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O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS VII

por Francisco Galego, em 28.02.11

O Campomaiorense, Ano I, Nº 2, 15 de Agosto de 1921

Campo Maior – Grandiosas e deslumbrantes festas em honra de S. João Baptista nos dias 1, 2, 3 e 4 de Setembro de 1921.

Programa das festas

Imponente cerimonial de igreja: Orquestra composta de um grande número de executantes, sob a hábil regência do sr. José Francisco Soares; Sermão pelo distinto orador Vener. Dr. Costa Gomes

Vistosa e geral ornamentação de todas as ruas e largos da vila

Quermesse onde figuram muitas e ricas prendas

Festival na Avenida Dr. Agrela

Concerto musical pela “Banda União Campomaiorense” sob a regência do maestro José Francisco Soares

Imponentes touradas à vara larga

Maravilhoso fogo-de-artifício confeccionado pelo hábil pirotécnico das Mouriscas, Francisco Marques Amarante

Corrida de bicicletas e diferentes jogos desportivos

Concurso de ruas ornamentadas

Bailes, grande iluminação eléctrica e à veneziana e outros atractivos

O Campomaiorense, Ano I, Nº 3, 1 de Setembro de 1921

Festas em Campo Maior

Por nova deliberação da comissão das festas anunciadas, foram transferidas as mesmas para os dias 4, 5, 6 e 7 de Setembro. Continua grande entusiasmo na ornamentação das ruas, havendo diversas comissões constituídas, o que é de esperar grande brilhantismo.

O Campomaiorense, Ano I, Nº 4, 15 de Setembro de 1921

As festas na nossa terra

Já lá vão longe as festas pomposas que há dias nesta vila se realizaram em honra do glorioso S. João Baptista, padroeiro de Campo Maior, cujas já se não realizavam há 11 anos. São dignos de louvores todos os que para o seu engrandecimento concorreram, sendo especialmente mui dignos deles os promotores dos festejos, rapazes de diversas classes que, por meio duma subscrição, obtiveram quantia suficiente para a realização dos seus intentos, sendo tudo coroado do melhor êxito. A maioria dos largos e ruas da vila, algumas as mais modestas, vimos vistosamente engrinaldadas com festões de bucho e bandeirolas, levantando-se em muitas delas grandes e decorados mastros, tudo iluminado à noite com grande quantidade de balões venezianos, lanternas e lâmpadas eléctricas, o que, junto às iluminações das casas particulares, dava à vila um aspecto muito agradável.

 

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publicado às 16:56


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS VI

por Francisco Galego, em 24.02.11

O Elvense, nº 2209 de 7 de Agosto de 1902, p.2

Festas em Campo Maior

Prometem ser deslumbrantes as grandiosas festas populares que se realizam nos dias 30 e 31 deste mês e 1 e 2 de Setembro na importante vila de Campo Maior, festas que pela originalidade das iluminações e ornamentações das ruas atraem àquela povoação de forasteiros.

O  Elvense, nº2271 de 28 de Agosto de 1904, p.2

Festejos em Campo Maior, honra de S. João Baptista

Nos dias 3, 4, 5, e 6 de Setembro próximo, uma comissão promove em Campo Maior festejos no sítio de S. Joãozinho, extra-muros da vila, constando de arraial e iluminação à veneziana no dia 3.

No dia seguinte, de manhã, festa solene na Igreja de S. João Baptista, sermão e, às 5 horas da tarde, procissão, terminando à noite com arraial e fogo-de-artifício, havendo também bailes e iluminação à veneziana.

No dia 6 repete-se a tourada e iluminações.

Os festejos são abrilhantados por duas filarmónicas, dirigidas pelos senhores  José Francisco Soares e Simeão Avelino de Sousa Mourato.

O Distrito de Portalegre – Quarta-feira, 4 de Agosto de 1909, Ano 26º, Nº 1.684

Festas em Campo Maior

A ilustre e digna comissão dos festejos em homenagem a S. João Baptista, feitos a expensas do povo, composta de artistas desta vila e que muito nos merecem pelo seu elevado carácter, não se tem poupado a empregar todos os esforços para que os festejos se realizem com a mais luzidia pompa e correspondam aos desejos de todos.

Estes festejos, que já se têm repetido, têm atraído pela forma e brilho a concorrência de muitos forasteiros, que, no final têm confessado as suas agradáveis impressões em todas as acções de que se compõem os festejos, que têm sido deveras atraentes.

A comissão do presente ano, não menos digna que as anteriores, propõe-se a envidar todos os esforços para que tais festejos se efectuam com o maior brilho possível e para isso é justo que, aproveitando os seus bons desejos, este povo concorra, como sempre,  com os donativos de que possa dispor, auxiliando assim tão digna comissão e promovendo para que as ruas, largos, etc. sejam ornamentadas e iluminadas, provando desta forma o seu fino e variado gosto, que tanto tem sido admirado por todos os assistentes.

Para presidente honorário da comissão foi convidado o sr. cónego da Sé de Portalegre, reverendíssimo João Calado Branco, honra que não aceitou, mas que muito agradeceu.

Os festejos devem efectuar-se nos dias 28, 29, 30 e 31 de Agosto próximo e espera-se que sejam muito animados e variados em diversões, segundo nos consta e está resolvido.

(Correspondente)

 

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publicado às 16:50


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS V

por Francisco Galego, em 20.02.11

Correio Elvense, Ano VIII, nº791, 4ª-feira, 8 de Setembro de 1897, p.2

Campo Maior

Correram bastante animadas as Festas a São João Baptista que, de 4 a 7 do corrente se realizaram na importante e populosa vila de Campo Maior.

Quase todas as ruas da vila se achavam garridamente ornamentadas e, decerto, foi isto o maior atractivo das festas. Principalmente as ruas da Canada, da Misericórdia, Direita, do Paço, de Manantio, das Pereiras, 13 de Dezembro, Visconde de Seabra, Mouraria de Baixo e de Cima e Largo do Barão de Barcelinhos, ostentavam primorosas ornamentações.

À noite, com as iluminações, tornaram-se então verdadeiramente fantásticas.

O fogo-de-artifício agradou bastante. É pena que seja queimado num sítio onde o seu efeito quase não se pode desfrutar.

De Elvas foram muitíssimas pessoas a estas festas.

 

Correio Elvense, Ano IX, nº 843 de 10 de Setembro de 1898, p.2

Eis o programa dos grandiosos festejos que se hão-de realizar na vila de Campo Maior, em hinra de S. João Baptista, nos dias abaixo designados:

Dia 10

Grandes ornamentações por todas as ruas e largos, tudo transformado em jardins por diferentes gostos.

Às 3 horas da tarde, Grande arraial no sítio de São Joãozinho, extra-muros da vila, tocando a filarmónica União, composta de elementos das duas filarmónicas desta vila, escolhidas peças dos seu vasto repertório.

Às 10 horas da noite arraial e iluminação à veneziana em todas as ruas e junto da Igreja de São João, tocando a filarmónica União até à meia noite, terminando com um balão confeccionado pelo sr. Manuel das Chagas Pachão.

Dia 11

Às 6 da manhã alvorada por música em diferentes pontos da vila.

Às 11 horas, festa na Igrejha de S. João Baptista, em que toma parte a reputada orquestra Campomaiorense, dirigida pelo exmº sr. José Gonçalves Niza. Ao Evangelho subirá à tribuna sagrada o distinto orador, reverendo padre José Vitorino Alves Captivo.

Às 5 horas da tarde sirá a procissão, que percorrerá as ruas do costume, saindo a imagem de S. João com a sua irmandade e as do Satíssimo, S. Pedro, S. Sebastião, etc.

Às 9 horas da noite, iluminação em todas as ruas e largos, arraial, fogos de artifício, bailes populares e música na Avenida às portas de S. Pedro. O fogo é confeccionado pelo pirotécnico, David Nunes e Silva, da Sertã, que tanto agradou nos centenários Antonino e Vasco da Gama, terminando com um balão confeccionado pelo mesmo pirotécnico.

Dia 12

Às 6 horas da manhã, alvorada por música na praça D. Luís 1ª.

Às 11 horas, entrada do gado e embolação.

Às 3 horas da tarde grande tourada ao uso da terra. Gado bravíssimo, escolhido das manadas do abastado lavrador do concelho de Arronches, exmº sr. António Pereira Claro.

Às 9 horas da noite, brilhante iluminação em toda a vila e na Avenida às portas de S. Pedro, fogos de artifício de grande novidade, do mesmo pirotécnico da noite anterior, danças populares e música. Finda o fogo com um balão confeccionado pelo mesmo pirotécnico.

Dia 13

ÀS 11 horas, entrada do gado e embolação.

Às 3 horas da tarde, grande tourada; gado bravíssimo escolhido das manadas do abastado lavrador do concelho de Arronches, exmº sr. Manuel Pereira Nunes.

Às 9 horas da noite, grande marcha aux flambeuax, dirigida pelos exmºs srs. José Augusto Leitão e Joaquim Manuel de Sousa Bexiga, indo à frente a comissão promotora dos festejos , seguida pelas classes artísticas campomaiorenses, percorrendo todas as ruas da vila, com a filarmónica União, dirigida pelo maestro exmº  sr. José Francisco Soares – em sinal de reconhecimento às pessoas que auxiliaram a comissão com os seus donativos. Terminam os festejos comum balão, confeccionado pelo sr. Manuel das Chagas Pachão, e que subirá ao ar na Praça de D. Luís I.

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publicado às 16:41


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS IV

por Francisco Galego, em 16.02.11

Diário d’Elvas, Ano III, nº 630,  5 de Agosto  de 1895, p. 2

CAMPO MAIOR

AS FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA

Os nossos conterrâneos já não têm outro assunto para as suas conversas, que não sejam as grandiosas festas em projecto.

Em todas as ruas há comissões, em todas as ruas há influentes, em todas as ruas existe o maior empenho para solenizar com o maior esplendor o nosso querido Baptista, o nosso querido padroeiro.

A comissão é digna dos maiores encómios pelo grande zelo que tem empregado na inauguração dos seus trabalhos preparatórios.

Os programas vão ser distribuídos dentro de poucos dias porque já se encontram a confeccionarem uma das melhores tipografias dessa cidade (Elvas).

Por estes dias serei mais explícito.

 

 

Diário d’Elvas, Ano III, nº 648, 3ª feira, 27 de Agosto de 1895, p. 2

Programa dos grandes festejos em Campo Maior, Nos dias 31 de Agosto, 1, 2 e 3 de Setembro de 1895, em homenagem a S. João Baptista.

A comissão promotora dos festejos, deliberou fazer celebrar, com o devido esplendor, nos dias acima indicados, o seguinte programa:

Dia 31 de Agosto

Às 3 horas da tarde grande arraial no sítio de S. Joãozinho, extramuros da vila, tocando as duas filarmónicas reunidas peças do seu vasto reportório, sibindo ao ar uma balão, que será dirigido e confeccionado pelo sr. José Luís da Silva. Às 10 horas da noite arraial e iluminação à veneziana, junto da Igreja de S. João, tocando a filarmónica União , até à meia-noite e subirá ao ar outro balão.

Dia 1º de Setembro

Às 6 horas da manhã alvorada por música, em diferentes pontos da vila. Às 11 horas festa na Igreja de S. João Baptista, em que toma parte a reputada Orquestra Campomaiorense, dirigida pelo sr. José Gonçalves Nisa. Ao Evangelho, subirá à tribuna sagrada o distinto orador reverendo padre Santos. Às 5 horas da tarde sairá a procissão que percorrerá as ruas do costume, saindo a imagem de S. João com a sua irmandade e as do Santíssimo, S. Pedro, etc. Às 9 horas da noite, arraial com iluminação à veneziana por todas as ruas; fogos de artifício, bailes populares, música na Praça de D. Luís I. O fogo é confeccionado pelo pirotécnico António Simões de Vila Viçosa e subirá ao ar um balão.

Dia 2

Às 6 horas da manhã, alvorada por música na Praça de D. Luís I. Às 11 horas da manhã entrada do gado e embolação. Às 3 horas da tarde, grande tourada ao uso da terra. Gado bravíssimo, escolhido das manadas do lavrador da Torre de Mouro, sr. Manuel Joaquim Gonçalves; ao terminar será lançado um balão. Às 9 horas, brilhante iluminação na Praça de D. Luís I, no edifício da Câmara Municipal; fogos de artifício de grande novidade, pelo mesmo autor do da noite anterior; danças populares e músicas subindo ao ar um balão.

Dia 3

Às 3 horas da tarde, grande tourada, gado escolhido das manadas do lavrador sr. Manuel Jerónimo Minas Mocinha, sendo a abertura anunciada por um balão. Às 10 horas da noite, grande marcha “aux flambeaux” dirigida pelo sr. João Vaz Touro, indo à frente a comissão promotora dos festejos, seguida pela classe artística campomaiorense, percorrendo todas as ruas da vila com as duas músicas dirigidas pelos maestros srs. José Francisco Soares e Simão de Sousa Mourato, em sinal de reconhecimento às pessoas que auxiliaram a comissão com os seus donativos. A terminação dos festejos será anunciada por dois balões, que a classe comercial fará lançar no último dia de festa. À meia-noite na Praça D. Luís I.

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publicado às 12:37


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS III

por Francisco Galego, em 12.02.11

Diário d’Elvas, Ano II, nº 353, 5ª - feira, 30 de Agosto  de 1894, p.1

Campo Maior

Começaram na segunda-feira no teatro desta vila os ensaios das duas filarmónicas – Progressista e Regeneradora – para juntas tocarem nas festas que se devem realizar nesta vila, nos dias 1 a 4 do próximo mês de Setembro. (...)

 

O sr. Governador militar proibiu que fossem cortados das muralhas e esplanadas eucaliptos, evitando assim o abuso cometido o ano passado com uns cortes que efectuaram alguns indivíduos, servindo-se deles, segundo ouvi dizer, para mastros.

A câmara municipal desta vila proibiu que nas ruas 13 de Dezembro, Direita da Comissão, Cantos de Baixo e Alagoa se abrissem buracos. Estas ruas estão todas calçadas de novo.

O sr. Garriffo Lourenço, do Hotel Italiano de Elvas, veio a esta vila arrendar uma casa para aqui vir instalar um restaurante, durante os dias de festas, tomando para esse fim uma boa casa na Rua da Carreira. É uma grande vantagem para os forasteiros, porque já têm a certeza de encontrarem comida boa com que possam refazer-se gostosamente.

 

Por esta altura, as festas de Campo Maior ainda mal se diferençavam de outras que, quase simultaneamente se iam realizando noutras localidades próximas com as que a 8 de Outubro se realizaram em Santa Eulália e que foram em parte estragadas pela chuva. Ou como as que se realizaram a 15 de Outubro na freguesia de Degolados.

Contudo, num aspecto as festas de Campo Maior começaram desde cedo a diferenciar-se: a preocupação com a ornamentação das ruas e praças, predominando de início o recurso a verduras como o bucho, o eucalipto, a murta e a vasos de plantas naturais.

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publicado às 14:17


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS II

por Francisco Galego, em 08.02.11

Diário d’Elvas, Ano I, nº 80, 3ª feira, 3 de Outubro de 1893

Aparecem dois anúncios na página 3, um de uma empresa de transportes, outro do proprietário de um restaurante de Elvas que vai estabelecer-se durante as festas em Campo Maior. Estes anúncios são publicados pelo jornal nos cinco dias que antecederam as Festas.

 

Festas em Campo Maior

Um grupo de artistas briosos e incansáveis em engrandecer a terra de sua naturalidade, promove nos dias 7, 8, 9 e 10 do corrente, grandes festejos na vila de Campo Maior. Já tinha justa fama a festa denominada dos “contrabandistas”, pois a que agora se vai realizar será em tudo superior, para isso se empenham os seus promotores e pelo que se vê nos preparativos vai Campo Maior mostrar que dispõe de elementos em boa vontade e riqueza.

No intuito de auxiliarmos tão louvável empreendimento estabeleceremos para lá nesses dias carreiras de “char-à-bancs”,* ao preço de 500 réis ida e volta, partindo de Elvas às 8 e meia horas da manhã com regresso às 11 horas da noite.

As pessoas que desejarem aproveitar pedimos que nos previnam com a possível antecedência.

Mendes & C.ª

 

Festas em Campo Maior

Restaurant

Rua da Mouraria, 9

(Bandeira à porta)

Garriffo, gerente do Hotel Italiano em Elvas, vai estabelecer na vila de Campo Maior um restaurante, durante os dias de festa que ali se devem celebrar.

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 6 do corrente, pelas 8 horas da noite.

Haverá a qualquer hora canja de galinha e grande variedade de pitéus de finíssimo sabor, bons vinhos e grande sortimento de pastelaria de nata e carnes.

Por estes documentos podemos concluir que:

- É errada qualquer identificação entre a Festa dos Contrabandistas, que se realizava pelo São João e consistia numa procissão desde a vila até São Joãozinho, seguida de arraial (esta festa foi muito bem descrita pelo escritor campomaiorense Lourenço Caiola) e as Festas em Honra de São João Baptista, mais tarde designadas por Festsa do Povo;

- Já no século XIX as Festas atraíam tantos forasteiros que as empresas de transportes e de restauração da cidade de Elvas se organizavam para servir as gentes que se deslocavam a Campo Maior.

 

 

 

 

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publicado às 19:28


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS I

por Francisco Galego, em 04.02.11

No DIÁRIO D´ELVAS de 14 De Agosto de 1895, escreveu-se que:

 

-       Decorridos são já quatro decénios que antigas gerações assistiram aqui aos mais brilhantes festejos que se têm celebrado em Portugal ao precursor de Cristo, (S. João Baptista)…

Ainda hoje soam os ecos laudatórios (elogiosos) do brilhantismo desses festejos, que se passaram aos olhos do povo, a sua memória tornou-se latitudinária (rumo a seguir) pelas novas gerações.

Não se apagou realmente na alma dos novos a ideia tradicional dos festejos comemorativos a S. João Baptista.

A Comissão iniciou os festejos em 1893 e por forma tal se houve, que o êxito brilhante, excedendo a expectativa, foi laureado com a satisfação geral que promoveu o progresso e o lustre das festas. O povo, tomando sobre si o (…) trabalho da ornamentação das ruas que ofereciam à vista um aspecto encantador e fantástico, nos anos anteriores, prepara para este ano atraentes e maravilhosas novidades… que serão apreciadas por quem visitar esta vila nos dias 31 do corrente e 1.2, e 3 de Setembro.

Na ornamentação das ruas predomina, a par do bom gosto, o estudo de um ano, dentro do qual cada cérebro elabora, retém e prepara os atractivos que há-de mostrar aos visitantes.


Desta notícia podemos concluir que:

-       As festas retomadas em 1893, procuravam dar continuidade a uma tradição interrompida por quatro décadas, logo desde o tempo em que João Dubrás lhes fizera referência na sua obra, em 1869;

-       Que as festas exigiam preparativos que ocupavam as pessoas pelo espaço de quase um ano na sua concepção e realização;

-       Que ao retomarem a antiga tradição, lhe anteciparam a data de modo a que as Festa se realizasse não em 28 de Outubro, mas em finais de Agosto, princípios de Setembro, ou seja, para um período mais seguro em termos de condições climáticas, o que era muito importante numa festa que consistia em enfeitar as ruas com ornamentações de papel;

-       Que se aumentava o tempo da sua duração, centrando-se num fim-de-semana, ocupando os dois dias finais da semana anterior e dos dois primeiros da sua sequente;

-       Que as festas, pela sua designação continuavam ligadas ao culto de S. João, patrono de Campo Maior e símbolo emblemático do seu brasão.

 

Creio poder concluir-se que o modelo básico que configurou até aos nossos dias as Festas de Campo Maior, ficou traçado desde finais do século XIX, embora radiquem numa tradição cujos antecedentes recuam até ao século XVIII.

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publicado às 18:36


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