Quarta-feira, 03 de Março de 2010

Carlos Ramiro Coutinho foi conhecido pelos títulos adquiridos de 3º Barão de Barcelinhos e de 1º Visconde de Ouguela. Nasceu em Lisboa a 30 de Junho de 1828. Era filho de Ricardo Sylles Coutinho e de D. Rosa Máxima da Silva Coutinho.

O pai do Visconde de Ouguela era um dos heróis da luta contra o absolutismo de D. Miguel. Integrou a falange que, em 1933, combateu ao lado de D. Pedro até à vitória final dos liberalistas e restauração da monarquia constitucional. Tornou-se depois um importante comerciante da praça de Lisboa, tendo conseguido alguns meios de fortuna que lhe permitiram dar uma cuidada formação a seu filho. Manteve até ao fim dos seus dias a casa comercial, situada em pleno Chiado, que era ponto de encontro e tertúlia dos que perfilhavam os ideais liberalistas.

No colégio que frequentou em Lisboa, foi colega de Camilo Castelo Branco, tendo mantido, até ao fim dos seus dias, uma grande amizade com este grande escritor. Frequentou a Universidade de Coimbra onde fez, com grande brilhantismo, o curso de Direito. Atingiu rapidamente notabilidade como advogado, distinguindo-se na defesa de casos difíceis que foram muito divulgados pelos principais órgãos de imprensa do seu tempo.

Desde muito cedo abraçou os ideais democráticos, aproximando-se dos princípios preconizados pela ideologia socialista. Era, sobretudo, um filantropo e um idealista muito propenso a gestos de grande alcance humanitário. O carácter avançado das suas ideias e as suas actividades políticas provocaram muitos ressentimentos e rancores. Acusavam-no de republicano e de perigoso revolucionário. Na verdade, ao longo de toda a sua vida, manteve-se sempre bastante conservador no que respeitava aos seus hábitos sociais e estilo de vida. Ainda muito novo foi nomeado moço fidalgo com exercício no paço e exerceu um cargo de grande notabilidade como o de Ouvidor do Conselho de Estado. Chegou mesmo a conviver com o rei D. Luís que manifestava por ele elevada consideração.

Em 1859 tornou-se deputado, integrando no Parlamento a facção que apoiou os governos regeneradores de Fontes Pereira de Melo, Casal Ribeiro e Martens Ferrão.

Em 1860 foi nomeado Ajudante e Substituto Honorário do Procurador-geral da Fazenda Nacional. No mesmo ano casou com a viúva do Barão de Barcelinhos, tornando-se responsável pela gestão de uma casa de tão grandes encargos e haveres que teve de se afastar durante algum tempo da actividade política.

Em 1864 pediu a demissão do cargo de Substituto do Procurador da Fazenda e foi agraciado com o título de Barão de Barcelinhos que tinha sido usado pelo anterior marido de sua mulher. Por esta altura, passou a interessar-se vivamente pelo concelho de Campo Maior, principalmente pela aldeia de Ouguela. Seria a preparação para o título que lhe viria a ser atribuído alguns anos depois? O que aconteceu de facto foi que, em muito pouco tempo, se tornou o maior proprietário e contribuinte do concelho de Campo Maior.

Em 1867 assumiu a chefia da comissão que defendeu junto do governo e do rei a defesa da continuação do município, ameaçado de extinção pela reforma administrativa de Martens Ferrão.

Por decreto de 31 de Maio de 1868 recebeu o título de Visconde de Ouguela.

Pelas obras que escreveu, pelos cargos que ocupou, pela sua acção humanitária em defesa dos oprimidos, principalmente dos operários, tornou-se uma das mais notáveis figuras do seu tempo. Foi agraciado com várias distinções pelo governo português e pelos governos de Espanha, da França e da Rússia.

Era possuidor de avultados bens. Possuía propriedades rústicas e urbanas no valor estimado de 342 contos de réis em Lisboa, na Ilha da Madeira e no Concelho de Campo Maior. Só de contribuições prediais pagavam 2.450$000 contos de réis. Além disso, possuía avultados bens móveis em acções, inscrições e valores de carteira e era accionistas do Banco de Portugal.

Em 1872 o Visconde de Ouguela estava envolvido no projecto de criação de um novo banco que se deveria chamar Banco Real e Nacional. Precisamente neste ano de 1872, o Visconde foi atingido por duas tremendas tragédias que o haviam de aniquilar. Uma, a nível familiar, foi a morte de uma enteada a quem o ligava um profundo afecto, atingida por doença irremediável e de prolongada agonia. A morte desta criança, lançou-o numa profunda tristeza. Sete dias depois da morte da criança que tanto adorava, em Agosto de 1872, devido a uma delação caluniosa, foi acusado de ser participante activo numa conspiração para atentar contra vida do rei D. luís, com o objectivo de derrubar o trono e o sistema político. Em consequência dessa acusação, foi preso por algum tempo na cadeia do Aljube. Embora tivesse sido ilibado de todas as acusações, estes factos causaram-lhe uma mágoa tão profunda que se retirou completamente de todas as actividades como homem público e desistiu de todos os seus anteriores projectos.

A gente de Ouguela terá, deste modo, perdido uma grande oportunidade para afastar os fantasmas da inevitável decadência da sua terra.

O visconde de Ouguela que tinha sido uma das mais notáveis figuras do país no terceiro quartel do século XIX, morreu completamente retirado e de certo modo esquecido, em 5 de Janeiro de 1897.

 


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publicado por Francisco Galego às 13:40
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Caminhando para N.E. de Campo Maior uma légua, é o forte ou praça e vila de Ouguela, cujo terreno circunvizinho é descoberto e pouco montuoso.

As águas minerais desta vila, são únicas do seu género em Portugal.

Segundo a tradição, a sua primitiva origem é à distância de uns 300 passos da Atalaia e S. Pedro, de onde corre para o forte contíguo à igreja e por baixo desta e da muralha, sai e continua por um aqueduto, junto à fonte. Nesta corre por duas bicas de ferro, nas quais a soma total de água é de dois anéis no Inverno, sendo metade e às vezes menos, no Verão.

Os canos das bicas estão carcomidos e rotos, pela passagem da água. E esta é fria e cristalina, sem cheiro algum, mas o seu sabor na fonte é áspero e ácido e custa a sofrer. Porém, perde-o passado algum tempo, de pois de estar em vasos de barro, tornando-se então própria para o uso comum. Mas quase ninguém a bebe porque dizem que faz abalar os dentes e separarem-se as gengivas.

Emprega-se para amassar o pão que fica alvo, leve e saboroso. Não coze legumes nem carne que, ainda que fervam muito tempo, ficam duros, negros e incapazes de se comerem.

Recolhida em vasos de vidro, vê-se sobrenadar uma substância oleosa que, demorando-se, engordura o vidro. Porém, em vasos de barro não deixa, no fundo ou nas paredes internas, depósito algum. Mas exteriormente ficam cobertos de uma matéria branca como se tivessem sido caiados.

O aqueduto que conduz esta água para o chafariz e os que são próximos às bicas, têm de têm de romper-se e com muita dificuldade de dois em dois anos ou, quando muito, de três em três anos, por causa das duríssimas crostas lapidosas que neles se formam, misturadas com limos e ervas aderentes a que aqui dão o nome de raposos”.

Perto desta fonte ou chafariz há outra, dentro e uma horta, onde  mesma água é aproveitada para irrigação e que faz prosperar notavelmente os seus frutos que são mais saborosos do que os criados nos outros sítios próximos que não são regados com esta água.  

(Dr. Francisco Tavares, Instruções e cautelas practicas sobre a natureza, differentes espécies, virtudes em geral e uso legitimo das aguas minerais… Coimbra, Real Imprensa da Universidade, 1810)

 

O Dr. Fonseca Henriques diz no seu Aquilégio, pág. 191, fundando-se no padre Carvalho, que nas Constituições Synodaes do bispado de Elvas, impressas em 1634, falando-se da vila de Ouguela – se refere que – procurando verificar se as suas águas minerais consentiam em si, vivos, peixes ou insectos, ou vermes aquáticos ou anfíbios. Se viu sempre que, tanto os insectos, sanguessugas e vermes, morrem apenas se ditam na água – e os peixes em seu vigor, morrem em menos de meia hora. Vivem porém nela as rãs, mas pequenas e magras, talvez porque respiram o ar atmosférico.

(Francisco da Fonseca Henriques, Aquilégio medicinal, Lisboa, Instituto Geológico e Mineiro, 1998, edição fac-simile da edição de Lisboa Ocidental, na o Officina da Musica, 1726)

 

Julga o Dr. Tavares que esta água é gasosa pelo gás carbónico em excesso, com alguma porção diminuta de carbonato e sulfato de calcário. As incrustações duríssimas formadas nos canos provam a presença de carbonatos e sulfatos calcários (selenites) e talvez sílica misturada. É próprio de todas as águas que abundam em gás carbónico não criarem peixes, nem os consentirem vivos, nem os insectos e vermes, mesmo que sejam aquáticos.

A substância oleosa que se vê nos vidros, pode vir de outros depósitos de minerais. Mas também ser resultado da combinação de hidrogénio com o ácido carbónico e o oxigénio, que forma uma matéria oleosa – a nafta.

O gosto acre e ácido prova a existência do gás carbónico e da nafta que são extremamente voláteis, se evaporam fora da nascente, deixando a água potável. A crosta branca que aparece no exterior dos vasos de barro não é mais do que carbonato e sulfato de cal, filtrados pela matéria porosa do vaso.

Estas águas são aplicadas com vantagem nas debilidades de estômago: vómitos pertinazes delas precedidos, hidropisias, e para a expulsão de vermes intestinais, incluindo a ténia e a solitária.

Pinho Leal - Portugal Antigo e Moderno (p. 309 e 310)

 



publicado por Francisco Galego às 17:48
Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
         Campo Maior é um dos concelhos do Alentejo de mais escasso território. Possuiu apenas duas aldeias: Degolados e Ouguela. Quanto à primeira, o futuro parece garantido pois regista uma certa dinâmica de crescimento. Sendo das duas a menos antiga, é sede de freguesia, localiza-se perto da estrada de ligação ao vizinho concelho de Arronches a que pertenceu até 6 de Dezembro de 1926, e constitui ponto de passagem do tráfego que se dirige para Portalegre, a sede do distrito. A proximidade das instalações fabris da empresa Delta tem favorecido o crescimento da sua população e a renovação do seu casco urbano.
            Mas Ouguela definha numa lenta agonia que se arrasta há mais de um século. Perdida num recanto do território português bem junto à fronteira com a Espanha, desempenhou ao longo dos séculos uma importante função militar na prevenção e na defesa de invasões do país, por esta região tão permeável à passagem de exércitos até finais do século XVIII. Na fortaleza de Ouguela começava a linha que defendia o corredor das terras banhadas pelo Xévora, Caia e Guadiana, e que integrava as praças militares de Campo Maior, Elvas, Juromenha e Olivença.
            Quando a evolução da arte da guerra ditou o fim das praças militares, Ouguela que nunca foi um grande povoado, viu-se condenada a uma inexorável decadência. Em finais do século XIX esteve quase a desaparecer.
Esse desaparecimento foi evitado pelo súbito interesse de um filantropo que se interessou vivamente pelo destino do pequeno povoado e resolveu aplicar os seus vastos recursos financeiros e a sua grande influência política em favor de Ouguela e dos seus habitantes. Chamava-se Carlos Ramiro Coutinho, era licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, reconhecido como um dos mais notáveis advogados de Lisboa, deputado que dera nas vista pelo brilho da sua oratória no parlamento e pelo vanguardismo social das suas ideias, íntimo da família real e de relação próxima com o rei D. Luís. Pelo casamento adquirira o título de Barão de Barcelinhos e, mais tarde, devido à sua acção humanitária, o de Visconde de Ouguela.
O texto que a seguir transcrevo dá, com toda a exactidão, notícia da sua acção em prol desta pequena aldeia do concelho de Campo Maior.
           
 
“A quase duas léguas desta vila de Campo Maior, existe uma muito pequena vila denominada de Ouguela, cujas faldas são banhadas pelo Brilongo que, um pouco mais abaixo da vila, entra no Xévora e este, no fim dum curso de três léguas, próximo de Badajoz, entra no grande rio Guadiana.
            Nada se sabe quanto à fundação de Ouguela. Apenas se sabe que pertencia a Castela e que, em 1309 (1297), passou ao domínio de Portugal por donativo que El-rei de Castela, Afonso X, o Sábio, fez dela a sua filha D. Beatriz, quando esta casou com o El-rei de Portugal D. Afonso IV, o Bravo.
Esta pequena e amuralhada vila, situada a Norte de Campo Maior, tem sofrido uma tal decadência, que actualmente estão em ruínas quase todos os seus prédios, contando-se em bom estado uns 50 fogos. Os seus habitantes possuíam um logradouro – Defesa de Nª Sª da Enxara – onde tinham seus gados e semeavam suas searas. E, como depois lhes foi dado em sortes, trataram de as ir vendendo, porque o dinheiro não consentia miséria. Mas, assim que as venderam, acabaram por ficar reduzidos à miséria. Esta foi a principal causa da sua decadência.
Na esplanada da vila velha há um arrabalde, devido ao qual se tornou a vila antiga um deserto. Pena que o arrabalde não tenha ficado melhor localizado porque, como Ouguela está situada num grande e elevado cerro, torna-se o arrabalde feio e incómodo, pois é muito prejudicial para quem tem de a ele aceder para transportar os géneros das suas searas.
No centro da parte antiga da vila há um largo que antigamente servia de praça, quando a vila estava regular e militarmente guarnecida. E há uma grande cisterna, para a qual se desce por uns 15 degraus.
Contígua a este largo, está a Igreja de Nossa Senhora da Graça que é um edifício de tosca arquitectura e que tem uns 18 metros de comprimento e 10 de largura.
Pouco distante de Ouguela há uma fonte cuja água se torna medicinal pela propriedade de matar todos os vermes que para dentro dela caem. Para longínquas povoações levam barris e garrafas com esta água. Sua Exª, o Sr. Barão de Barcelinhos, mandou conduzir para Lisboa uma porção desta água para a submeter a uma análise clínica. Veremos se o resultado confirma a opinião pública.
Junto a esta vila de Ouguela há um terreno de cerca de uma légua quadrada, chamado Referta, cujo uso é comum aos habitantes desta vila e aos da vila espanhola de Albuquerque.
Ouguela possuía um grande celeiro comum que, segundo a tradição, foi instituído por abastados lavradores, para estarem prevenidos contra qualquer calamidade em suas searas.
            Hoje, a antiga vila encontra-se em grande decadência.
Mas Ouguela há-de renascer porque o Barão de Barcelinhos se comporta como um filho generoso, magnânimo e poderoso. Sua Exª comprou no termo de Ouguela a herdade da Lapagueira por 20.000$000 réis (vinte contos) e, em seguida, outras mais terras estabelecendo ali uma lavoura, para o que mandou comprar máquinas em França, bem como outra maquinaria para fábricas.
Ouguela deve prosperar. Os trabalhos já estão em grande escala sendo dirigidos por três práticos franceses, sendo um destes de muita instrução, possuindo especialmente grandes conhecimentos de terrenos e plantações.
Consta que Sua Exª dissera aos guardas de suas herdades que não proibissem que os habitantes de Ouguela levassem alguma lenha, que precisassem para o consumo de suas casas. Aos proprietários deste pequeno e pobre povo disse-lhes que comprava todas as fazendas que quisessem vender, sem mais ajuste que o valor dos foros ou rendas de 20 anos. É um bem que os habitantes de Ouguela não devem esquecer porque vendiam suas propriedades, por metade e menos do seu valor aos proprietários de Campo Maior.
O Ex.mº Sr. Barão de Barcelinhos, pela sua inclinação às causas divinas, bem mostra os sentimentos religiosos de que é dotado, provando-o com a oferta de uma banqueta grande e toda dourada, à Igreja de Nª Sr.ª da Graça daquela vila de Ouguela e mandando fazer uma festa com instrumental no dia 10 de Setembro corrente, convidando todo o clero de Campo Maior e muitas outra pessoas, instituindo uma festa anual no dia 8 de Dezembro e oferecendo-se para padrinho de todos os baptizados que se realizem nesse dia. A todas essas festas deve assistir a antiga filarmónica, da qual se dignou ser protector, passando a denominar-se, de ora avante, Filarmónica Barcelinhos. Já ofereceu para ela dois belos clarinetes e um flautim e agora determinou fardá-la e reforma-lhe todos os instrumentos.
Os infelizes de Ouguela têm nele um protector.
Há quem profetize um mau fim para quem dispõe dos seus bens com tanta largueza. A esses o Sr. Barão responde: Afastado actualmente da política militante, sem ambição e sem desejos pessoais, resta-me um único desejo que proclamo bem alto, porque não me envergonha: ser útil à minha pátria …E, quando eu, esquecendo estas e outras semelhantes máximas, pedir qualquer outra coisa aos povos de Ouguela, eles que ma recusem, porque, mesmo procedendo assim me darão uma prova de gratidão.
Sua Exª entende que a riqueza, pequena ou grande, só deve servir para moralizar os povos e educá-los para o trabalho. Por isso, os que a possuem devem-na usar com prudência para consolarem os infelizes.
Que grandeza de alma! Quem assim pensa é digno de todos os elogios. Oxalá os habitantes de Ouguela lhe saibam tributar a devida homenagem.”  
 
            Este texto que foi enviado para publicação no jornal de Elvas A Voz do Alemtejo, com a data de 27 de Agosto de 1865, pelo correspondente Rosado Júnior que, nesse tempo, desempenhava as funções de professor primário em Campo Maior. Nele se retrata com toda a clareza a acção do futuro Visconde de Ouguela em defesa da aldeia e da sua população.
            E hoje? Quem acode a Ouguela?
            Numa época em que tantas aldeias estão a ser restauradas para projectos de turismo rural, não há nenhum investidor privado que resolva apostar neste povoado tão privilegiado em termos de paisagem, de tranquilidade e de tanta antiguidade?
            E os campomaiorenses, sobretudo os que têm responsabilidades a nível autárquico? Como podem deixar de acudir à salvaguarda dos únicos vestígios do património militar e de povoamento da época medieval que existem no concelho de Campo Maior?
            Sim, os únicos! Porque Degolados é povoação bastante mais recente e Campo Maior, quase completamente destruída em 1732, quase nada conservou do seu património anterior ao século XVIII. O próprio castelo de Campo Maior é, na sua maior parte, o que resultou da reconstrução mandada fazer por D. João V e, como foi provado por recentes escavações arqueológicas, muito pouco conservou da sua traça original.
            Na verdade, a morte de Ouguela levará a melhor parte do que de mais antigo existe em termos de património no concelho de Campo Maior.
            Por isso e por muitas mais razões que não cabem no espaço limitado deste escrito, É PRECISO SALVAR OUGUELA!
 


publicado por Francisco Galego às 14:08
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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