Sábado, 21 de Novembro de 2015

É triste, mesmo muito triste, constatar que, pessoas com uma considerável formação que devia implicar uma elevada capacidade de descernimento, desistem completamente de usar a sua razão para estruturarem o seu pensamento.

Assim, em vez de usarem argumentos que resultem de uma reflexão séria e fundamentada, recorrem a preconceitos e opiniões baseados nas suas opções ideológicas e partidárias.

É de lamentar que assim seja, pois que, quando se trata de questões políticas, tal atitude torna impossível desenvolver diálogos e negociações de que resultem consensos. Ora, os consensos são absolutamente necessários quando se trata de criar condições de entendimento numa sociedade que se caracteriza pela diversidade dos interesses, das opiniões e das vontades.

A diversidade das opiniões resulta do carácter social da política. Por isso, numa sociedade democrática, as decisões não podem, nem devem ser tomadas por imposição de certas pessoas ou de certos grupos. Devem resultar da vontade expressa segundo as regras expressas em leis, definidas pela estrutura fundamental das sociedades organizadas que é o Estado. Daí a vantagem de negociar para se obterem os consensos mais alargados que for possível. Só assim se poderá salvaguardar a defesa dos direitos e a segurança dos individuos, garantindo a harmonia da sua vida em sociedade.

Mas, há muito pior do que os que intervêm sem razoabilidade. E, infelizmente, isso chega a acontecer com alguns dos que ocupam cargos políticos ao mais alto nível de responsabilidade. São os que passam do confronto da ideias para o recurso aos ataques pessoais, os que ofendem e o que recorrem à depreciação das pessoas que se colocam como seus opositores e adversários.

E, ainda há pior, sobretudo, nos meios de comunicação,como as designadas "redes sociais", onde se tem um modo acessível de intervenção, tantas vezes ao abrigo de anonimato. Que fazer nesta situação em que, cada vez mais gente, sem princípios e sem pudor, exibe a sua ordinarice e violenta má-educação?

 



publicado por Francisco Galego às 14:11
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