Sábado, 16 de Janeiro de 2016

Numa pausa do trabalho para o acabamento dos escritos que penso publicar brevemente sobre o grande escritor campomaiorense João Dubraz (1818 –1895), tenho-me ocupado em organizar e guardar velhos papéis.

De repente, deparei com uma das frases que me ajudou a definir o caminho que escolhi como professor.

A arte de interrogar é bem mais a arte dos mestres do que as dos discípulos; é preciso ter já aprendido muitas coisas para saber perguntar aquilo que se não sabe.(Jean Jacques Rousseau, filósofo e escritor, (1712-1778)

Na minha acção, enquanto professor, fui-me tornando cada vez mais atento e observador da realidade socio-cultural em que tinha de exercer a minha missão profissional. Muito do que me tinha sido dado conhecer, enquanto aluno e educando, não me servia de referência, pois não podia repetir soluções, comportamentos e receitas que, no meu caso, tão pouco me tinham ajudado.

Ainda hoje penso que os êxitos que, como aluno, fora alcançando, os obtinha mais por reacção do que por aceitação das propostas que me tinham sido apresentadas. Tornou-se-me, portanto, muito rapidamente evidente que era preciso analisar critica e criteriosamente os métodos a usar, a fim de encontrar as respostas mais adequadas para as situações que se me iriam deparando.

Desde logo me apercebi que "a palestra" do professor como base do aprender, seria para os meus alunos tão aborrecida e ineficaz como para mim tinha sido. Aprende-se pouco ouvindo. Mas aprende-se mais lendo com interesse, observando com atenção, elaborando notas de reelaboração do que se lê, encontrando respostas a dúvidas previamente elaboradas. Por isso, é importante ensinar a procurar, ensinar a aprender, a colocar as questões e a escolher os caminhos mais adequados para lhes responder.

É assim, de forma muito sucinta e simplificada, a maneira mais eficaz de adquirir conhecimento. Por isso, aprende-se melhor quando nos ensinam a aprender. O verdadeiro conhecimento não resulta da memorização, mas da compreensão e esta só se alcança pela capacidade de continuramos a aprender ao longo da nossa vida.



publicado por Francisco Galego às 00:06
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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