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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA III

por Francisco Galego, em 13.01.08
As invasões germânicas
Depois com a decadência do Império Romano, os povos bárbaros, vindos da parte oriental e do norte da Europa(os não romanizados, os que não falavam o latim) invadiram o império. Eram muito aguerridos mas não eram muito numerosos. Provocaram muita destruição. Mas, com o tempo, foram-se misturando com as populações que dominaram e foram por estas romanizados.
Na Península Ibérica instalaram-se, a Norte, os Suevos, a Sul os Visigodos. Formaram reinos, muitas vezes rivais e envolvidos em lutas contínuas que os foram enfraquecendo.
 “Os bárbaros eram pouco numerosos e haviam já sofrido o influxo da romanização, cujos moldes essenciais passaram a adoptar…
Preferindo viver no campo, não há memória de nenhuma povoação fundada pelos bárbaros no Ocidente… esta época representa uma regressão na vida urbana … diminuiu o perímetro das cidades
Do falar dos bárbaros passaram à língua portuguesa uns 40 vocábulos … enquanto que dos árabes, quase um décimo da língua corrente (cerca de seiscentos vocábulos). (O. Ribeiro, A FORMAÇÃO DE PORTUGAL, Col. Identidade – Cultura Portuguesa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987, p. 38)

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA IV

por Francisco Galego, em 13.01.08
A herança muçulmana
No começo do Século VIII, chegaram à Península Ibérica os Muçulmanos. Os árabes constituíam a elite dos exércitos que integravam os povos por eles conquistados no norte de África: mouros e berberes.
Dominaram em território português quatro ou cinco séculos. No sul de Espanha, sete. Vieram árabes e mouros, alguns deles eram berberes elemento principal. Faltam em Portugal os grandes monumentos árabes do Andaluz. Apenas o traçado tortuoso das ruelas e becos de algumas cidades do sul. Introduziram novas plantas e novas culturas: limoeiro, laranjeira azeda, arroz, alfarrobeira. Desenvolveram a cultura da oliveira deixando nomes que lhe estão associados: safra, azeitona, azeite. Desenvolveram a exploração hortícola, o regadio, as noras, as acéquias, os açudes, os alcatruzes, as azinhagas, os algerozes
Depois da reconquista mantiveram-se em arrabaldes semi-rurais perto das povoações.
Deixaram marcas importantes nesta região, sendo-lhes atribuída a fundação de Elvas e de Badajoz. Mas os vestígios da sua presença são muito escassos no concelho de Campo Maior.
A reacção dos cristãos que se tinham refugiado nos Montes das Astúrias, começou a manifestar-se pouco tempo depois da chegada dos muçulmanos. A esta luta que vai durar alguns séculos, dá-se o nome de Reconquista Cristã. Dela resultou a formação de um reino chamado Portugal.

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA V

por Francisco Galego, em 13.01.08
COMO SE FORMOU A VILA DE CAMPO MAIOR?
Segundo palavras textuais do Dr. Ayres Varella no “Teatro de Antiguidades de Elvas” foi escrito pelos anos de 1644 a 1655:
 
O castelo de Campo Maio é obra muito antiga e muito forte tanto por razão do sítio como pelas torres e muralhas. Foi fabricado pelos mouros e reparado por El-rei D. Dinis que levantou a maior torre que nele há e, por essa razão, quiseram alguns atribuir-lhe a honra de edificador.
Os romanos lhe deram o nome com muita propriedade porque daquele sítio se descobre o maior campo que há por aquele distrito.
(p. 29)
            Diz o mesmo autor que junto do castelo havia duas aldeias da jurisdição de Badajoz e que a mais populosa se chamava Joannes, ou por ser Bartholomeu Joannes a principal pessoa da aldeia, ou porque a água que para ela vinha era do Campo de Valada que pertencia ao mesmo Bartholomeu Joannes. E a outra aldeia se chamava dos Luzios, que seria perto do castelo, mas da qual não há qualquer notícia.

            Segundo Ayres Varella, o sítio da aldeia de Bartholomeu Joanne seria a um quarto de légua do castelo, para os lados de Arronches, junto da herdade chamada de Valada, num local onde ainda existia no século XVII uma fonte com esse nome, um arco de alvenaria e ruínas de casas.

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA VI

por Francisco Galego, em 13.01.08
. AFONSO HENRIQUES
         1169 - Por aqui terá andado D. Afonso Henriques aquando da fracassada tentativa de conquistar Badajoz em 1169 de que resultou ficar ferido e ter sido feito prisioneiro junto ao rio Caia, a meia distância entre Campo Maior e Badajoz. Mas não aparece nos documentos qualquer referência à vila de Campo Maior.
D. AFONSO II
1219 - Campo Maior foi povoação de mil e duzentos vizinhos; hoje, por causa das guerras com Castela, se acha com oitocentos e cinquenta, com casas muito nobres e limpas… Foi ganhada aos Mouros na era de 1219 pela família dos Peres, naturais de Badajoz; estes a deram à fábrica da Igreja de Santa Maria do Castelo, sendo Bispo de Badajoz D. Pedro Peres, que lhe deu por Armas Nossa Senhora e um Cordeiro com círculo à roda que diz “Sigillum Capituli Pacensis”. Depois, no reinado de D. Dinis que lhe fez Castelo na parte mais alta do terreno para o de Elvas, havendo controvérsia entre os moradores sobre o lugar onde haviam de estender a povoação, ajustaram que no maior campo de que resultou o nome de Campo Maior.
(P. António Carvalho da Costa «1650-1715» “Corografia portuguesa e descriçam topográfica do famoso reyno de Portugal…” «1706 -1712», Tomo 2, Trat. V, Cap. 6. Citado por João Mariano do Carmo Fonseca, p. 21)
 
Mesmo a propalada conquista de Campo Maior aos mouros em 1219, deve ser aceite com grandes reservas face à documentação conhecida. A ter-se realizado tal conquista ela deverá ter sido pouco duradoira, dados os avanços e recuos que se verificaram nesta região. Elvas conquistada por D. Afonso Henriques em 1166, foi perdida e recuperada várias vezes até à sua conquista definitiva por D. Sancho II. O mesmo se terá passado com Badajoz que só foi definitivamente incorporada no Reino de Leão em 1230 por Afonso IX. (Rui Vieira, 1985)
 

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA VII

por Francisco Galego, em 13.01.08
D. SANCHO II          
1226 - O foral de concedido a Marvão por D. Sancho II em 1226, refere Campo Maior como terra não incluída no termo daquele concelho sem esclarecer se é terra muçulmana ou cristã.
1230 - Conquista de Elvas e Juromenha; Badajoz só foi definitivamente
incorporada no Reino de Leão em 1230 porAfonso IX, que conquista também
Mérida.
A conquista definitiva de Campo Maior aos mouros, que era aldeia do concelho de Badajoz, deve ter acontecido entre 1230, data da conquista de Badajoz, e 1255 data do primeiro documento, relatório do primeiro sínodo do bispado de Badajoz, que comprova com exactidão que Campo Maior e Ouguela pertencem ao Reino de Leão e ao termo de Badajoz. A 28 de Maio de 1255, dois meses depois do sínodo, os homens-bons de Badajoz, a pedido de Afonso X de Leão, doaram Ouguela, Campo Maior, Alvalade em Vale de Solas, a D. Frei Pedro Peres, ao cabido e ao primeiro bispo de Badajoz. Esta doação foi confirmada dois anos depois por Afonso X em carta de doação datada de 1257. (Rui Vieira, 1985)
 
D. AFONSO III
1255 - No estado actual da investigação, só a partir de 1255 se pode começar a fazer a História de Campo Maior.
1260 - Em 31 de Maio de 1260 o bispo D. Frei Pedro Peres e o cabido de Badajoz, concedem “Fuero” aos moradores de Campo Maior. Este documento significa a promoção de facto do estatuto da povoação que assim era elevada à condição de vila, com certa autonomia económica, judicial e administrativa. Neste documento refere-se a existência na vila de mercadores cristãos, judeus e mouros. Entre as mercadorias mencionadas constam os cativos mouros que se vendiam como escravos.
1264 - Por carta de 30 de Abril de 1264, o cabido de Badajoz concedeu ao novo bispo, D. Frei Lorenzo, a metade de Ouguela e de Campo Maior que lhes coubera na doação de 1255, em concordância com a tendência para a concentração do poder senhorial que caracteriza esta época. A partir daqui o senhorio de Campo Maior estava nas mãos do bispo, o qual em carta de 30 de Março de 1269, faz a confirmação do foral. Nessa carta se refere que este bispo se deslocou a Campo Maior e ao seu castelo para confirmar o foral tendo feito os ajustes necessários. O novo bispo fez crescer de tal modo a sua autoridade que Afonso X teve de intervir para a moderar os exagerados poderes de que aquele se apropriara. Em 25 de Junho de 1270 o rei determinou que, em Campo Maior e Ouguela, fossem os juízes de Badajoz e não o bispo a exercerem o poder judicial, ordem que não terá sido bem acatada pois que e 5 de Maio de 1285 o rei Sancho IV de Leão e Castela teve de voltar a intervir confirmando a carta de seu pai Afonso X, ordenando que o bispo deixe de exercer funções judiciais.
 
 

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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA VIII

por Francisco Galego, em 13.01.08
D. DINIS        (1279 – 1325) 46 Anos (educadores: Eméric d’Ebrard e Domingos Jardo) (subiu ao trono com 18 anos mas muito bem preparado)
             
1290 - Nas proximidades da aldeia existia, no ano de 1290, um castelo, então designado por “castelo velho de Campo Maior”, certamente para o distinguir do “castelo novo”, já então erguido no local onde se encontra.” (Rui Vieira, 2002)
1295 – Guerra civil em Castela: D. Dinis aliou-se a Sancho IV de Leão e Castela
1296 - (…) Na mesma forma passava a ribeira de Caia, onde estava o castelo de Campo Maior, com seus limites. Estas terras as tiveram (os de Elvas) porque as tomaram dos mouros, como se vê da carta seguinte:
Dom Dinis, por graça de Deus Rei de Portugal e do Algarve, a quantos esta carta virem, faço saber que: Eu, por fazer mercê ao Conselho de Elvas e porque eles têm grande coração para me servirem, dou-lhes para todo o sempre por termo os Castelos de Campo Maior e Alvalade que eles tomaram com todos os seus termos novos e velhos e com todos os seus direitos. E para que esta doação seja firme e dela não haja dúvida, dou a esse Concelho esta minha carta para que a tenha por testemunho. Dada em Santarém no primeiro de Dezembro da era de 1334, que vem a ser o ano de 1296.
1297 – Assinado um Tratado em Alcanizes em 12 de Setembro de 1297 pelos reis D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela e Leão.
A 30 de Outubro de 1297, uma quarta-feira ao nascer do sol, fez-se a entrega da vila de Campo Maior “com todos os seu termos e pertenças … para todo o sempre”, na presença de representantes de sete concelhos portugueses (Avis, Juromenha, Sousel, Elvas, Marvão, Estremoz, Vila Viçosa) e de Valença por Castela. No mesmo dia à tarde procedeu-se a igual cerimónia em Ouguela.
Quando a vila foi entregue a D. Dinis foi somente no temporal, porque no espiritual fico sujeito ao bispo de Badajoz a quem os de Campo Maior pagavam os dízimos. (Estêvão da Gama p. 35)
D. Dinis terá desanexado o Castelo de Campo Maior da jurisdição de Elvas para honrar a povoação com o título de Vila, provavelmente no ano de 1298. Este rei mandou “espargir moeda”, concedendo a Campo Maior e a Ouguela forais como o de Évora e a Olivença foral como o de Elvas. (Rui Vieira, 1985)
 
1299 - A 31 de Janeiro de 1299, por carta real, D. Dinis ordenou a demarcação dos termos das vilas de Arronches, Ouguela e Campo Maior.
 
1301 - D. Dinis fez doação da vila de Campo Maior, por carta de 5 de Julho de1301, a sua irmã D. Branca, por vida desta.
1312 - Campo Maior passou para a posse de Afonso Sanches filho natural de D. Dinis.
1314 – Uma crónica (Crónica de 1314) refere que D. Dinis restaurou e reforçou os castelos de Moura, Serpa, Arraiolos, Monsaraz, Noudar, Juromenha, Alandroal, Olivença, Campo Maior, Ouguela, Monforte, Veiros, Alegrete, Arronches, Portalegre, Marvão, São Félix de Galegos, Castelo de Vide, Borba, Vila Viçosa, Évora Monte, Sabugal, Alfaiates, Castelo Rodrigues, Vila Maior, Castelo Bom, Almeida, Castelo Melhor, Castelo Mendo, Avô, Miranda, Monção, Castro Laboreiro, Guimarães.
1318 - D. Afonso Sanches vendeu a vila com todos os seus direitos a seu pai. A partir daí a vila passou a ser pertença da coroa. (Não se sabe que a vila tenha tido outros senhores, pois que, desde esse tempo até ao presente, ficou sempre na coroa de Portugal. O rei D. Manuel deu-lhe o privilégio de que não seria nunca desanexado da coroa, nem se daria o senhorio a pessoa particular).
 
D. FERNANDO
1368 - Em 15 de Março de 1368 D. Fernando esteve em Campo Maior, passando depois a Elvas e Juromenha.
1379 - D. Fernando confirmou os privilégios do bispo de Badajoz sobre Campo Maior. Até ao fim da primeira dinastia os bispos de Badajoz vão manter interesses em Campo Maior e a tutela da sua Igreja a nível espiritual.

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publicado às 19:00


ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA IX

por Francisco Galego, em 13.01.08
CAMPO MAIOR NA CRISE DE 13831385
 “Campo Maior, um bom lugar que tinha voz pelo rei de Castela”
Paio Rodrigo, Alcaide de Campo Maior e Ouguela, tomou o partido de Castela.
No Alentejo tomaram também voz por Castela: Olivença, Portel, Moura, Noudar, Mértola, Vila Viçosa, Monforte, Crato, Amieira, Castelo de Vide, Marvão, Arronches e Alegrete.
Com as vitórias do mestre de Avis muitas destas terras mudaram de partido.
 
 
D. JOÃO I (acalmado pelas cortes em 1385)
1386 - No final de 1386, só Campo Maior, Ouguela e Olivença se mantinham ao lado de Castela. Repare-se que são as terras que tinham permanecido castelhanas até 1297. Ouguela por este tempo já perdera importância militar. O alcaide de Campo Maior era simultaneamente o alcaide de Ouguela.
1388 - Em 15 de Setembro de 1388, D. João I veio, à frente de um exército, cercar Campo Maior. A vila foi ocupada pela força, em 13 de Outubro, depois de resistir por quatro semanas. A população não recebeu com simpatia os portugueses, como correu a refugiar-se no castelo e a participar nas acções de defesa ao lado da guarnição castelhana. O alcaide do castelo de Campo Maior, a 1 de Novembro de 1388, prometeu a capitulação definitiva, caso não fosse socorrido por tropas castelhanas no prazo de trinta dias. Não tendo chegado qualquer reforço, a vila e o castelo foram entregues ao rei de Portugal em 1 de Dezembro de 1388. Só Olivença continuou a resistir até ao acordo de tréguas assinado pelos reis de Portugal e Castela em Monção, em 29 de Novembro de 1389, juntamente com Noudar e Mértola, no Alentejo.
Campo Maior tornou-se o centro militar donde partem as acções contra os castelhanos nesta região da fronteira. Daqui partiu a expedição que na madrugada de 11 de Maio de 1396 cercou e conquistou o castelo de Badajoz.
Nesta altura foram cortados todos os vínculos, incluindo os eclesiásticos que ligavam Campo Maior e Ouguela a Badajoz. A partir de 1392 as vilas raianas desta região passaram a constituir uma administração eclesiástica própria, o bispado de Ceuta. (Rui Vieira, 1985)

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publicado às 18:53

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