Domingo, 15 de Novembro de 2015

Terminado um trabalho em que andava ocupado há muito tempo, de repente, achei-me sem nada em que me ocupar. Confesso que me sinto algo incomodado. Por isso, resolvi actualizar-me acompanhando com maior atenção os factos que estão a decorrer na política nacional. Claro que estou a iniciar um caminho muito diferente do que estou habituado a percorrer. O meu terreno habitual tem mais a ver com o passado, embora procure ir tendo ideia do que vai ocorrendo no presente.

A primeira constatação que fiz foi a de que há hoje uma diversidade e uma torrente contínua e tão grande de informações que se torna difícil criar uma metodologia de abordagem que nos oriente no meio de tantas e tão desencontradas propostas e explicações.

Neste momento estou ainda numa fase de perplexidade. Embora me tivesse apercebido de que certas mudanças estavam a acontecer, dou agora conta da ineludível e brutal realidade em que, para certos centros de opinião, se foi transformando o debate político. Alguns, numa atitude de “vale tudo”, adoptam tácticas com recurso a todos os meios que se têm por mais eficazes para garantir a vitória, rejeitando as estratégias traçadas para se atingirem os objectivos, respeitando as regras estabelecidas.

O que os meios de comunicação continuamente nos debitam, já pouco tem de esclarecimento que possa servir como ponto de análise do debate democrático. Há sectores da sociedade que adoptam como atitude, usar instrumentos de luta como o recurso à difamação, ao ataque pessoal, à calúnia, procurando anular a credibilidade, a integridade moral e cívica dos seus adversários.

Claro que isto não é novidade para quem tem alguns conhecimentos de História. Basta recuarmos cerca de um século para encontrarmos situações com traços semelhantes ao que agora está a acontecer. Mas, isso leva-nos a perceber que, quando as regras dão lugar aos truques mais ou menos habilidosos, isso indica que estamos perante períodos de ruptura e de decadência que anunciam a necessidade de grandes mudanças.

Por vezes, chega-se a ponto que, em muitos casos, o confronto quebra todas as regras do respeito mútuo e da boa educação e se entra no campo da subversão da ordem e da legalidade. Ora, para mim, isto já não é política. Ou, melhor dizendo, já não é a política, tal como eu a entendo.



publicado por Francisco Galego às 08:30
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