiatura, frequentar praias ou as grandes cidades. É dever, pois, de todos os campomaiorenses, coadjuvarem e darem todo o auxílio à comissão, para que ela possa mimosear-nos com um lindo programa… A época marcada para a sua realização é, como de costume, nos primeiros dias de Setembro, devendo constar de arraiais, fogo de artifício, concertos musicais por uma banda, procissão, festas religiosas e touradas.

   A comissão é composta pelos Srs. Humberto Carreiras Pires, José Cipriano das Chagas, Manuel Vilhalva Costa, António Sérgio da Conceição Júnior, Romão Semedo Batuca, António Lavadinho Dragão e João Vilhalva Costa e iniciou já os seus trabalhos com o maior entusiasmo e boa vontade.

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS X

por Francisco Galego, em 16.03.11

O Campomaiorense, Ano III, Nº 62, 30 de Outubro de 1923

As festas do Povo

   As Festas do Povo tiveram este ano um brilhantismo desusado. Cerca de 5.000 pessoas aclamaram os briosos aviadores militares que visitaram a vila por ocasião das festas.

 

(...) Quase todas as ruas se achavam ornamentadas a capricho. Merecem especial referência o Largo do Terreiro e as ruas do Pedroso, Major Talaya, Visconde de Seabra, Vasco Romão e Miguel Bombarda. Das surpresas, a destacar: o moinho do hábil artífice Sr. Peguinho e um avião dos Srs. Humberto Pires e Serafim Sobrinho.

(...) A nota mais animada das festas, foi a vinda de dois aviões do Grupo de Esquadrilhas de Aviação República, da Amadora, cuja chegada estava anunciada, no programa, para o primeiro dia das festas, tendo sido, à última hora, marcada para o segundo dia, por motivo dos mesmos aviões terem de inaugurar um campo de aviação, em Vila Real de Santo António.

   Manhã cedo, as estradas que conduzem ao Rossio de S. Pedro, onde se devia fazer a aterragem, ofereciam um aspecto curioso. Quase toda a população da vila e os forasteiros, afluíram aquele local para gozar o emocionante espectáculo da chegada dos aparelhos que, pela primeira vez, nos visitaram. A aterragem estava marcada para as 9 horas. A essa hora, encontravam-se já no Rossio cerca de 5.000 pessoas.

(...)    A Comissão das Festas trabalhou afanosamente para que elas tivessem o brilho que as distinguiu. A Comissão, se bem que teve alguma decididas boas vontades a auxiliá-la, teve também muitas más vontades a embaraçar-lhe o caminho mas, apesar de todas as contrariedades e dissabores, houve-se por forma a merecer a simpatia geral dos campomaiorenses. Só quem acompanhou de perto os trabalhos da Comissão pode avaliar quanta energia e tenacidade foi preciso desenvolver para chegar a tão brilhantes resultados. O Campomaiorense, agradecendo aos simpáticos rapazes da Comissão as gentilezas com que cumularam o seu redactor, louva-os pelo seu acentuado bairrismo e pela sua acção inteligente em prol de Campo Maior.

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS IX

por Francisco Galego, em 12.03.11

O Campomaiorense, Ano II, Nº 37, 15 de Setembro de 1922

 

Festas do Povo


                     Nos dias 3 a 6 do corrente realizaram-se nesta vila as tradicionais Festas do Povo, cumprindo-se à risca o programa que publicámos no nosso último número.

                     A banda União Artística de Castelo de Vide apresentou-se com galhardia, com distinção e executou com muito brilho o seu repertório. Muita pontualidade, muita correcção. Castelo de Vide, a Sintra do Alentejo, pode orgulhar-se de ter sido muito bem representada pela sua filarmónica, que teve a gentileza de nos vir cumprimentar. Da janela da casa do nosso amigo Sr. José Ramos, onde se acha provisoriamente instalada a redacção, agradeceu o nosso camarada João Ruivo. Serviu-se um modesto copo-de-água, brindando o nosso camarada Eduardo Ramos e agradecendo em nome da direcção da filarmónica, o Sr. António de Almeida Bucho, que teve também a amabilidade de vir apresentar-nos os seus cumprimentos de despedida. (…)

   No primeiro dia, as ruas da vila surgiram vistosamente engalanadas como que numa apoteose de mágica. Cordões de verdura, bandeira multicolores, galhardetes, arcos de triunfo a quebrarem a monotonia dos dias normais.

                     A destacar, a ornamentação da Praça da República onde o nosso amigo José Valente pôs uma nota de bom gosto; a Rua Miguel Bombarda, ornamentação dirigida pelo hortelão Mourato, bom velhote, com grande jeito para coisas bonitas; a Rua da Misericórdia e a de Pedroso; o labirinto do Largo do Barão de Barcelinhos; as entradas da Rua Major Talaya; as iluminações à veneziana da Rua 13 de Dezembro e à moda do Minho da Rua da Poterna; as varandas do Srs. Manuel Joaquim Correia, Diogo Chouriço, Manuel Prateiro e João Gonçalves Júnior, artisticamente ornamentadas.

 

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS VIII

por Francisco Galego, em 08.03.11

 

O Campomaiorense, Ano I, Nº 4, 15 de Setembro de 1921

As festas na nossa terra


               Já lá vão longe as festas pomposas que há dias nesta vila se realizaram em honra do glorioso S. João Baptista, padroeiro de Campo Maior, cujas já se não realizavam há 11 anos. São dignos de louvores todos os que para o seu engrandecimento concorreram, sendo especialmente mui dignos deles os promotores dos festejos, rapazes de diversas classes que, por meio duma subscrição, obtiveram quantia suficiente para a realização dos seus intentos, sendo tudo coroado do melhor êxito. A maioria dos largos e ruas da vila, algumas as mais modestas, vimos vistosamente engrinaldadas com festões de buxo e bandeirolas, levantando-se em muitas delas grandes e decorados mastros, tudo iluminado à noite com grande quantidade de balões venezianos, lanternas e lâmpadas eléctricas, o que, junto às iluminações das casas particulares, dava à vila um aspecto muito agradável. Seguimos o nosso passeio destinado à nossa reportagem e se bem não narramos todas as suas ocorrências, diremos no entanto o que por nós se nos deparou.

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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS VII

por Francisco Galego, em 04.03.11

O Campomaiorense, Ano II, Nº 35, 20 de Agosto de 1922

Festas do Povo

Consta-nos que se hão-de realizar nesta vila, nos primeiros dias do próximo mês de Setembro, as tradicionais Festas do Povo, cujo programa não foi ainda publicado.

A Comissão promotora não nos forneceu, até à data, nenhumas informações, pelo que não temos podido fazer a propaganda das referidas festas, como era nosso desejo.

O Campomaiorense, Ano II, Nº 37, 15 de Setembro de 1922

Festas do Povo

Nos dias 3 a 6 do corrente realizaram-se nesta vila as tradicionais Festas do Povo, cumprindo-se à risca o programa que publicámos no nosso último número.

A banda União Artística de Castelo de Vide apresentou-se com galhardia, com distinção e executou com muito brilho o seu repertório. Muita pontualidade, muita correcção. Castelo de Vide, a Sintra do Alentejo, pode orgulhar-se de ter sido muito bem representada pela sua filarmónica, que teve a gentileza de nos vir cumprimentar. Da janela da casa do nosso amigo sr. José Ramos, onde se acha provisoriamente instalada a redacção, agradeceu o nosso camarada João Ruivo. Serviu-se um modesto copo-de-água, brindando o nosso camarada Eduardo Ramos e agradecendo em nome da direcção da filarmónica, o sr. António de Almeida Bucho, que teve também a amabilidade de vir apresentar-nos os seus cumprimentos de despedida. (…)

No  primeiro dia, as ruas da vila surgiram vistosamente engalanadas como que numa apoteose de mágica. Cordões de verdura, bandeira multicolores, galhardetes, arcos de triunfo a quebrarem a monotonia dos dias normais.

A destacar, a ornamentação da Praça da República onde o nosso amigo José Valente pôs uma nota de bom gosto; a Rua Miguel Bombarda, ornamentação dirigida pelo hortelão Mourato, bom velhote, com grande jeito para coisas bonitas; a Rua da Misericórdia e a de Pedroso; o labirinto do Largo do Barão de Barcelinhos; as entradas da Rua Major Talaya; as iluminações à veneziana da Rua 13 de Dezembro e à moda do Minho da Rua da Poterna; as varandas do srs. Manuel Joaquim Correia, Diogo Chouriço, Manuel Prateiro e João Gonçalves Júnior, artisticamente ornamentadas. (…)

(…) Arraiais muito concorridos. Vimos muitos forasteiros. O fogo-de-artifício pouco e fraquito, por falta de verba para coisa de mais efeito. Culpa de quem não contribui como deve para festas tão interessantes. Muitos bailes populares, onde os camponeses alentados e as moçoilas de trajos garridos se desafiavam em quadras singelas, numa toada lenta, que revela a índole bonacheirona do nosso povo. Iluminação deficiente no jardim. Será bom que, nos anos futuros, as comissões das festas tomem em conta este pormenor.

Serviço de policia regular… as festas decorreram se incidentes desagradáveis. Não houve uma única desordem; o povo comportou-se à altura…

As festas terminaram deixando as melhores e mais gratas impressões. A comissão de festas, à parte pequenas falhas devidas à influência do meio, merece um louvor pelo trabalho extenuante e sacrifício que representa o seu esforço e boa vontade.

 

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publicado às 15:14


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