Sábado, 08 de Julho de 2017

O meu sentimento vai-se inclinado cada vez mais para a percepção de que estamos a viver tempos difíceis, tão difíceis e complexos, quanto parece certo que não estão a ser usadas as soluções mais adequadas para os resolver.

Contudo, recuso qualquer afirmação, tão niveladora quanto injusta, de considerar que os políticos são todos iguais. A política é, em si mesma, uma acção de grande importância para a resolução dos problemas sociais. E, não apenas hoje, mas em todos os tempos, houve os que a entenderam como um caminho para melhor se servirem e os que a ela se dedicaram como forma de prestarem um serviço público orientado para o bem das comunidades em que se sentem integrados.

Em democracia, a entrega dessa missão a uns ou a outros, depende apenas da nossa vontade. Depende de tomarmos uma atitude de indiferença ou de assumirmos a nossa obrigação como cidadãos.

A impreparação de alguns dos actuais improvisados políticos e as suas fragilidades culturais, geram um modo de fazer política que podemos apropriadamente designar por populismo anti-elitista. Para melhor chegarem ao apoio das camadas menos preparadas da população, arvoram-se em paladinos defensores dos pobres e declarados inimigos das elites, enquanto tudo fazem para garantirem para si e para os seus, todos os benefícios dessas elites a que tanto aspiram pertencer e que tanto apregoam repudiar.

Que fazer perante a trágica situação de termos uma população tão impreparada, tão facilmente manipulável por estes inescrupulosos oportunistas?

Persistir na denúncia constante destas situações, lutar pelo aprofundamento de uma cultura democrática e de uma maior participação cívica dos cidadãos, prosseguir no esforço de dar um novo alento à sociedade fazendo emergir novos líderes capazes de elaborar e pôr em execução projectos que garantam novas soluções políticas que melhorem as condições de vida das populações.

Temos de voltar aos valores éticos que tornem de novo a política uma arte e uma ciência ao serviço da sociedade e não a habilidade astuta dos que só pensam em beneficiar-se, mediante negociatas escusas, tráficos de influências e práticas de corrupção. Os homens de verdade e de boa vontade, devem juntar esforços para pôr fim a estas situações abusivas que estão a tornar cada vez mais insuportável esta nossa forma de viver.

Necessitamos de políticas direccionadas para o desenvolvimento económico, para  garantia da segurança e da estabilidade social, através de maiores e melhores oportunidades para as novas gerações, pois nelas assenta a possibilidade de sustentação das gerações mais idosas que deixam de estar em condições de participarem na produção, para que possam viver de reformas que lhes propiciem uma aceitável qualidade de vida na sua velhice. Só com políticos sérios, honestos e competentes, homens e mulheres de sólido carácter, poderemos ter soluções adequadas para os problemas que hoje se deparam às comunidades locais.



publicado por Francisco Galego às 00:05
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