Quarta-feira, 02 de Março de 2016

 

 Há em mim uma espécie de memória do tempo que diverge algo do que é normalmente estabelecido pelo calendário. Sei que ainda faltam três semanas para que o Equinócio da Primavera, declare o  fim oficial do Inverno. Contudo, para mim, finado o mês de Janeiro, o Inverno começa a despedir-se para que um novo ciclo possa começar. Às vezes não bate certo. Mas que querem? Por vezes a vontade sobrepõe-se à razão. e estou morto porque acabe este tempo de quase hibernação.

Ainda para mais, o “Almanaque” abriu um campo nostálgico na minha memória, ao informar-me de que a Biblioteca Nacional de Portugal, no passado dia 29 de Fevereiro fazia 220 anos, pois teria sido fundada em 29 de Fev. de 1796.

Na verdade, esta informação não é exacta. A que nessa data foi fundada, foi a primeira biblioteca pública que tinha como nome Real Biblioteca Pública da Corte e fora instalada no Torreão Ocidental, na Praça do Comércio ou Terreiro do Paço. Devido à lei do depósito legal de 1805, o seu acervo foi muito enriquecido. Mas, iria ainda crescer muito mais em 1834, pois que, com a vitória dos liberais e a extinção das ordens religiosas, recebeu as livrarias de muitos mosteiros e conventos. Foi então transformada em Biblioteca Pública de Lisboa e transferida para o Convento de S. Francisco, ao Chiado, onde permaneceu por mais de 130 anos, até à sua mudança para as novas e actuais instalações no Campo Grande, em 1969.

Comecei a frequentá-la por volta de 1962, ainda nas antigas instalações no Chiado, sendo então aluno do curso de Filosofia, na Faculdade de Letras de Lisboa.

Quando, em 1969 se mudou para o Campo Grande, já eu estava a exercer como professor. Morando muito perto, voltei a frequentá-la. Essa frequência intensificou-se, com o regresso à faculdade para frequentar o curso de História. Foi nessa altura que comecei a recolher muitas da informações que fui acumulando e que me foram servindo para elaborar alguns dos escritos que fui publicando sobre a história de Campo Maior.

Por isso, a Biblioteca Nacional foi um dos espaços onde permaneci durante muitas, mesmo muitas das horas da minha vida. Ainda não há muitos anos, encontrava por lá alguns, já muito poucos e muito envelhecidos funcionários, que me conheciam desde o meu tempo de estudante.



publicado por Francisco Galego às 00:09
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
mais sobre mim
Março 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11
12

13
14
16
17
18
19

21
22
23
24
25
26

27
28
30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
Visitas
blogs SAPO