Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

 

Agora a festa vai acabar!


Chegou a hora da meditação.


O voto importa, porque do voto resulta a qualidade da nossa vida em comunidade.


Como escolher alguém que não seja de confiar? A menos que eu mesmo não me considere uma pessoa de bem. Porque se sou uma pessoa de bem, tenho o dever de escolher o melhor que for possível.


Vivemos nesta terra, nem muito grande, nem muito pequena. Aqui todos nos conhecemos. Por isso, não há razão nem desculpas para enganos.  Podemos votar segundo o nosso interesse ou a nossa ganância. Mas fazêmo-lo conscientes do que estamos a fazer.


Agora,  vamos ter de contar apenas com aqueles que os nossos votos ecolherem para cuidarem dos nossos destinos e dos nossos interesses. Por isso, é mesmo muito importante escolher em consciência e escolher bem.


Para mim, a melhor escolha é sempre a que melhor garante o bem de todos nós.


Por isso, importa votar de forma consciente e esclarecida.


Quem não se sinta esclarecido, tem sempre a possilidade de votar em branco. Mas todos deveríamos votar.


O voto é o sangue que irriga e dá força à DEMOCRACIA, regime que terá muitos defeitos, mas que é o único que proclama a IGUALDADE de direitos, a necessidade de FRATERNIDADE e o dever de cada um respeitar o direito à LIBERDADE de todos os que vivem segundo os principios da Justiça e da legalidade.


Encolher os ombros porque todos os políliticos são o mesmo?


Não é verdade que assim seja. Andaram nesta campanha que agora termina uns milhares de pessoas que se candidatam aos diversos cargos. E, muitos deles, a grande maioria deles, não andam nisto à procura de pôr a mão no "pote" para se amanharem. Muitos andam nisto apenas pelo desejo de bem servirem.


Alguns deles fazem-no com sacrifício das suas pessoas e das suas famílias. Fazem-no por gostarem de ajudar os outros.E aqui incluo pobres e ricos. Pois também há ricos que dispõem dos seus bens para criarem condições de bem-estar e de segurança social. Assim como há pobres que, na sua ganância, só vêem na política uma oportunidade de se tornarem ricos através das mais desonestas manigâncias.


Por isso, digo que está na mão de cada um de nós separar o trigo do joio. Somos nós que, com o nosso voto, ajudamos a escolher os que nos devem governar.

Se escolhemos corruptos é porque, ou somos estúpidos, ou somos como eles e só queremos aproveitar das migalhas que vão cair da mesa de banquetes em que eles transformam a governação.

Se queremos que as coisas corram bem para todos, então ajudemos a escolher os que julgamos mais capazes de o fazer.


Desejo a todos as pessoas de boa vontade que votem em consciência e segundo o que dita a sua consciência.


Se assim for, iremos concerteza obter o melhor dos resultados.



publicado por Francisco Galego às 08:43
Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

A campanha eleitoral está na rua.

É a grande festa da democracia.

Os grupos em arruadas deslocam-se chamando a atenção das pessoas, distribuindo prendas e mensagens.

Os candidatos desdobram-se em acenos, cumprimentos, abraços e muitos beijinhos.

Cada um procura mostrar a sua capacidade de mobilização juntando o máximo de participantes que consegue arregimentar.

Há alegria, nos cantares e nos ditos. As eleições são também um bom pretexto para um alegre convívio.

 

As eleições deviam ser mais do que isto? Deviam tentar ir para além de tudo isto? Por certo que sim.

Devia haver mais debate de ideias, de propostas e de projectos. Era bom que se constituísse um compromisso entre os candidatos e os eleitores. E esse compromisso devia estar expresso nos programas eleitorais que são elaborados e distribuídos durante a campanha. Mas, esses programas, limitam-se cada vez mais, a serem uma listagem de promessas. Assim se vai instalando esta forma de agir em busca do voto.


Em boa verdade, tudo isto acontece por culpa de grande parte dos eleitores que não querem que lhes falem para os esclarecer. Preferem assistir a acções que apenas se destinam a agradar e a entreter.

 

Temos uma prática democrática cada vez mais pobre e mais vazia. Assim são os tempos que correm. E como, para ser eleito, é preciso acompanhar a tendência dos tempos que correm, os políticos cada vez cuidam mais de animar o povo e cada vez menos são chamados a prestar contas e a apresentar ideias.  

 

Daqui resulta que as pessoas que entendem as coisas de maneira mais exigente e ponderada, se afastam cada vez mais da vida política.

E, no entanto, como eles e elas são necessários para uma vida política de qualidade  e para o desenvolvimento do próprios partidos, pois são estas as pessoas que têm capacidade de pensamento critico e criativo para analisarem correctamente as situações e para encontrarem as melhores soluções.


Entrámos num círculo viciado. E, francamente, parece que ninguém sabe como é que daqui podemos sair e onde é que tudo isto nos vai levar.   

 



publicado por Francisco Galego às 08:38
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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