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ORIGENS DE CAMPO MAIOR - CRONOLOGIA IX

por Francisco Galego, em 13.01.08
CAMPO MAIOR NA CRISE DE 13831385
 “Campo Maior, um bom lugar que tinha voz pelo rei de Castela”
Paio Rodrigo, Alcaide de Campo Maior e Ouguela, tomou o partido de Castela.
No Alentejo tomaram também voz por Castela: Olivença, Portel, Moura, Noudar, Mértola, Vila Viçosa, Monforte, Crato, Amieira, Castelo de Vide, Marvão, Arronches e Alegrete.
Com as vitórias do mestre de Avis muitas destas terras mudaram de partido.
 
 
D. JOÃO I (acalmado pelas cortes em 1385)
1386 - No final de 1386, só Campo Maior, Ouguela e Olivença se mantinham ao lado de Castela. Repare-se que são as terras que tinham permanecido castelhanas até 1297. Ouguela por este tempo já perdera importância militar. O alcaide de Campo Maior era simultaneamente o alcaide de Ouguela.
1388 - Em 15 de Setembro de 1388, D. João I veio, à frente de um exército, cercar Campo Maior. A vila foi ocupada pela força, em 13 de Outubro, depois de resistir por quatro semanas. A população não recebeu com simpatia os portugueses, como correu a refugiar-se no castelo e a participar nas acções de defesa ao lado da guarnição castelhana. O alcaide do castelo de Campo Maior, a 1 de Novembro de 1388, prometeu a capitulação definitiva, caso não fosse socorrido por tropas castelhanas no prazo de trinta dias. Não tendo chegado qualquer reforço, a vila e o castelo foram entregues ao rei de Portugal em 1 de Dezembro de 1388. Só Olivença continuou a resistir até ao acordo de tréguas assinado pelos reis de Portugal e Castela em Monção, em 29 de Novembro de 1389, juntamente com Noudar e Mértola, no Alentejo.
Campo Maior tornou-se o centro militar donde partem as acções contra os castelhanos nesta região da fronteira. Daqui partiu a expedição que na madrugada de 11 de Maio de 1396 cercou e conquistou o castelo de Badajoz.
Nesta altura foram cortados todos os vínculos, incluindo os eclesiásticos que ligavam Campo Maior e Ouguela a Badajoz. A partir de 1392 as vilas raianas desta região passaram a constituir uma administração eclesiástica própria, o bispado de Ceuta. (Rui Vieira, 1985)

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