Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

Procurando em velhos papéis, encontrei este escrito de que já não guardava qualquer memória.

Achei-lhe graça por estar tão ligado à contemplação do mar, uma realidade que eu, rapaz do interior e de poucas viagens, só conheci numa fase já adiantada da minha vida.

Nesse dia, tinha ido visitar os meus netos – David e Mariana – que estavam de férias e muito ocupados nas suas actividades de praia.

Para não os importunar, afastei-me e fiquei a contemplar aquela imensidão que tivera tanta dificuldade em entender. E lembrei que, naquele momento, eu encontara a minha maneira de sentir aquilo que estava perante mim.

 

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

 

EM SESIMBRA

 

Ouvindo Chopin

Olhando o mar

Parado sobre a falésia

 

O mar

Que é cinzento

Neste dia de nuvens

Confunde-se no limite do horizonte

Com o cinzento do céu

 

Num dia sem história

Como devem ser os dias perfeitos

A vida retoma o seu melhor sentido

Que é não ter sentido nenhum

Apenas viver

 

Olho em frente

A minha razão sabe

Que há mais mundo

Para além do horizonte

Mas os sentidos apreendem apenas

A imensidão deste mar sem fim

 

Momentos assim

Deviam ser eternos

Como o tempo

 



publicado por Francisco Galego às 09:01
Aqui se transcrevem textos, documentos e notícias que se referem à vida em Campo Maior ao longo dos tempos
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