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Em mais de cem anos as festas realizaram-se 33 vezes. Nos primeiros cinquenta anos da sua existência, mantiveram-se com um expressão muito localizada, tendo ressonância apenas nas localidades que lhe ficavam vizinhas. Depois da Segunda Grande Guerra, mais concretamente, nos anos cinquenta, as Festas do Povo de Campo Maior conheceram um extraordinário desenvolvimento. Rapidamente ganharam fama a nível nacional, com alguma projecção mesmo para lá da fronteira. Aproveitando a tendência para a globalização propiciada pela extensão e aperfeiçoamento dos transportes e das comunicações, tornaram-se um fenómeno significativo da massificada cultura popular, lugar de grande romaria apesar de não estar ligado a qualquer fenómeno de culto ou de peregrinação. O desenvolvimento da economia local, mais uma vez devido ao efeito de fronteira com a torrefacção de cafés, constituiu a base de sustentação. A criatividade da população radicada numa tradição secular, criou o milagre destas festas que, apesar de muito copiadas, ainda não foram igualadas. Mas, como irão sobreviver as Festas se são tantas as mudanças e tão profundas as transformações que se estão a verificar?

 

Venham ver as nossas festas,

Festas de grande valor;

Ficam no Alto Alentejo,

Vila de Campo Maior.

 

Vem, amigo forasteiro,

Venham ver as nossas festas;

De norte a sul do país,

Não há outras como estas.

 

Se vens às Festas do Povo,

Leva contigo uma flor;

Que este povo habilidoso,

Fez com carinho e amor.

 

Venham a Campo Maior,

Ver o mais lindo jardim;

Tenho corrido mil terras,

Nunca vi ruas assim.

 

Nunca vi ruas assim,

Mas quem seria o pintor?

Foi o povo que as pintou

Com carinho e com amor.

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publicado às 10:21



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