Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Fiz do estudo e do ensino da História o meu modo de vida, por gosto e por vocação. Mas o interesse pela História não fez de mim um saudosista. Não choro o tempo que passou, nem exalto as suas “virtudes” perdidas. Na verdade, o que eu sinto é uma imensa pena de já não poder viver o tempo que há-de vir, por ser minha convicção que há uma certa probabilidade de vir a ser  mais interessante do que o tempo que vivi e que o tempo que agora vivo. Parece-me ser esta a melhor e a mais atilada maneira de entendermos as coisas que são verdadeiramente importantes na nossa vida.

É importante compreender o passado, pois o seu conhecimento ajuda-nos a entender como e porquê, as coisas evoluiram desta ou daquela maneira. E isso pode evitar que certos erros sejam repetidos. Porém, em meu entender, a contemplação do passado pode ter qualquer coisa de mórbido que não nos deixa apreciar o lado bom da vida que nos coube viver.

Todas as épocas têm os seus problemas. Mas isto não é motivo para se fazer o choradinho de que “no meu tempo é que era bom”. O meu tempo é efectivamente este que estou agora a viver.

Tenho consciência dos problemas que, neste momento, preocupam e atormentam as novas gerações. Mas, também a minha geração se preocupou e preocupa com os problemas que teve e tem de enfrentar, tanto pelas  dificuldades que vivemos, como pelas dificuldades que vemos os outros viverem. Mas se me ponho a comparar as condições da vida nos tempos passados, acabo por chegar à conclusão de que, talvez as condições actuais, não sejam  tão más como foram as desses “bons velhos tempos”.

 



publicado por Francisco Galego às 00:02
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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